Questões de EFAF Educação Física - Cultura Corporal
167 Questões
Questão 19 10731640
CMC 1° Ano 2021Leia o texto e responda a questão
Texto
Saúde mental, a convidada surpresa nas Olimpíadas de Tóquio

Ginasta: Simone Biles nas Olimpíadas de Tóquio (AFP/AFP)
Simone Biles, ginasta norte-americana, abriu mão das competições e abriu discussões
Simone Biles deveria deixar uma marca na história com uma safra impressionante de medalhas nas Olimpíadas de Tóquio, mas a estrela da ginástica artística foi protagonista por outra razão: que sua cabeça estava em conflito com o resto do seu corpo e a questão da saúde mental foi a convidada inesperada dessas Olimpíadas.
"Colocar a questão da saúde mental em cima da mesa significa muito para mim porque as pessoas precisam entender que somos seres humanos", disse a americana na noite em que retornou para conquistar um bronze na trave de equilíbrio, depois de uma prata com a seleção de seu país na final por equipes e de desistir de participar de quatro finais por conta de seus problemas de confiança e de falta de referências no ar.
O assunto ganhou grande repercussão na mídia, em plena Olimpíada e com uma estrela diretamente afetada, mas ela não é a primeira atleta a passar por um momento psicológico difícil em pleno evento olímpico.
Há mais de duas décadas, a francesa Marie-José Pérec, que era campeã dos 200 e 400 m, desistiu da competição nos Jogos de Sydney-2000, incapaz de suportar a pressão.
A saúde mental está se tornando menos tabu e os atletas estão começando a falar com mais frequência sobre seu sofrimento ou os problemas pelos quais estão passando.
"Acho que é um gesto de coragem falar sobre o sofrimento. Vimos isso com Naomi Osaka recentemente", explicou à AFP Anaëlle Malberbe, psicóloga do Instituto Nacional do Esporte da França (INSEP), que assiste vários atletas da delegação olímpica francesa.
No dia em que Simone Biles decidiu parar no meio de uma final, pensou-se inicialmente que poderia se tratar de um problema físico, mas ela mesma explicou que sua saúde mental estava afetando o seu desempenho.
Perda de confiança, falta de referências no ar, estresse, tudo era um perigo para ela no meio das acrobacias.
"Não é um trabalho normal"
Ainda mais do que sobre a saúde mental, o caso de Simone Biles capta a relação entre a cabeça e seu efeito no corpo.
"Alguns achavam que Naomi Osaka estava maluca ou tinha um comportamento de diva. Finalmente, ver outra grande campeã como Simone Biles ter a mesma atitude, desistir por motivos semelhantes, dá o que pensar. Espero que as pessoas entendam melhor o quão complexo é", estima a jogadora de handebol francesa Allison Pineau.
Reflexão partilhada pelo nadador britânico Adam Peaty que anunciou uma pausa devido ao cansaço mental.
"Não é um trabalho normal", disse ele. "Você vê isso em todos os esportes. Viu com Simone Biles. Viu isso com Ben Stokes (campeão inglês de críquete que acaba de anunciar um hiato para preservar sua sanidade). A saúde mental é que deve ser tratada para que se obtenha um bom equilíbrio nesse ponto", comentou o nadador.
"A pressão sobre os atletas de elite, sobre os atletas de alto nível, é muito forte", aponta Anaëlle Malhberbe. "Um atleta que dura com o tempo e com rendimento é também um atleta que se sente bem nas diferentes vertentes da sua vida", explica.
Simone Biles deixou Tóquio-2020 com uma prata e um bronze, elevando seu balanço pessoal de medalhas olímpicas para sete, somando as do Rio-2016, mas acima de tudo triunfou na hora de passar uma mensagem: "Minha saúde física e mental conta mais do que todas as medalhas que posso ganhar".
Fonte: Adaptada de https://exame.com/casual/saude-mental-a-convidada-surpresa-nas-olimpiadas-de-toquio/ - Acesso em 09.08.2021
Leia os períodos: “A saúde mental é que deve ser tratada para que se obtenha um bom equilíbrio nesse ponto", comentou o nadador.” e “Espero que as pessoas entendam melhor o quão complexo é, estima a jogadora de handebol francesa Allison Pineau”.
Sobre as orações destacadas, pode-se dizer que se tratam de orações:
Questão 18 10731635
CMC 1° Ano 2021Leia o texto e responda a questão
Texto
Saúde mental, a convidada surpresa nas Olimpíadas de Tóquio

Ginasta: Simone Biles nas Olimpíadas de Tóquio (AFP/AFP)
Simone Biles, ginasta norte-americana, abriu mão das competições e abriu discussões
Simone Biles deveria deixar uma marca na história com uma safra impressionante de medalhas nas Olimpíadas de Tóquio, mas a estrela da ginástica artística foi protagonista por outra razão: que sua cabeça estava em conflito com o resto do seu corpo e a questão da saúde mental foi a convidada inesperada dessas Olimpíadas.
"Colocar a questão da saúde mental em cima da mesa significa muito para mim porque as pessoas precisam entender que somos seres humanos", disse a americana na noite em que retornou para conquistar um bronze na trave de equilíbrio, depois de uma prata com a seleção de seu país na final por equipes e de desistir de participar de quatro finais por conta de seus problemas de confiança e de falta de referências no ar.
O assunto ganhou grande repercussão na mídia, em plena Olimpíada e com uma estrela diretamente afetada, mas ela não é a primeira atleta a passar por um momento psicológico difícil em pleno evento olímpico.
Há mais de duas décadas, a francesa Marie-José Pérec, que era campeã dos 200 e 400 m, desistiu da competição nos Jogos de Sydney-2000, incapaz de suportar a pressão.
A saúde mental está se tornando menos tabu e os atletas estão começando a falar com mais frequência sobre seu sofrimento ou os problemas pelos quais estão passando.
"Acho que é um gesto de coragem falar sobre o sofrimento. Vimos isso com Naomi Osaka recentemente", explicou à AFP Anaëlle Malberbe, psicóloga do Instituto Nacional do Esporte da França (INSEP), que assiste vários atletas da delegação olímpica francesa.
No dia em que Simone Biles decidiu parar no meio de uma final, pensou-se inicialmente que poderia se tratar de um problema físico, mas ela mesma explicou que sua saúde mental estava afetando o seu desempenho.
Perda de confiança, falta de referências no ar, estresse, tudo era um perigo para ela no meio das acrobacias.
"Não é um trabalho normal"
Ainda mais do que sobre a saúde mental, o caso de Simone Biles capta a relação entre a cabeça e seu efeito no corpo.
"Alguns achavam que Naomi Osaka estava maluca ou tinha um comportamento de diva. Finalmente, ver outra grande campeã como Simone Biles ter a mesma atitude, desistir por motivos semelhantes, dá o que pensar. Espero que as pessoas entendam melhor o quão complexo é", estima a jogadora de handebol francesa Allison Pineau.
Reflexão partilhada pelo nadador britânico Adam Peaty que anunciou uma pausa devido ao cansaço mental.
"Não é um trabalho normal", disse ele. "Você vê isso em todos os esportes. Viu com Simone Biles. Viu isso com Ben Stokes (campeão inglês de críquete que acaba de anunciar um hiato para preservar sua sanidade). A saúde mental é que deve ser tratada para que se obtenha um bom equilíbrio nesse ponto", comentou o nadador.
"A pressão sobre os atletas de elite, sobre os atletas de alto nível, é muito forte", aponta Anaëlle Malhberbe. "Um atleta que dura com o tempo e com rendimento é também um atleta que se sente bem nas diferentes vertentes da sua vida", explica.
Simone Biles deixou Tóquio-2020 com uma prata e um bronze, elevando seu balanço pessoal de medalhas olímpicas para sete, somando as do Rio-2016, mas acima de tudo triunfou na hora de passar uma mensagem: "Minha saúde física e mental conta mais do que todas as medalhas que posso ganhar".
Fonte: Adaptada de https://exame.com/casual/saude-mental-a-convidada-surpresa-nas-olimpiadas-de-toquio/ - Acesso em 09.08.2021
Leia o trecho abaixo:
"Acho que é um gesto de coragem falar sobre o sofrimento. Vimos isso com Naomi Osaka recentemente", explicou à AFP Anaëlle Malberbe, psicóloga do Instituto Nacional do Esporte da França (INSEP), que assiste vários atletas da delegação olímpica francesa.
Em qual(is) item(ens), em comparação com o período acima, o verbo assistir segue a mesma regência verbal?
I. É dever dos filhos assistir os pais na velhice.
II. Esses direitos assistem a todos os estudantes.
III. Ontem assistimos à inauguração do novo parqu e desportivo.
IV. Durante o resgate, algumas pessoas assistiram os familiares das vítimas.
Questão 16 10731626
CMC 1° Ano 2021Leia o texto e responda a questão
Texto
Saúde mental, a convidada surpresa nas Olimpíadas de Tóquio

Ginasta: Simone Biles nas Olimpíadas de Tóquio (AFP/AFP)
Simone Biles, ginasta norte-americana, abriu mão das competições e abriu discussões
Simone Biles deveria deixar uma marca na história com uma safra impressionante de medalhas nas Olimpíadas de Tóquio, mas a estrela da ginástica artística foi protagonista por outra razão: que sua cabeça estava em conflito com o resto do seu corpo e a questão da saúde mental foi a convidada inesperada dessas Olimpíadas.
"Colocar a questão da saúde mental em cima da mesa significa muito para mim porque as pessoas precisam entender que somos seres humanos", disse a americana na noite em que retornou para conquistar um bronze na trave de equilíbrio, depois de uma prata com a seleção de seu país na final por equipes e de desistir de participar de quatro finais por conta de seus problemas de confiança e de falta de referências no ar.
O assunto ganhou grande repercussão na mídia, em plena Olimpíada e com uma estrela diretamente afetada, mas ela não é a primeira atleta a passar por um momento psicológico difícil em pleno evento olímpico.
Há mais de duas décadas, a francesa Marie-José Pérec, que era campeã dos 200 e 400 m, desistiu da competição nos Jogos de Sydney-2000, incapaz de suportar a pressão.
A saúde mental está se tornando menos tabu e os atletas estão começando a falar com mais frequência sobre seu sofrimento ou os problemas pelos quais estão passando.
"Acho que é um gesto de coragem falar sobre o sofrimento. Vimos isso com Naomi Osaka recentemente", explicou à AFP Anaëlle Malberbe, psicóloga do Instituto Nacional do Esporte da França (INSEP), que assiste vários atletas da delegação olímpica francesa.
No dia em que Simone Biles decidiu parar no meio de uma final, pensou-se inicialmente que poderia se tratar de um problema físico, mas ela mesma explicou que sua saúde mental estava afetando o seu desempenho.
Perda de confiança, falta de referências no ar, estresse, tudo era um perigo para ela no meio das acrobacias.
"Não é um trabalho normal"
Ainda mais do que sobre a saúde mental, o caso de Simone Biles capta a relação entre a cabeça e seu efeito no corpo.
"Alguns achavam que Naomi Osaka estava maluca ou tinha um comportamento de diva. Finalmente, ver outra grande campeã como Simone Biles ter a mesma atitude, desistir por motivos semelhantes, dá o que pensar. Espero que as pessoas entendam melhor o quão complexo é", estima a jogadora de handebol francesa Allison Pineau.
Reflexão partilhada pelo nadador britânico Adam Peaty que anunciou uma pausa devido ao cansaço mental.
"Não é um trabalho normal", disse ele. "Você vê isso em todos os esportes. Viu com Simone Biles. Viu isso com Ben Stokes (campeão inglês de críquete que acaba de anunciar um hiato para preservar sua sanidade). A saúde mental é que deve ser tratada para que se obtenha um bom equilíbrio nesse ponto", comentou o nadador.
"A pressão sobre os atletas de elite, sobre os atletas de alto nível, é muito forte", aponta Anaëlle Malhberbe. "Um atleta que dura com o tempo e com rendimento é também um atleta que se sente bem nas diferentes vertentes da sua vida", explica.
Simone Biles deixou Tóquio-2020 com uma prata e um bronze, elevando seu balanço pessoal de medalhas olímpicas para sete, somando as do Rio-2016, mas acima de tudo triunfou na hora de passar uma mensagem: "Minha saúde física e mental conta mais do que todas as medalhas que posso ganhar".
Fonte: Adaptada de https://exame.com/casual/saude-mental-a-convidada-surpresa-nas-olimpiadas-de-toquio/ - Acesso em 09.08.2021
Nos trechos "Há mais de duas décadas, a francesa Marie-José Pérec, que era campeã dos 200 e 400 m, desistiu da competição nos Jogos de Sydney [...]" e "Reflexão partilhada pelo nadador britânico Adam Peaty que anunciou uma pausa devido ao cansaço mental.".
As palavras "que", em negrito, estão introduzindo, respectivamente, orações:
Questão 15 10655431
CMPA 6° Ano - Provas de Matemática e Língua Portuguesa 2021Leia com atenção o texto, observando as informações apresentadas em, para, a partir delas, responder à questão proposta, assinalando a única opção correta, de acordo com o que for solicitado.
Texto
Olá, Caderno!
Atenção, senhoras e senhores! A Agatha aprontou mais uma!
No momento em que entramos no estádio do Corinthians, com vaga VIP no
[05] estacionamento e seguranças nos levando até os lugares megaexclusivos, eu soube que
tinha caído em mais uma cilada daquelas que só a minha irmã Agatha poderia proporcionar.
(...)
No lugar VIP, todo mundo parecia importante ou famoso ou rico ou importante,
famoso e rico. E deviam ser mesmo.
[10] Já que a comida era de graça, peguei logo tudo de uma vez. Aproveitei que não tinha
a menor chance de encontrar alguém conhecido. Mandei uma selfie com cachorro-quente,
pipoca, refri e uma carinha de beijo pro Cadu e sentei no meu lugar. A Agatha fez o sinal
da cruz antes do jogo começar.
Agora, além de torcedora da Gaviões, tinha virado religiosa. Alguém segura essa
[15] menina, porque senti cheiro de problema.
O jogo começou e fiquei olhando para os lados, vendo todos aqueles marmanjos,
moleques, pais de família, senhores com a camiseta do time chorando, vibrando, vestidos
da cabeça aos pés com uniformes megacaros e até bichinhos de pelúcia. Sim, bichinhos de
pelúcia.
[20] E depois falam mal da gente que é fã de boy bands e Justin Bieber.
Pelo menos nós temos 17 anos e não 47.
Nossa desculpa é que somos adolescentes com o cérebro em formação e cheios de
hormônios e frequentemente manipulados pela mídia. E que eles são extremamente gatos.
E qual é a desculpa desse povo fã de futebol?
[25] Adultos são realmente uma piada.
Teve um momento que percebi uma tensão na arquibancada e, pelos meus
conhecimentos vagos de futebol, algo estava prestes a acontecer. A Agatha levantou do
meu lado olhando fixamente pro campo, seguida de todas as pessoas em volta. Foi quando
o Gladiador chutou a bola direto pro gol sem dificuldade nenhuma. Com todo mundo
[30] gritando e comemorando, admito que até eu fiquei meio emocionada, a energia foi
contagiante. Dei uma puladinha tímida, de leve, e vi a minha irmã chorando. Quando olhei
pro campo, o Gladiador fazia um sinal de “A” com as mãos e apontava pro lugar que a
gente estava sentada. Oi?
Sim, aparentemente um jogador de futebol extremamente famoso e bem-sucedido
[35] estava dedicando o gol pra minha irmã Agatha.
Seria esse o começo de um desastre?
GAVASSI, Manu. Olá, Caderno!. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2017. 0.227-229. Adaptado.
Ao longo do texto, há diversas marcas de uma linguagem descontraída e informal, como as expressões “megaexclusivos” (linha 05) e “megacaros” (linha 18) e as sublinhadas em “pro campo” (linha 28) e “pra minha irmã” (linha 35).
A partir disso, marque a alternativa que justifica corretamente essas e outras escolhas:
Questão 12 10685575
CMJF 6° Ano - Língua Portuguesa (Prova 1) 2020TEXTO 1
A bola

O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
− Como é que liga? − perguntou.
− Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
− Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
− Não precisa manual de instrução.
− O que é que ela faz?
− Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
− O quê?
− Controla, chuta...
− Ah, então é uma bola.
− Claro que é uma bola.
− Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
− Você pensou que fosse o quê?
− Nada, não.
O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de bip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.
O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
− Filho, olha.
O garoto disse “Legal”, mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
TEXTO 2
Como os meninos se divertem: a Copa do Mundo de ‘Fortnite’
Lançado em julho de 2017, o jogo de computador virou febre entre os adolescentes
Por Caio Mattos - Atualizado em 2 Aug 2019, 14h40 - Publicado em 2 Aug 2019, 07h00
É esporte ou não é? Indiferentes à polêmica, mais de 20 000 fãs lotaram o Arthur Ashe Stadium — sede do US Open, um dos torneios que formam o Grand Slam, elite da elite do tênis —, em Nova York, para acompanhar de perto a primeira edição da Copa do Mundo de Fortnite, um dos mais populares jogos de computador da face da Terra. No fim, a surpresa: ganhou o campeonato, na categoria individual, um garoto de 16 anos, o americano Kyle Giersdorf, cujo nome de guerra é Bugha. “Valeu a pena o trabalho duro”, diz Bugha, que conheceu o game há dois anos e treina de cinco a seis horas por dia em seu quarto. O que explica, talvez, o único plano imediato de investimento do prêmio de 3 milhões de dólares (apenas 800 000 a menos que o do sérvio Novak Djokovic, ganhador do último US Open): comprar uma escrivaninha nova.
Lançado em julho de 2017, o Fortnite virou febre entre os adolescentes. A idade mínima para participar do torneio era 13 anos e o finalista mais velho tinha 24. Em uma única partida, 100 jogadores se enfrentavam em uma arena virtual extensa e interativa, apelando para armas e barricadas para eliminar os adversários. Bugha jogou cinco partidas e precisou derrotar 23 “inimigos”. A Copa do Mundo foi dividida em duas categorias principais: individual — o famoso salve-se quem puder — e duplas. Foram dez semanas de competição on-line, que começou com 40 milhões de participantes até chegar aos quase 200 jogadores que fizeram parte das duas etapas finais [...]
https://veja.abril.com.br/tecnologia/como-os-meninos-se-divertem-a-copa-do-mundo-de-fortnite/
TEXTO 3

https://duastorres.com.br/2019/04/o-bom-do-videogame-e-anunciado/
Acesso em 10 de julho de 2020
TEXTO 4
Especialista explica os aspectos positivos e negativos dos games para as crianças
Professor de Tecnologia tira as principais dúvidas que preocupam pais e educadores
Os games podem mesmo contribuir para o desenvolvimento e aprendizado das crianças? Por quê?
Podem sim! O potencial do aprendizado nos jogos é grande, pois podem estimular diversas habilidades cognitivas, como leitura e compreensão, interpretação de problemas, tomada de decisões, definição de prioridades, organização espacial, foco em missões e cálculo financeiro. Essas e outras habilidades são essenciais para o desenvolvimento acadêmico e também na vida pessoal.
Quais os benefícios que os jogos trazem para as crianças?
Além das habilidades cognitivas e acadêmicas, os jogos também estimulam as relações sociais entre os jogadores e desenvolvem habilidades tecnológicas. Em alguns casos, o jogador precisa fazer planejamento estratégico, usar raciocínio lógico, ter movimentos ágeis e manter o reflexo aguçado. Sem contar os jogos que precisam do corpo para interagir, como dançar ou jogar tênis, que estimulam a atividade física.
Quais tipos são recomendados e quais devem ser proibidos?
Todos os jogos estimulam habilidades cognitivas, como, por exemplo, o simples e famoso PacMan, que desenvolve o raciocínio rápido e movimentos ágeis, e o complexo Minecraft, febre atual da garotada, que desenvolve o planejamento estratégico, administração de recursos, construção de material e organização espacial. As crianças não devem ser expostas a jogos que exploram objetos, comportamentos e situações que exijam certo nível de maturidade e compreensão do jogador e que podem ser inadequados para as crianças, como GTA5, onde há missões como roubar carros com armas pesadas e traficar drogas, ou God of War, com cenas de nudez e conotação sexual.
Quanto tempo é indicado para a criança jogar diariamente?
Há uma pesquisa feita pelo psicólogo experimental Andrew Przybylski, da Universidade de Oxford, e publicada na Revista Pediatrics, em 2014, que indica uma hora por dia como tempo satisfatório. Mais do que isso, a influência dos jogos pode prejudicar o comportamento.
Crianças e até adultos passam cada vez mais tempo em mundos virtuais. Como isso pode se refletir no futuro?
Não vejo mais separação entre o real e o virtual. Hoje se vive online. As ferramentas de relacionamento e mídias virtuais, como Whatsapp, Facebook e Youtube se tornaram necessidades básicas de convívio e realmente têm facilitado a vida corrida nas grandes cidades e encurtado qualquer distância. Mas o contato pessoal, olho no olho, o abraço, o afagar de cabelos nunca podem ser substituídos. Os perigos existem quando o relacionamento pessoal dá lugar à solidão virtual.
Jogos violentos podem influenciar o comportamento das crianças?
Esses jogos não criam o comportamento violento, mas podem potencializar, através dessas experiências, o que a criança já tem dentro de si. Aí está a importância do acompanhamento dos pais, que devem observar o relacionamento entre seus filhos e os jogos.
Jorge Farias – Professor de Tecnologia do Colégio Rio Branco
https://educacao.estadao.com.br/blogs/ Acesso em 11 de julho de 2020
TEXTO 5
Resenha por Miguel Barbieri Jr.

Pense em Steven Spielberg [...], imagine o mestre em sua melhor forma e, com 71 anos de idade, trabalhando com a gana dos principiantes e a vitalidade dos jovens diretores. A alma de adolescente do realizador está impressa em Jogador N° 1, esfuziante aventura de ficção inspirada no best-seller homônimo de Ernest Cline. Ao contrário de games que foram transpostos para o cinema
[05] com resultados opacos (vide Tomb Raider e Assassin’s Creed), o novo
longa-metragem de Spielberg sai da literatura e vira um jogo de
criatividade ímpar.
Numa sociedade distópica1, em 2045, as pessoas preferem
passar o tempo no mundo virtual do Oasis. A vantagem de estar no
[10] universo do game é que Halliday (Mark Rylance), seu criador, deixou
a empresa como herança para o vitorioso capaz de encontrar três
chaves entre os “Easter eggs”2, bônus camuflados no Oasis. O órfão
Wade dá início, portanto, a uma tumultuada caça ao tesouro. Há três
fãs da cultura pop por trás de Jogador N° 1: o autor do livro, Spielberg
[15] e o personagem nerd Halliday. O encontro gera uma sensacional
seleção de referências do cinema e da música, sobretudo da década de
80. É como se o filme tivesse vários “Easter eggs” para deleite dos
fãs. [...]
Direção: Steven Spielberg
Duração: 140 minutos
Recomendação: 12 anos
País: EUA
Ano: 2017
1 - Relativo à distopia, lugar ou estado imaginário em que se vive em condições de extrema opressão, desespero ou privação.
2 - Brincadeira ou pista oculta nos jogos, softwares ou nas páginas da internet.
https://vejasp.abril.com.br/atracao/jogador-no-1/ Acesso em 10 de julho de 2020
Conforme os sentidos e as estruturas dos textos desta prova, assinale a proposição correta sobre os aspectos comuns entre eles.
Questão 11 10685539
CMJF 6° Ano - Língua Portuguesa (Prova 1) 2020TEXTO 1
A bola
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
− Como é que liga? − perguntou.
− Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
− Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
− Não precisa manual de instrução.
− O que é que ela faz?
− Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
− O quê?
− Controla, chuta...
− Ah, então é uma bola.
− Claro que é uma bola.
− Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
− Você pensou que fosse o quê?
− Nada, não.
O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de bip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.
O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
− Filho, olha.
O garoto disse “Legal”, mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.

VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
TEXTO 2
Como os meninos se divertem: a Copa do Mundo de ‘Fortnite’
Lançado em julho de 2017, o jogo de computador virou febre entre os adolescentes
Por Caio Mattos - Atualizado em 2 Aug 2019, 14h40 - Publicado em 2 Aug 2019, 07h00
É esporte ou não é? Indiferentes à polêmica, mais de 20 000 fãs lotaram o Arthur Ashe Stadium — sede do US Open, um dos torneios que formam o Grand Slam, elite da elite do tênis —, em Nova York, para acompanhar de perto a primeira edição da Copa do Mundo de Fortnite, um dos mais populares jogos de computador da face da Terra. No fim, a surpresa: ganhou o campeonato, na categoria individual, um garoto de 16 anos, o americano Kyle Giersdorf, cujo nome de guerra é Bugha. “Valeu a pena o trabalho duro”, diz Bugha, que conheceu o game há dois anos e treina de cinco a seis horas por dia em seu quarto. O que explica, talvez, o único plano imediato de investimento do prêmio de 3 milhões de dólares (apenas 800 000 a menos que o do sérvio Novak Djokovic, ganhador do último US Open): comprar uma escrivaninha nova.
Lançado em julho de 2017, o Fortnite virou febre entre os adolescentes. A idade mínima para participar do torneio era 13 anos e o finalista mais velho tinha 24. Em uma única partida, 100 jogadores se enfrentavam em uma arena virtual extensa e interativa, apelando para armas e barricadas para eliminar os adversários. Bugha jogou cinco partidas e precisou derrotar 23 “inimigos”. A Copa do Mundo foi dividida em duas categorias principais: individual — o famoso salve-se quem puder — e duplas. Foram dez semanas de competição on-line, que começou com 40 milhões de participantes até chegar aos quase 200 jogadores que fizeram parte das duas etapas finais [...]
https://veja.abril.com.br/tecnologia/como-os-meninos-se-divertem-a-copa-do-mundo-de-fortnite/
TEXTO 3

https://duastorres.com.br/2019/04/o-bom-do-videogame-e-anunciado/
Acesso em 10 de julho de 2020
TEXTO 4
Especialista explica os aspectos positivos e negativos dos games para as crianças
Professor de Tecnologia tira as principais dúvidas que preocupam pais e educadores
Os games podem mesmo contribuir para o desenvolvimento e aprendizado das crianças? Por quê?
Podem sim! O potencial do aprendizado nos jogos é grande, pois podem estimular diversas habilidades cognitivas, como leitura e compreensão, interpretação de problemas, tomada de decisões, definição de prioridades, organização espacial, foco em missões e cálculo financeiro. Essas e outras habilidades são essenciais para o desenvolvimento acadêmico e também na vida pessoal.
Quais os benefícios que os jogos trazem para as crianças?
Além das habilidades cognitivas e acadêmicas, os jogos também estimulam as relações sociais entre os jogadores e desenvolvem habilidades tecnológicas. Em alguns casos, o jogador precisa fazer planejamento estratégico, usar raciocínio lógico, ter movimentos ágeis e manter o reflexo aguçado. Sem contar os jogos que precisam do corpo para interagir, como dançar ou jogar tênis, que estimulam a atividade física.
Quais tipos são recomendados e quais devem ser proibidos?
Todos os jogos estimulam habilidades cognitivas, como, por exemplo, o simples e famoso PacMan, que desenvolve o raciocínio rápido e movimentos ágeis, e o complexo Minecraft, febre atual da garotada, que desenvolve o planejamento estratégico, administração de recursos, construção de material e organização espacial. As crianças não devem ser expostas a jogos que exploram objetos, comportamentos e situações que exijam certo nível de maturidade e compreensão do jogador e que podem ser inadequados para as crianças, como GTA5, onde há missões como roubar carros com armas pesadas e traficar drogas, ou God of War, com cenas de nudez e conotação sexual.
Quanto tempo é indicado para a criança jogar diariamente?
Há uma pesquisa feita pelo psicólogo experimental Andrew Przybylski, da Universidade de Oxford, e publicada na Revista Pediatrics, em 2014, que indica uma hora por dia como tempo satisfatório. Mais do que isso, a influência dos jogos pode prejudicar o comportamento.
Crianças e até adultos passam cada vez mais tempo em mundos virtuais. Como isso pode se refletir no futuro?
Não vejo mais separação entre o real e o virtual. Hoje se vive online. As ferramentas de relacionamento e mídias virtuais, como Whatsapp, Facebook e Youtube se tornaram necessidades básicas de convívio e realmente têm facilitado a vida corrida nas grandes cidades e encurtado qualquer distância. Mas o contato pessoal, olho no olho, o abraço, o afagar de cabelos nunca podem ser substituídos. Os perigos existem quando o relacionamento pessoal dá lugar à solidão virtual.
Jogos violentos podem influenciar o comportamento das crianças?
Esses jogos não criam o comportamento violento, mas podem potencializar, através dessas experiências, o que a criança já tem dentro de si. Aí está a importância do acompanhamento dos pais, que devem observar o relacionamento entre seus filhos e os jogos.
Jorge Farias – Professor de Tecnologia do Colégio Rio Branco
https://educacao.estadao.com.br/blogs/ Acesso em 11 de julho de 2020
Assinale a alternativa em que a explicação a respeito da pontuação está correta.
06
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