Questões de EFAF Educação Física - Biologia e Saúde
167 Questões
Questão 1 10726282
CMC 6º Ano - Português 2010O que seu filho come na escola
A escola também é responsável pelo desenvolvimento de bons e maus hábitos alimentícios entre
crianças e adolescentes, já que é lá que eles passam pelo menos um terço do dia. As cantinas escolares de
Curitiba são, desde 2005, proibidas por lei de venderem comidas não saudáveis. Mas isso não garante que
as crianças estejam livres de uma alimentação ruim dentro dos colégios.
[05] Conheça os principais perigos que rondam o ambiente escolar e o que os pais devem fazer para evitar
que os filhos façam parte do grupo de 22% das crianças que estão acima do peso no país, dado divulgado
em junho por uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Café se toma em casa: antes de ir para a aula, o estudante deve tomar café da manhã em casa e em
quantidade suficiente. Isso evita que chegue à escola e coma na cantina antes de entrar em sala. Se ele
[10] toma café correndo ou ingere qualquer coisa porque acordou atrasado, vai comer em excesso depois. A
nutricionista da escola Saint Michel, Marcela Laufert Caran, explica que é comum os jovens comerem em
panificadoras ao redor do colégio antes de entrar. “Geralmente optam por fritura, massa, doce ou algum
produto industrializado, o que faz muito mal para a saúde.”
Se o aluno vai com muita fome para a hora do intervalo, a tendência é comer uma quantidade acima
[15] da ideal. “Há criança que não se contenta apenas com sua fruta ou salgado assado. Come os seus e ainda o
de algum colega que não queira. Então, o que era para ser saudável passa a fazer mal pela grande
quantidade”, conta Marcela.
O médico endocrinologista e membro da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da
Sindrome Metabólica, Amélio Fernando de Godoy Matos, diz que o ideal é que, antes de sair de casa pela
[20] manhã, o jovem coma pelo menos uma fruta, uma fatia de pão integral, leite desnatado sem açúcar ou
com adoçante, queijo e, no máximo, duas vezes por semana, um ovo. “Se seguir isso, ele vai sentir menos
fome na hora do intervalo e ter pouca chance de ganhar peso.”
Perigo no bolso: ao contrário das cantinas, lanchonete, banca de revistas, carrinho de doce e pipoca e
panificadora, ao redor das escolas, não têm restrição à venda de alimentos. Para os menores, que ainda
[25] não ganham dinheiro dos pais, não há perigo, mas a partir dos 11 anos, quando a criança começa a ganhar
dinheiro para o lanche, o acesso ao que faz mal é mais fácil.
Balas e chicletes são os principais vilões consumidos com aquela verba que sobra. Muitas crianças
compram antes de entrar na escola e na hora do intervalo. “Há aluno que chega com o bolso cheio e
distribui para todo mundo. Dentro de sala não é permitido comer porque o excesso de doce tira a
[30] concentração, mas não há como controlar”, conta Marcela.
Uma dica sugerida pela nutricionista da Escola Umbrela e do Hospital Evangélico de Curitiba, Lígia
Maria Michelin, é que os pais conheçam os valores exatos do lanche da cantina e deem apenas o
necessário para que não sobre para comprar outros alimentos. Se a escola permitir, podem também pagar
por todo lanche do mês antecipado para que os filhos não precisem de dinheiro. Ela lembra que é
[35] fundamental que os pais não tenham no armário de casa qualquer guloseima, pois alguns jovens pegam
escondido e levam para comer na escola.
Dentro da lancheira: o que vai dentro da lancheira pode contribuir para a alimentação saudável ou
ser um veneno. O segundo caso acontece quando os pais não têm consciência dos malefícios ou, por falta
de tempo, preferem os alimentos prontos e industrializados mais práticos, como bolachas recheadas,
[40] chocolates e salgadinhos.
A nutricionista do Colégio Dom Bosco, Andréa Lúcia Tetti, explica que o lanche preparado
pela família deve seguir a mesma regra que as nutricionistas usam no cardápio da escola. “Tem de
combinar uma proteína, como carne ou queijo, fibras, como frutas e verduras, e carboidratos, como o pão.
Os doces não estão totalmente proibidos, mas devem ser consumidos em pequenas quantidades e não
[45] todos os dias da semana.”
Um dos problemas que os pais podem enfrentar quando mandam o lanche do filho é que ele
se interesse pelo o que o colega come, o que é bastante comum entre as crianças. Mas, quando a maior
parte delas leva comidas saudáveis, o exemplo passa a ser positivo e até estimula que o outro queira
provar um alimento que nunca experimentou. “Há aluno que só consome determinada fruta na escola,
[50] mas em casa não. Isso acontece porque ele vê que todos comem e quer fazer parte do grupo”, conta
Lígia.
De filho para pai: existe um consenso entre nutricionistas e professores de que o hábito alimentar
vem de casa, mas a escola hoje é fundamental na hora de consolidar o que é saudável ou transformar o
que está errado, atingindo inclusive os pais. Segundo a Diretora do Colégio Novo Ateneu, Vera Julião, as
[55] crianças levam muito a sério o que o professor fala e isso se reflete quando estão com a família, pois
ensinam os próprios pais. “É curioso ver que quando pai e mãe não mudam de comportamento e mandam
lanches não saudáveis, as outras crianças repreendem o colega e cobram dele que coma o que a professora
diz fazer bem à saúde”, afirma.
No mesmo colégio, os pais podem, se agendarem com antecedência, almoçar com os filhos para
[60] saber o que eles comem. Sentam juntos à mesa, recebem a mesma bandeja de alimentos. Vera conta que
as regras são iguais para todos e, que no começo do ano, eles bebiam suco durante o almoço, mas hoje
sabem que faz mal à digestão e mudaram de comportamento. “Isso é apenas um dos exemplos de como a
escola modifica o comportamento da família.”
Para os mais velhos, principalmente adolescentes, nem sempre a orientação das professoras funciona.
[65] À nutricionista da Escola Saint Michel, Marcela Laufert Caran, explica que para essa idade a preocupação
com a aparência é grande, e o que faz com que eles mudem de hábito alimentar são o excesso de peso ou
alguma doença que possa comprometer atividades que gostam de fazer.
Lucas Pavelski, 15 anos, descobriu que estava com o colesterol alto, conversou com a mãe, Valdeni
Pavelski, e decidiram pedir ajuda à nutricionista da escola para orientar na dieta em casa e no colégio.
[70] “Antes eu dava dinheiro para ele comprar sanduíche e percebia que muitas vezes ele comia na
panificadora da esquina. Hoje ele leva lanche de casa que eu preparo de acordo com o que ela me ensinou
e com o que ele aprendeu lá. Quase todo dia há água de coco com algum biscoito integral”, conta a mãe.
(Texto de Anne Simas, adaptado, Caderno Educação & Ensino, Gazeta do Povo- 21/07/2010.)
Com relação à estrutura do texto em questão, podemos afirmar que:
Questão 2 10183925
IJSO Brasil* 2009/1Observe as duas situações: uma pessoa consegue ficar em equilíbrio quando apoiada em um pé somente. No esquema, a pessoa está apoiada no pé esquerdo e afasta lateralmente a perna direita.
Na outra situação, repete-se o mesmo experimento, mas com um ombro encostado numa parede e, então, a pessoa não consegue se equilibrar. Por que isto ocorre?

Questão 20 10137116
CMBH 1° ano prova de português 2008ATIVIDADE FÍSICA: UM SANTO REMÉDIO
Sem poupar nem as crianças, o sedentarismo e a obesidade tornam-se problemas de saúde pública mundial, mas encontram boa parte de sua solução em uma simples medida: o uso do próprio corpo.
1º § Você já ficou de mau-humor alguma vez por não encontrar o controle remoto? Ficou mais irritado ainda quando viu que queria o do DVD, mas pegou sem querer o do aparelho de som?
2º § Pois você não está sozinho. A maioria das pessoas anda tão dependente das comodidades produzidas pelas novas tecnologias que às vezes se atrapalha até para localizar, no próprio aparelho de televisão, o botão do volume. O problema é que esse confortável estilo de vida é um dos principais responsáveis por dois graves problemas de saúde: o sedentarismo e a obesidade - tão sérios que o rápido crescimento no número de casos já está mudando até as estatísticas das causas de mortalidade no mundo.
3º § De fato, é difícil resistir aos encantos da vida moderna. Seu carro tem vidros elétricos? E direção hidráulica? Bem, se não tem, dá para apostar que esse é um sonho de consumo, certo? Afinal, bom é poder manobrar mais de uma tonelada de aço com um único dedo. E, depois de trabalhar muito a semana inteira, nada como pegar o telefone (sem fio, claro) e pedir uma pizza. Ruim é sair do sofá, tomar o elevador e ir até a portaria para pegá-la. E a tentação, no trabalho, de chamar o elevador para descer ou subir um único andar? Quem nunca se sentiu assim que atire a primeira pedra - ou o controle remoto (o que estiver mais perto). Só que essas e várias outras pequenas atitudes da chamada vida moderna vão passando despercebidas. Silenciosamente, porém, os músculos vão se atrofiando, as articulações começam a perder flexibilidade e o funcionamento de vários órgãos passa a regredir.
4º § Isso quer dizer, então, que as facilidades da vida moderna são nocivas? De jeito nenhum. Você nunca vai ver alguma inscrição do tipo "O Ministério da Saúde adverte: controle remoto faz mal à saúde”.
5º § Para o profissional de Educação Física Dartagnan Guedes, diretor do Centro de Educação Física e Esporte da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná, seria um absurdo culpar certos recursos que facilitam a vida. “A tecnologia não é a vilã ”, afirma. "Pela própria organização da sociedade, ela é uma necessidade”. Segundo ele, o problema está no seu uso indiscriminado. Por isso, as pessoas devem estar bem informadas sobre os riscos de seu estilo de vida e mudá-lo.
6º § Estima-se, por exemplo, que em cinco anos um em cada dois brasileiros adultos estará às voltas com excesso de peso. Se por um lado a falta de atividade física da vida moderna não diminui a queima de calorias, de outro esse estilo também incentiva aumento no consumo. "O acesso à comida é cada vez mais fácil e qualquer lugar hoje em dia é um minimercado”, aponta o professor André Fernandes. "Além disso, os alimentos industrializados são mais calóricos, mais ricos em suplementos e são oferecidos em quantidades maiores”.
7º § Não dá para negar. Hoje em dia é possível comer até num posto de gasolina. Mesmo o tradicional saquinho de pipoca de alguns anos atrás ficou várias vezes maior, assim como o copo de refrigerante que o acompanha no cinema. Esse desequilíbrio crônico entre energia consumida e energia gasta é uma equação que tem como resultado a obesidade - que também possui um componente hereditário. Filhos de pais obesos são muito mais propensos a enfrentar o mesmo problema.
8º § Com crianças e jovens, a doença é ainda mais perversa. “O surgimento de novas células no organismo é um processo que ocorre sobretudo na pré-adolescência e raramente em adultos”, esclarece o profissional de Educação Física Marcelo Miranda, professor da Universidade Católica Dom Bosco, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. “Quando o jovem fica obeso nessa fase, a criação de novos adipócitos (células que armazenam gordura) é estimulada e esse tipo de obesidade é muito difícil de se reverter.” A outra variável da equação – a falta de atividade física – é igualmente importante. “O tempo excessivo diante da televisão, internet e videogames em espaços urbanos com poucas opções para atividades físicas são preocupantes”, acrescenta Miranda, para quem a Educação Física escolar é uma ferramenta fundamental para a prevenção e o combate à obesidade infantil – além de contribuir para a socialização e a cidadania
9º § “Infelizmente, a Educação Física tem perdido espaço nas escolas justamente numa época em que o jovem mais precisa dela para adquirir bons hábitos desde cedo, visto que o adulto oferece mais resistência à aquisição de novos hábitos”, lamenta. Segundo ele, pelo menos uma em cada quatro crianças brasileiras tem sobrepeso hoje. Se atravessar a adolescência assim, a possibilidade de se tomar um adulto obeso passa de 75%.
10º § Os profissionais de Educação Física são os que podem auxiliar a todos – crianças, jovens, adultos, deficientes, portadores de necessidades especiais e idosos – a combater esse mal do nosso século e contribuir de forma preventiva para um melhor bem-estar de todos.
(Informe Publicitário CONFEF/2008)
No período “hoje em dia é possível comer até num posto de gasolina” (7º parágrafo), temos as seguintes orações:
Questão 19 10137110
CMBH 1° ano prova de português 2008ATIVIDADE FÍSICA: UM SANTO REMÉDIO
Sem poupar nem as crianças, o sedentarismo e a obesidade tornam-se problemas de saúde pública mundial, mas encontram boa parte de sua solução em uma simples medida: o uso do próprio corpo.
1º § Você já ficou de mau-humor alguma vez por não encontrar o controle remoto? Ficou mais irritado ainda quando viu que queria o do DVD, mas pegou sem querer o do aparelho de som?
2º § Pois você não está sozinho. A maioria das pessoas anda tão dependente das comodidades produzidas pelas novas tecnologias que às vezes se atrapalha até para localizar, no próprio aparelho de televisão, o botão do volume. O problema é que esse confortável estilo de vida é um dos principais responsáveis por dois graves problemas de saúde: o sedentarismo e a obesidade - tão sérios que o rápido crescimento no número de casos já está mudando até as estatísticas das causas de mortalidade no mundo.
3º § De fato, é difícil resistir aos encantos da vida moderna. Seu carro tem vidros elétricos? E direção hidráulica? Bem, se não tem, dá para apostar que esse é um sonho de consumo, certo? Afinal, bom é poder manobrar mais de uma tonelada de aço com um único dedo. E, depois de trabalhar muito a semana inteira, nada como pegar o telefone (sem fio, claro) e pedir uma pizza. Ruim é sair do sofá, tomar o elevador e ir até a portaria para pegá-la. E a tentação, no trabalho, de chamar o elevador para descer ou subir um único andar? Quem nunca se sentiu assim que atire a primeira pedra - ou o controle remoto (o que estiver mais perto). Só que essas e várias outras pequenas atitudes da chamada vida moderna vão passando despercebidas. Silenciosamente, porém, os músculos vão se atrofiando, as articulações começam a perder flexibilidade e o funcionamento de vários órgãos passa a regredir.
4º § Isso quer dizer, então, que as facilidades da vida moderna são nocivas? De jeito nenhum. Você nunca vai ver alguma inscrição do tipo "O Ministério da Saúde adverte: controle remoto faz mal à saúde”.
5º § Para o profissional de Educação Física Dartagnan Guedes, diretor do Centro de Educação Física e Esporte da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná, seria um absurdo culpar certos recursos que facilitam a vida. “A tecnologia não é a vilã ”, afirma. "Pela própria organização da sociedade, ela é uma necessidade”. Segundo ele, o problema está no seu uso indiscriminado. Por isso, as pessoas devem estar bem informadas sobre os riscos de seu estilo de vida e mudá-lo.
6º § Estima-se, por exemplo, que em cinco anos um em cada dois brasileiros adultos estará às voltas com excesso de peso. Se por um lado a falta de atividade física da vida moderna não diminui a queima de calorias, de outro esse estilo também incentiva aumento no consumo. "O acesso à comida é cada vez mais fácil e qualquer lugar hoje em dia é um minimercado”, aponta o professor André Fernandes. "Além disso, os alimentos industrializados são mais calóricos, mais ricos em suplementos e são oferecidos em quantidades maiores”.
7º § Não dá para negar. Hoje em dia é possível comer até num posto de gasolina. Mesmo o tradicional saquinho de pipoca de alguns anos atrás ficou várias vezes maior, assim como o copo de refrigerante que o acompanha no cinema. Esse desequilíbrio crônico entre energia consumida e energia gasta é uma equação que tem como resultado a obesidade - que também possui um componente hereditário. Filhos de pais obesos são muito mais propensos a enfrentar o mesmo problema.
8º § Com crianças e jovens, a doença é ainda mais perversa. “O surgimento de novas células no organismo é um processo que ocorre sobretudo na pré-adolescência e raramente em adultos”, esclarece o profissional de Educação Física Marcelo Miranda, professor da Universidade Católica Dom Bosco, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. “Quando o jovem fica obeso nessa fase, a criação de novos adipócitos (células que armazenam gordura) é estimulada e esse tipo de obesidade é muito difícil de se reverter.” A outra variável da equação – a falta de atividade física – é igualmente importante. “O tempo excessivo diante da televisão, internet e videogames em espaços urbanos com poucas opções para atividades físicas são preocupantes”, acrescenta Miranda, para quem a Educação Física escolar é uma ferramenta fundamental para a prevenção e o combate à obesidade infantil – além de contribuir para a socialização e a cidadania
9º § “Infelizmente, a Educação Física tem perdido espaço nas escolas justamente numa época em que o jovem mais precisa dela para adquirir bons hábitos desde cedo, visto que o adulto oferece mais resistência à aquisição de novos hábitos”, lamenta. Segundo ele, pelo menos uma em cada quatro crianças brasileiras tem sobrepeso hoje. Se atravessar a adolescência assim, a possibilidade de se tomar um adulto obeso passa de 75%.
10º § Os profissionais de Educação Física são os que podem auxiliar a todos – crianças, jovens, adultos, deficientes, portadores de necessidades especiais e idosos – a combater esse mal do nosso século e contribuir de forma preventiva para um melhor bem-estar de todos.
(Informe Publicitário CONFEF/2008)
Assinale a única alternativa incorreta quanto à colocação pronominal:
Questão 18 10137106
CMBH 1° ano prova de português 2008ATIVIDADE FÍSICA: UM SANTO REMÉDIO
Sem poupar nem as crianças, o sedentarismo e a obesidade tornam-se problemas de saúde pública mundial, mas encontram boa parte de sua solução em uma simples medida: o uso do próprio corpo.
1º § Você já ficou de mau-humor alguma vez por não encontrar o controle remoto? Ficou mais irritado ainda quando viu que queria o do DVD, mas pegou sem querer o do aparelho de som?
2º § Pois você não está sozinho. A maioria das pessoas anda tão dependente das comodidades produzidas pelas novas tecnologias que às vezes se atrapalha até para localizar, no próprio aparelho de televisão, o botão do volume. O problema é que esse confortável estilo de vida é um dos principais responsáveis por dois graves problemas de saúde: o sedentarismo e a obesidade - tão sérios que o rápido crescimento no número de casos já está mudando até as estatísticas das causas de mortalidade no mundo.
3º § De fato, é difícil resistir aos encantos da vida moderna. Seu carro tem vidros elétricos? E direção hidráulica? Bem, se não tem, dá para apostar que esse é um sonho de consumo, certo? Afinal, bom é poder manobrar mais de uma tonelada de aço com um único dedo. E, depois de trabalhar muito a semana inteira, nada como pegar o telefone (sem fio, claro) e pedir uma pizza. Ruim é sair do sofá, tomar o elevador e ir até a portaria para pegá-la. E a tentação, no trabalho, de chamar o elevador para descer ou subir um único andar? Quem nunca se sentiu assim que atire a primeira pedra - ou o controle remoto (o que estiver mais perto). Só que essas e várias outras pequenas atitudes da chamada vida moderna vão passando despercebidas. Silenciosamente, porém, os músculos vão se atrofiando, as articulações começam a perder flexibilidade e o funcionamento de vários órgãos passa a regredir.
4º § Isso quer dizer, então, que as facilidades da vida moderna são nocivas? De jeito nenhum. Você nunca vai ver alguma inscrição do tipo "O Ministério da Saúde adverte: controle remoto faz mal à saúde”.
5º § Para o profissional de Educação Física Dartagnan Guedes, diretor do Centro de Educação Física e Esporte da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná, seria um absurdo culpar certos recursos que facilitam a vida. “A tecnologia não é a vilã ”, afirma. "Pela própria organização da sociedade, ela é uma necessidade”. Segundo ele, o problema está no seu uso indiscriminado. Por isso, as pessoas devem estar bem informadas sobre os riscos de seu estilo de vida e mudá-lo.
6º § Estima-se, por exemplo, que em cinco anos um em cada dois brasileiros adultos estará às voltas com excesso de peso. Se por um lado a falta de atividade física da vida moderna não diminui a queima de calorias, de outro esse estilo também incentiva aumento no consumo. "O acesso à comida é cada vez mais fácil e qualquer lugar hoje em dia é um minimercado”, aponta o professor André Fernandes. "Além disso, os alimentos industrializados são mais calóricos, mais ricos em suplementos e são oferecidos em quantidades maiores”.
7º § Não dá para negar. Hoje em dia é possível comer até num posto de gasolina. Mesmo o tradicional saquinho de pipoca de alguns anos atrás ficou várias vezes maior, assim como o copo de refrigerante que o acompanha no cinema. Esse desequilíbrio crônico entre energia consumida e energia gasta é uma equação que tem como resultado a obesidade - que também possui um componente hereditário. Filhos de pais obesos são muito mais propensos a enfrentar o mesmo problema.
8º § Com crianças e jovens, a doença é ainda mais perversa. “O surgimento de novas células no organismo é um processo que ocorre sobretudo na pré-adolescência e raramente em adultos”, esclarece o profissional de Educação Física Marcelo Miranda, professor da Universidade Católica Dom Bosco, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. “Quando o jovem fica obeso nessa fase, a criação de novos adipócitos (células que armazenam gordura) é estimulada e esse tipo de obesidade é muito difícil de se reverter.” A outra variável da equação – a falta de atividade física – é igualmente importante. “O tempo excessivo diante da televisão, internet e videogames em espaços urbanos com poucas opções para atividades físicas são preocupantes”, acrescenta Miranda, para quem a Educação Física escolar é uma ferramenta fundamental para a prevenção e o combate à obesidade infantil – além de contribuir para a socialização e a cidadania
9º § “Infelizmente, a Educação Física tem perdido espaço nas escolas justamente numa época em que o jovem mais precisa dela para adquirir bons hábitos desde cedo, visto que o adulto oferece mais resistência à aquisição de novos hábitos”, lamenta. Segundo ele, pelo menos uma em cada quatro crianças brasileiras tem sobrepeso hoje. Se atravessar a adolescência assim, a possibilidade de se tomar um adulto obeso passa de 75%.
10º § Os profissionais de Educação Física são os que podem auxiliar a todos – crianças, jovens, adultos, deficientes, portadores de necessidades especiais e idosos – a combater esse mal do nosso século e contribuir de forma preventiva para um melhor bem-estar de todos.
(Informe Publicitário CONFEF/2008)
“Infelizmente, a Educação Física tem perdido espaço nas escolas”. (9º parágrafo).
A locução verbal da frase pode ser classificada como:
Questão 17 10137102
CMBH 1° ano prova de português 2008ATIVIDADE FÍSICA: UM SANTO REMÉDIO
Sem poupar nem as crianças, o sedentarismo e a obesidade tornam-se problemas de saúde pública mundial, mas encontram boa parte de sua solução em uma simples medida: o uso do próprio corpo.
1º § Você já ficou de mau-humor alguma vez por não encontrar o controle remoto? Ficou mais irritado ainda quando viu que queria o do DVD, mas pegou sem querer o do aparelho de som?
2º § Pois você não está sozinho. A maioria das pessoas anda tão dependente das comodidades produzidas pelas novas tecnologias que às vezes se atrapalha até para localizar, no próprio aparelho de televisão, o botão do volume. O problema é que esse confortável estilo de vida é um dos principais responsáveis por dois graves problemas de saúde: o sedentarismo e a obesidade - tão sérios que o rápido crescimento no número de casos já está mudando até as estatísticas das causas de mortalidade no mundo.
3º § De fato, é difícil resistir aos encantos da vida moderna. Seu carro tem vidros elétricos? E direção hidráulica? Bem, se não tem, dá para apostar que esse é um sonho de consumo, certo? Afinal, bom é poder manobrar mais de uma tonelada de aço com um único dedo. E, depois de trabalhar muito a semana inteira, nada como pegar o telefone (sem fio, claro) e pedir uma pizza. Ruim é sair do sofá, tomar o elevador e ir até a portaria para pegá-la. E a tentação, no trabalho, de chamar o elevador para descer ou subir um único andar? Quem nunca se sentiu assim que atire a primeira pedra - ou o controle remoto (o que estiver mais perto). Só que essas e várias outras pequenas atitudes da chamada vida moderna vão passando despercebidas. Silenciosamente, porém, os músculos vão se atrofiando, as articulações começam a perder flexibilidade e o funcionamento de vários órgãos passa a regredir.
4º § Isso quer dizer, então, que as facilidades da vida moderna são nocivas? De jeito nenhum. Você nunca vai ver alguma inscrição do tipo "O Ministério da Saúde adverte: controle remoto faz mal à saúde”.
5º § Para o profissional de Educação Física Dartagnan Guedes, diretor do Centro de Educação Física e Esporte da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná, seria um absurdo culpar certos recursos que facilitam a vida. “A tecnologia não é a vilã ”, afirma. "Pela própria organização da sociedade, ela é uma necessidade”. Segundo ele, o problema está no seu uso indiscriminado. Por isso, as pessoas devem estar bem informadas sobre os riscos de seu estilo de vida e mudá-lo.
6º § Estima-se, por exemplo, que em cinco anos um em cada dois brasileiros adultos estará às voltas com excesso de peso. Se por um lado a falta de atividade física da vida moderna não diminui a queima de calorias, de outro esse estilo também incentiva aumento no consumo. "O acesso à comida é cada vez mais fácil e qualquer lugar hoje em dia é um minimercado”, aponta o professor André Fernandes. "Além disso, os alimentos industrializados são mais calóricos, mais ricos em suplementos e são oferecidos em quantidades maiores”.
7º § Não dá para negar. Hoje em dia é possível comer até num posto de gasolina. Mesmo o tradicional saquinho de pipoca de alguns anos atrás ficou várias vezes maior, assim como o copo de refrigerante que o acompanha no cinema. Esse desequilíbrio crônico entre energia consumida e energia gasta é uma equação que tem como resultado a obesidade - que também possui um componente hereditário. Filhos de pais obesos são muito mais propensos a enfrentar o mesmo problema.
8º § Com crianças e jovens, a doença é ainda mais perversa. “O surgimento de novas células no organismo é um processo que ocorre sobretudo na pré-adolescência e raramente em adultos”, esclarece o profissional de Educação Física Marcelo Miranda, professor da Universidade Católica Dom Bosco, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. “Quando o jovem fica obeso nessa fase, a criação de novos adipócitos (células que armazenam gordura) é estimulada e esse tipo de obesidade é muito difícil de se reverter.” A outra variável da equação – a falta de atividade física – é igualmente importante. “O tempo excessivo diante da televisão, internet e videogames em espaços urbanos com poucas opções para atividades físicas são preocupantes”, acrescenta Miranda, para quem a Educação Física escolar é uma ferramenta fundamental para a prevenção e o combate à obesidade infantil – além de contribuir para a socialização e a cidadania
9º § “Infelizmente, a Educação Física tem perdido espaço nas escolas justamente numa época em que o jovem mais precisa dela para adquirir bons hábitos desde cedo, visto que o adulto oferece mais resistência à aquisição de novos hábitos”, lamenta. Segundo ele, pelo menos uma em cada quatro crianças brasileiras tem sobrepeso hoje. Se atravessar a adolescência assim, a possibilidade de se tomar um adulto obeso passa de 75%.
10º § Os profissionais de Educação Física são os que podem auxiliar a todos – crianças, jovens, adultos, deficientes, portadores de necessidades especiais e idosos – a combater esse mal do nosso século e contribuir de forma preventiva para um melhor bem-estar de todos.
(Informe Publicitário CONFEF/2008)
“O surgimento de novas células no organismo é um processo que ocorre sobretudo na pré-adolescência e raramente em adultos”. (8º parágrafo ).
As palavras destacadas são, respectivamente:
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