Questões de EFAF Educação Física - Lazer e Sociedade
184 Questões
Questão 25 10610550
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2013O texto abaixo faz parte de uma sequência de crônicas de Rubem Braga.
TEXTO
As Teixeiras e o futebol
Com os Andradas tínhamos feito uma espécie de pacto; a gente não jogava bola na rua
defronte da casa deles, mas um pouco para cima, onde havia um muro que dava para o quintal da
casa; em compensação, eles deixavam a gente pular o muro e apanhar a bola quando ela caía lá.
Mas o muro não era bastante comprido, e assim o nosso campo abrangia, como eu ia dizendo,
[5] algumas janelas das Teixeiras. As quais, eu também já disse, não apreciavam o futebol.
Quando a gritaria na rua era maior, uma das Teixeiras costumava nos passar um pito da
janela, mandando a gente embora. O jogo parava um instante, ficávamos quietos, de cara no chão —
e logo que ela saía da janela a peleja continuava. Às vezes aquela ou outra Teixeira voltava a gritar
conosco — começavam por nos chamar de “meninos desobedientes” e acabavam nos chamando de
[10] “moleques”, o que nos ofendia muito (“Moleque é a senhora!” — gritou Chico uma vez), mas de modo
algum nos impedia de finalizar a pugna.
Uma das Teixeiras era mais cordial, chamava um de nós pelo nome, dizia que éramos uns
meninos inteligentes, filhos de gente boa, portanto poderíamos compreender que a bola poderia
quebrar uma vidraça. “Não quebra não senhora! Não quebra não senhora!” — gritávamos com
[15] absoluta convicção, e tratávamos de tocar o jogo para a frente para não ouvir novas observações.
Um dia ela nos propôs jogar mais para baixo, então o Juquinha foi genial: “Não, senhora, lá
nós não podemos porque tem a Dona Constança doente”, desculpa notável e prova de bom coração
do nosso time.
“Então por que vocês não jogam mais para cima?” — propôs ela com certa astúcia, e falando
[20] um pouco baixo, como se temesse que os vizinhos de cima ouvissem. “Ah, não, lá o campo não
presta!”, argumento, aliás sincero, de ordem técnica, e portanto irrespondível.
“Eu vou falar com papai! Quando ele chegar vocês vão ver — gritou certa vez uma das
Teixeiras mais antipáticas. Pois naquele momento o coronel de bigodes brancos ia chegando, o jogo
parou, ele perguntou à filha o que era, ela disse “esses meninos fazendo algazarra aí, é um inferno,
[25] qualquer hora quebram uma vidraça” — mas o velho ouviu calado e entrou calado, sem sequer nos
olhar, nem dar qualquer importância ao fato. Sentimos que o velho, sim, era uma pessoa realmente
importante e um homem direito, e superior, e continuamos a nossa partida.
As queixas que algumas Teixeiras faziam em nossa casa eram muito bem recebidas por
mamãe, que lhes dava toda razão — “esses meninos estão mesmo impossíveis” —, e uma ou duas
[30] vezes nos transmitiu essas queixas sem convicção. De outra feita, como a conversa lã em casa
versasse sobre as Teixeiras, ouvimo-la dizer que fulana e sicrana (duas das irmãs) eram muito
boazinhas, muito simpáticas, mas beltrana, coitada, era tão enjoada, tão antipática, “ainda ontem
esteve aqui fazendo queixas de meus filhos”.
Mamãe era a favor de nosso time; mamãe, no fundo, e papai também (hoje, que o time e eles
[35] dois morreram, esta súbita certeza, ao meditar no distante passado, tem um poder absurdo,
inesperado de me comover, até sentir um ardor de lágrimas nos olhos) — eles sempre foram a favor
do nosso time!
E nosso caso com as Teixeiras foi se agravando, como se verá.
Abril, 1953.
(BRAGA, Rubem. 200 Crônicas Escolhidas. 21 ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 2004.)
Pugna: luta; combate (futebol).
Leia o fragmento: “Não, senhora, lá nós não podemos porque tem a Dona Constança doente” (linhas 16 e 17), texto.
Das alternativas abaixo, assinale aquela que expressa a ideia do termo sublinhado.
Questão 24 10610543
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2013O texto abaixo faz parte de uma sequência de crônicas de Rubem Braga.
TEXTO
As Teixeiras e o futebol
Com os Andradas tínhamos feito uma espécie de pacto; a gente não jogava bola na rua
defronte da casa deles, mas um pouco para cima, onde havia um muro que dava para o quintal da
casa; em compensação, eles deixavam a gente pular o muro e apanhar a bola quando ela caía lá.
Mas o muro não era bastante comprido, e assim o nosso campo abrangia, como eu ia dizendo,
[5] algumas janelas das Teixeiras. As quais, eu também já disse, não apreciavam o futebol.
Quando a gritaria na rua era maior, uma das Teixeiras costumava nos passar um pito da
janela, mandando a gente embora. O jogo parava um instante, ficávamos quietos, de cara no chão —
e logo que ela saía da janela a peleja continuava. Às vezes aquela ou outra Teixeira voltava a gritar
conosco — começavam por nos chamar de “meninos desobedientes” e acabavam nos chamando de
[10] “moleques”, o que nos ofendia muito (“Moleque é a senhora!” — gritou Chico uma vez), mas de modo
algum nos impedia de finalizar a pugna.
Uma das Teixeiras era mais cordial, chamava um de nós pelo nome, dizia que éramos uns
meninos inteligentes, filhos de gente boa, portanto poderíamos compreender que a bola poderia
quebrar uma vidraça. “Não quebra não senhora! Não quebra não senhora!” — gritávamos com
[15] absoluta convicção, e tratávamos de tocar o jogo para a frente para não ouvir novas observações.
Um dia ela nos propôs jogar mais para baixo, então o Juquinha foi genial: “Não, senhora, lá
nós não podemos porque tem a Dona Constança doente”, desculpa notável e prova de bom coração
do nosso time.
“Então por que vocês não jogam mais para cima?” — propôs ela com certa astúcia, e falando
[20] um pouco baixo, como se temesse que os vizinhos de cima ouvissem. “Ah, não, lá o campo não
presta!”, argumento, aliás sincero, de ordem técnica, e portanto irrespondível.
“Eu vou falar com papai! Quando ele chegar vocês vão ver — gritou certa vez uma das
Teixeiras mais antipáticas. Pois naquele momento o coronel de bigodes brancos ia chegando, o jogo
parou, ele perguntou à filha o que era, ela disse “esses meninos fazendo algazarra aí, é um inferno,
[25] qualquer hora quebram uma vidraça” — mas o velho ouviu calado e entrou calado, sem sequer nos
olhar, nem dar qualquer importância ao fato. Sentimos que o velho, sim, era uma pessoa realmente
importante e um homem direito, e superior, e continuamos a nossa partida.
As queixas que algumas Teixeiras faziam em nossa casa eram muito bem recebidas por
mamãe, que lhes dava toda razão — “esses meninos estão mesmo impossíveis” —, e uma ou duas
[30] vezes nos transmitiu essas queixas sem convicção. De outra feita, como a conversa lã em casa
versasse sobre as Teixeiras, ouvimo-la dizer que fulana e sicrana (duas das irmãs) eram muito
boazinhas, muito simpáticas, mas beltrana, coitada, era tão enjoada, tão antipática, “ainda ontem
esteve aqui fazendo queixas de meus filhos”.
Mamãe era a favor de nosso time; mamãe, no fundo, e papai também (hoje, que o time e eles
[35] dois morreram, esta súbita certeza, ao meditar no distante passado, tem um poder absurdo,
inesperado de me comover, até sentir um ardor de lágrimas nos olhos) — eles sempre foram a favor
do nosso time!
E nosso caso com as Teixeiras foi se agravando, como se verá.
Abril, 1953.
(BRAGA, Rubem. 200 Crônicas Escolhidas. 21 ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 2004.)
Pugna: luta; combate (futebol).
Na frase “ouvimo-la dizer que fulana e sicrana (duas das irmãs) eram muito boazinhas” (linhas 31 e 32), texto, os termos sublinhados correspondem à seguinte classe de palavras:
Questão 23 10610532
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2013O texto abaixo faz parte de uma sequência de crônicas de Rubem Braga.
TEXTO
As Teixeiras e o futebol
Com os Andradas tínhamos feito uma espécie de pacto; a gente não jogava bola na rua
defronte da casa deles, mas um pouco para cima, onde havia um muro que dava para o quintal da
casa; em compensação, eles deixavam a gente pular o muro e apanhar a bola quando ela caía lá.
Mas o muro não era bastante comprido, e assim o nosso campo abrangia, como eu ia dizendo,
[5] algumas janelas das Teixeiras. As quais, eu também já disse, não apreciavam o futebol.
Quando a gritaria na rua era maior, uma das Teixeiras costumava nos passar um pito da
janela, mandando a gente embora. O jogo parava um instante, ficávamos quietos, de cara no chão —
e logo que ela saía da janela a peleja continuava. Às vezes aquela ou outra Teixeira voltava a gritar
conosco — começavam por nos chamar de “meninos desobedientes” e acabavam nos chamando de
[10] “moleques”, o que nos ofendia muito (“Moleque é a senhora!” — gritou Chico uma vez), mas de modo
algum nos impedia de finalizar a pugna.
Uma das Teixeiras era mais cordial, chamava um de nós pelo nome, dizia que éramos uns
meninos inteligentes, filhos de gente boa, portanto poderíamos compreender que a bola poderia
quebrar uma vidraça. “Não quebra não senhora! Não quebra não senhora!” — gritávamos com
[15] absoluta convicção, e tratávamos de tocar o jogo para a frente para não ouvir novas observações.
Um dia ela nos propôs jogar mais para baixo, então o Juquinha foi genial: “Não, senhora, lá
nós não podemos porque tem a Dona Constança doente”, desculpa notável e prova de bom coração
do nosso time.
“Então por que vocês não jogam mais para cima?” — propôs ela com certa astúcia, e falando
[20] um pouco baixo, como se temesse que os vizinhos de cima ouvissem. “Ah, não, lá o campo não
presta!”, argumento, aliás sincero, de ordem técnica, e portanto irrespondível.
“Eu vou falar com papai! Quando ele chegar vocês vão ver — gritou certa vez uma das
Teixeiras mais antipáticas. Pois naquele momento o coronel de bigodes brancos ia chegando, o jogo
parou, ele perguntou à filha o que era, ela disse “esses meninos fazendo algazarra aí, é um inferno,
[25] qualquer hora quebram uma vidraça” — mas o velho ouviu calado e entrou calado, sem sequer nos
olhar, nem dar qualquer importância ao fato. Sentimos que o velho, sim, era uma pessoa realmente
importante e um homem direito, e superior, e continuamos a nossa partida.
As queixas que algumas Teixeiras faziam em nossa casa eram muito bem recebidas por
mamãe, que lhes dava toda razão — “esses meninos estão mesmo impossíveis” —, e uma ou duas
[30] vezes nos transmitiu essas queixas sem convicção. De outra feita, como a conversa lã em casa
versasse sobre as Teixeiras, ouvimo-la dizer que fulana e sicrana (duas das irmãs) eram muito
boazinhas, muito simpáticas, mas beltrana, coitada, era tão enjoada, tão antipática, “ainda ontem
esteve aqui fazendo queixas de meus filhos”.
Mamãe era a favor de nosso time; mamãe, no fundo, e papai também (hoje, que o time e eles
[35] dois morreram, esta súbita certeza, ao meditar no distante passado, tem um poder absurdo,
inesperado de me comover, até sentir um ardor de lágrimas nos olhos) — eles sempre foram a favor
do nosso time!
E nosso caso com as Teixeiras foi se agravando, como se verá.
Abril, 1953.
(BRAGA, Rubem. 200 Crônicas Escolhidas. 21 ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 2004.)
Pugna: luta; combate (futebol).
O texto, As Teixeiras e o futebol, é narrado:
Questão 22 10610527
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2013O texto abaixo faz parte de uma sequência de crônicas de Rubem Braga.
TEXTO
As Teixeiras e o futebol
Com os Andradas tínhamos feito uma espécie de pacto; a gente não jogava bola na rua
defronte da casa deles, mas um pouco para cima, onde havia um muro que dava para o quintal da
casa; em compensação, eles deixavam a gente pular o muro e apanhar a bola quando ela caía lá.
Mas o muro não era bastante comprido, e assim o nosso campo abrangia, como eu ia dizendo,
[5] algumas janelas das Teixeiras. As quais, eu também já disse, não apreciavam o futebol.
Quando a gritaria na rua era maior, uma das Teixeiras costumava nos passar um pito da
janela, mandando a gente embora. O jogo parava um instante, ficávamos quietos, de cara no chão —
e logo que ela saía da janela a peleja continuava. Às vezes aquela ou outra Teixeira voltava a gritar
conosco — começavam por nos chamar de “meninos desobedientes” e acabavam nos chamando de
[10] “moleques”, o que nos ofendia muito (“Moleque é a senhora!” — gritou Chico uma vez), mas de modo
algum nos impedia de finalizar a pugna.
Uma das Teixeiras era mais cordial, chamava um de nós pelo nome, dizia que éramos uns
meninos inteligentes, filhos de gente boa, portanto poderíamos compreender que a bola poderia
quebrar uma vidraça. “Não quebra não senhora! Não quebra não senhora!” — gritávamos com
[15] absoluta convicção, e tratávamos de tocar o jogo para a frente para não ouvir novas observações.
Um dia ela nos propôs jogar mais para baixo, então o Juquinha foi genial: “Não, senhora, lá
nós não podemos porque tem a Dona Constança doente”, desculpa notável e prova de bom coração
do nosso time.
“Então por que vocês não jogam mais para cima?” — propôs ela com certa astúcia, e falando
[20] um pouco baixo, como se temesse que os vizinhos de cima ouvissem. “Ah, não, lá o campo não
presta!”, argumento, aliás sincero, de ordem técnica, e portanto irrespondível.
“Eu vou falar com papai! Quando ele chegar vocês vão ver — gritou certa vez uma das
Teixeiras mais antipáticas. Pois naquele momento o coronel de bigodes brancos ia chegando, o jogo
parou, ele perguntou à filha o que era, ela disse “esses meninos fazendo algazarra aí, é um inferno,
[25] qualquer hora quebram uma vidraça” — mas o velho ouviu calado e entrou calado, sem sequer nos
olhar, nem dar qualquer importância ao fato. Sentimos que o velho, sim, era uma pessoa realmente
importante e um homem direito, e superior, e continuamos a nossa partida.
As queixas que algumas Teixeiras faziam em nossa casa eram muito bem recebidas por
mamãe, que lhes dava toda razão — “esses meninos estão mesmo impossíveis” —, e uma ou duas
[30] vezes nos transmitiu essas queixas sem convicção. De outra feita, como a conversa lã em casa
versasse sobre as Teixeiras, ouvimo-la dizer que fulana e sicrana (duas das irmãs) eram muito
boazinhas, muito simpáticas, mas beltrana, coitada, era tão enjoada, tão antipática, “ainda ontem
esteve aqui fazendo queixas de meus filhos”.
Mamãe era a favor de nosso time; mamãe, no fundo, e papai também (hoje, que o time e eles
[35] dois morreram, esta súbita certeza, ao meditar no distante passado, tem um poder absurdo,
inesperado de me comover, até sentir um ardor de lágrimas nos olhos) — eles sempre foram a favor
do nosso time!
E nosso caso com as Teixeiras foi se agravando, como se verá.
Abril, 1953.
(BRAGA, Rubem. 200 Crônicas Escolhidas. 21 ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 2004.)
Pugna: luta; combate (futebol).
O trecho do texto “esta súbita certeza, ao meditar no distante passado, tem um poder absurdo, inesperado de me comover” (linhas 35 e 36) corresponde:
Questão 4 10302998
OBR 1° Ano - Nível 3 2013Juquinha tem um robô que possui um letreiro eletrônico no lugar da boca. O robô é programado
para lembrar Juquinha de suas atividades diárias, de hora em hora. A tabela abaixo mostra o horário e a tarefa de Juquinha lembrada pelo robô:

Juquinha tem que jogar futebol e ler um livro, respectivamente, às:
Questão 16 10192503
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo Integrado 2013O Índice de Massa Corporal (IMC) foi criado por Lambert Quételet, no fim do século XIX, e nos auxilia a calcular a massa corporal da pessoa e assim saber se ela está dentro do peso normal, ou qual o seu grau de obesidade. A fórmula para a determinação desse índice é dada por IMC = peso/(altura)2 , onde peso (kg) e altura (m) e a tabela a seguir indica a classificação obtida a partir do cálculo desse índice.

A partir da tabela fornecida e considerando uma pessoa com 86 kg e 1,60 m, marque a alternativa que indica a classificação que esta pessoa se encontra a partir do cálculo do IMC.
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