Questões de EFAF Educação Física - Atualidades
107 Questões
Questão 3 10736846
COTUCA 2022Leia o texto abaixo para responder às questões.
Quando romantizar a vida dura de atletas vira um problema
FOTO: CARLA CARNIEL / REUTERS

Tatuagem do surfista brasileiro Ítalo Ferreira, medalha de ouro nos jogos de Tóquio
Medalha de prata na ginástica artística, Rebeca Andrade caminhava duas horas com os irmãos para poder treinar em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, quando sua mãe não tinha dinheiro para a condução dos filhos. Medalha de ouro no surf, Ítalo Ferreira usava tampas da caixa de isopor do pai, pescador, para pegar ondas em Baía Formosa, no Rio Grande do Norte.
As histórias de superação dos atletas brasileiros em Olimpíadas são recorrentes. E têm aparecido nos Jogos de Tóquio. Apesar de inspiradoras, elas trazem um problema: podem esconder a falta de investimento no esporte de base e também propagar a ideia de que basta esforço pessoal para subir ao pódio.
Neste texto, o Nexo debate o tema com Christian Dunker, psicanalista, professor do departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da USP e autor de livros como “Mal-estar, sofrimento e sintoma”, e com Marco Antonio Bortoleto, ex-atleta, professor da Faculdade de Educação Física da Unicamp e presidente da Comissão de Educação da Confederação Brasileira de Ginástica.
Na análise de Dunker, casos como os de Rebeca e Ítalo podem levar a uma percepção bivalente de que, por terem enfrentado dificuldades maiores, a vitória se torna ainda mais “maiúscula”.
“Eles tiveram que enfrentar os adversários externos, a realidade da competição. E os internos, da sua condição de origem, eventualmente a sua condição de gênero, de raça ou de classe. E aí você pode enaltecer que: basta o seu esforço. Qualquer um poderia também, certo? Não. A gente tem que ver que, para as grandes qualidades dela e dele, a gente tem uma quantidade grande de pessoas que tentam e não chegam lá. E não é por falta de esforço”, disse o psicanalista.
“Quando uma pessoa enriquece, logo se diz que ela saiu de uma família humilde. Por estarmos numa sociedade extremamente desigual, há buscas por mecanismos de ascensão social, e o esporte é um deles. E aí quem se torna um ídolo acaba disparador dessa vontade. E não é verdade. Medalha olímpica e ídolos não são para sempre”, disse.
Essa romantização é dura com os atletas que chegam ao topo e com os que traçam um caminho sem atingir o ápice, segundo Bortoleto. “O nosso romance com a sociedade pode ser curto. Tem ídolos que venderam medalha para sobreviver. Tem gente descartada a cada ciclo olímpico. Temos que celebrar, mas ter cuidado com as centenas de Rebecas que tentaram, mas não chegaram lá”, afirmou o ex-ginasta.
Adaptado de Isadora Rupp, 29 de jul de 2021, Nexo Jornal. Disponível em https://www.nexojornal.com.br/ expresso/2021/07/29/Quando-romantizar-a-vida-dura-de-atletas-vira-um-problema. Acesso em 30 jul. 2021.
Após a compreensão do texto, releia o título: “Quando romantizar a vida dura de atletas vira um problema”.
Qual das alternativas a seguir melhor apresenta o sentido com que a palavra romantizar é usada nesse contexto?
Questão 11 10629972
CMF 6º Ano - Prova de Matemática 2022No dia 12 de fevereiro de 2022, os times do Palmeiras e Chelsea disputaram o título do Mundial de Clubes. O Chelsea venceu o jogo por dois gols a um, tornando-se campeão após a prorrogação. Durante o jogo, um comentarista de futebol observou e registrou o horário do início e do final do 1o tempo, porém se esqueceu de anotar os horários do 2o tempo. Entretanto, ficou sabendo que o 2o tempo durou exatamente 51 minutos. Por fim, registrou apenas o final do jogo (prorrogação), conforme indicado nos relógios abaixo:

Considerando que o intervalo entre o 1o e 2o tempo durou 15 minutos e o intervalo entre o 2o tempo e a prorrogação durou 10 minutos, é correto afirmar que, desconsiderados os intervalos, a duração total do jogo foi de:
Questão 13 10731594
CMC 1° Ano 2021Leia o texto e responda a questão
Texto
Saúde mental, a convidada surpresa nas Olimpíadas de Tóquio

Ginasta: Simone Biles nas Olimpíadas de Tóquio (AFP/AFP)
Simone Biles, ginasta norte-americana, abriu mão das competições e abriu discussões
Simone Biles deveria deixar uma marca na história com uma safra impressionante de medalhas nas Olimpíadas de Tóquio, mas a estrela da ginástica artística foi protagonista por outra razão: que sua cabeça estava em conflito com o resto do seu corpo e a questão da saúde mental foi a convidada inesperada dessas Olimpíadas.
"Colocar a questão da saúde mental em cima da mesa significa muito para mim porque as pessoas precisam entender que somos seres humanos", disse a americana na noite em que retornou para conquistar um bronze na trave de equilíbrio, depois de uma prata com a seleção de seu país na final por equipes e de desistir de participar de quatro finais por conta de seus problemas de confiança e de falta de referências no ar.
O assunto ganhou grande repercussão na mídia, em plena Olimpíada e com uma estrela diretamente afetada, mas ela não é a primeira atleta a passar por um momento psicológico difícil em pleno evento olímpico.
Há mais de duas décadas, a francesa Marie-José Pérec, que era campeã dos 200 e 400 m, desistiu da competição nos Jogos de Sydney-2000, incapaz de suportar a pressão.
A saúde mental está se tornando menos tabu e os atletas estão começando a falar com mais frequência sobre seu sofrimento ou os problemas pelos quais estão passando.
"Acho que é um gesto de coragem falar sobre o sofrimento. Vimos isso com Naomi Osaka recentemente", explicou à AFP Anaëlle Malberbe, psicóloga do Instituto Nacional do Esporte da França (INSEP), que assiste vários atletas da delegação olímpica francesa.
No dia em que Simone Biles decidiu parar no meio de uma final, pensou-se inicialmente que poderia se tratar de um problema físico, mas ela mesma explicou que sua saúde mental estava afetando o seu desempenho.
Perda de confiança, falta de referências no ar, estresse, tudo era um perigo para ela no meio das acrobacias.
"Não é um trabalho normal"
Ainda mais do que sobre a saúde mental, o caso de Simone Biles capta a relação entre a cabeça e seu efeito no corpo.
"Alguns achavam que Naomi Osaka estava maluca ou tinha um comportamento de diva. Finalmente, ver outra grande campeã como Simone Biles ter a mesma atitude, desistir por motivos semelhantes, dá o que pensar. Espero que as pessoas entendam melhor o quão complexo é", estima a jogadora de handebol francesa Allison Pineau.
Reflexão partilhada pelo nadador britânico Adam Peaty que anunciou uma pausa devido ao cansaço mental.
"Não é um trabalho normal", disse ele. "Você vê isso em todos os esportes. Viu com Simone Biles. Viu isso com Ben Stokes (campeão inglês de críquete que acaba de anunciar um hiato para preservar sua sanidade). A saúde mental é que deve ser tratada para que se obtenha um bom equilíbrio nesse ponto", comentou o nadador.
"A pressão sobre os atletas de elite, sobre os atletas de alto nível, é muito forte", aponta Anaëlle Malhberbe. "Um atleta que dura com o tempo e com rendimento é também um atleta que se sente bem nas diferentes vertentes da sua vida", explica.
Simone Biles deixou Tóquio-2020 com uma prata e um bronze, elevando seu balanço pessoal de medalhas olímpicas para sete, somando as do Rio-2016, mas acima de tudo triunfou na hora de passar uma mensagem: "Minha saúde física e mental conta mais do que todas as medalhas que posso ganhar".
Fonte: Adaptada de https://exame.com/casual/saude-mental-a-convidada-surpresa-nas-olimpiadas-de-toquio/ - Acesso em 09.08.2021
O texto aborda um aspecto que não é habitualmente discutido em épocas de jogos olímpicos.
Assinale a alternativa que melhor define a origem histórica dessa abordagem.
Questão 5 12244669
Pref. de Curitiba 9º ano - Matemática 2020Os atletas brasileiros que representaram o Brasil nas Olimpíadas e Paralimpíadas de 2016 conquistaram muitas medalhas para o país. Observe nos gráficos abaixo o número de medalhas de ouro, prata e bronze conquistadas pelo Brasil desde 2004.

Disponível em: www.quadrodemedalha.com Acesso em: 14/09/2019
Com base nos dados apresentados, assinale a afirmativa correta:
Questão 31 10763849
COLTEC 2020A notícia a seguir se refere à Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2019, que ocorreu na França.

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-48550090. Acesso em: 26 de jun. 2019. (Adaptado).
De acordo com essa notícia, é CORRETO afirmar que
Questão 4 10685437
CMJF 6° Ano - Língua Portuguesa (Prova 1) 2020TEXTO
Como os meninos se divertem: a Copa do Mundo de ‘Fortnite’
Lançado em julho de 2017, o jogo de computador virou febre entre os adolescentes
Por Caio Mattos - Atualizado em 2 Aug 2019, 14h40 - Publicado em 2 Aug 2019, 07h00
É esporte ou não é? Indiferentes à polêmica, mais de 20 000 fãs lotaram o Arthur Ashe Stadium — sede do US Open, um dos torneios que formam o Grand Slam, elite da elite do tênis —, em Nova York, para acompanhar de perto a primeira edição da Copa do Mundo de Fortnite, um dos mais populares jogos de computador da face da Terra. No fim, a surpresa: ganhou o campeonato, na categoria individual, um garoto de 16 anos, o americano Kyle Giersdorf, cujo nome de guerra é Bugha. “Valeu a pena o trabalho duro”, diz Bugha, que conheceu o game há dois anos e treina de cinco a seis horas por dia em seu quarto. O que explica, talvez, o único plano imediato de investimento do prêmio de 3 milhões de dólares (apenas 800 000 a menos que o do sérvio Novak Djokovic, ganhador do último US Open): comprar uma escrivaninha nova.
Lançado em julho de 2017, o Fortnite virou febre entre os adolescentes. A idade mínima para participar do torneio era 13 anos e o finalista mais velho tinha 24. Em uma única partida, 100 jogadores se enfrentavam em uma arena virtual extensa e interativa, apelando para armas e barricadas para eliminar os adversários. Bugha jogou cinco partidas e precisou derrotar 23 “inimigos”. A Copa do Mundo foi dividida em duas categorias principais: individual — o famoso salve-se quem puder — e duplas. Foram dez semanas de competição on-line, que começou com 40 milhões de participantes até chegar aos quase 200 jogadores que fizeram parte das duas etapas finais [...]
https://veja.abril.com.br/tecnologia/como-os-meninos-se-divertem-a-copa-do-mundo-de-fortnite/
Baseando-se na leitura do Texto, assinale a única alternativa correta.
06
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