Questões de EFAF Educação Física - Biologia e Saúde
167 Questões
Questão 9 10165856
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2011TEXTO
Campanha do Ministério da Saúde



Dar mais atenção a você é uma Prioridade do Ministério da Saúde. Mas é um compromisso que você também deve ter consigo mesmo. Controle seu peso, não fume, faça exames regularmente e tente fazer pelo menos 30 minutos de atividade física, no mínimo 3 vezes por semana. Mas atenção: nunca comece sem consultar um médico. Sua alimentação também é muito importante: coma mais frutas, legumes, verduras e cereais. E evite doces, frituras e alimentos gordurosos. Se você é hipertenso, evite sal na comida. E, se e diabético, evite açúcar e mel. Se precisar, procure os Postos de Saúde. Eles estão prontos para orientar você.
(Revista Corpo a corpo, junho de 2006, p. 31 a 100, ano XIX- n° 210)
A injunção é o ato de ordenar expressamente, de mandar executar alguma coisa.
In: ABAURRE, Maria Luiza M. e ABAURRE, Maria Bernadete ivi. Produção de Texto: Interlocução e gêneros. Ed. Moderna. São Paulo, 2003, p.206. LD
Em relação ao texto, Campanha do Ministério da Saúde, e afirmativa que vai de encontro ao conceito de injunção acima apresentado é:
Questão 8 10165836
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2011TEXTO I
Quase metade dos brasileiros está acima do peso
A epidemia da obesidade já é real. Para reverter essa história, é preciso unir a conscientização
da população a programas efetivos de educação alimentar. O que os aborígenes australianos e os
chineses têm em comum com os brasileiros? O aumento do número de pessoas com excesso de peso.
Na Austrália, a população que habita a região há séculos poderia se vangloriar, até bem pouco tempo,
[5] de ser esbelta e pouco propensa a problemas como diabetes ou hipertensão. Os chineses, com seu
costume de andar de bicicleta, garantiram uma vida mais saudável. Ambos, porém, engordaram muito
depois de adotar alguns hábitos alimentares e de vida ocidentais.
No Brasil, a situação não é diferente. Em três décadas, o excesso de peso alcançou metade da
população adulta. Em meados da década de 1970, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e
[10] Estatística (IBGE) revelou que 18,5% dos homens e 28,7% das mulheres estavam com peso acima do
ideal. Trinta anos depois, o percentual saltou para 50% entre eles e 48% entre elas. Os dados indicam .
, aquilo que os médicos já percebem no consultório: 6 país vive uma epidemia da obesidade. E, se nada
for feito, em dez anos, os brasileiros terão padrão corporal idêntico ao encontrado nos Estados Unidos,
onde o excesso de peso é um sério problema de saúde pública.
[15] As questões ligadas. à obesidade ultrapassam a estética. O acúmulo de gordura no organismo .
aumenta o risco de: doenças como diabetes, hipertensão, câncer de pâncreas, além dos danos ao
sistema cardiovascular e às articulações. As mulheres desenvolvem ovário policístico com mais
facilidade e estão mais propensas a ter câncer de mama e do endométrio.
Já os homens tornam-se suscetíveis ao câncer de próstata. Também são alvos fáceis do
[20] acúmulo de gordura visceral, o tipo mais prejudicial ao corpo e responsável pela formação da barriga
proeminente. O excesso de peso pode trazer ainda prejuízos para as esferas pessoal e profissional,
pois essas pessoas são mais propensas a depressão e à ansiedade.
Emagrecer é a melhor opção. No entanto, eliminar tanto peso e se manter magro é tão difícil
“ quanto abandonar qualquer outro vício. Um caminho 5 a mudança dos hábitos alimentares, com
[25] refeições ricas em frutas, verduras, legumes e pobres em gorduras e açucares, somada à prática-
regular de atividade física. Os médicos também lançam mão de medicamentos, desde controladores
de apetite até os que reduzem a absorção de gordura pelo organismo, mas, para que sejam eficazes,
essas substâncias devem ser usadas por um período extenso. A obesidade é considerada doença
crônica e, como tal, demanda tratamento de longo prazo e com controle médico por toda à vida. Outra
[30] opção é a cirurgia bariátrica, em especial para aqueles com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de
35 e outras doenças associadas à obesidade e para os que têm IMC acima de 40 e não conseguem
emagrecer com outros tratamentos.
A melhor solução, porém, é iniciar a lição de casa contra a obesidade desde cedo, investindo na
educação infantil. O sobrepeso já atinge 30% das crianças entre 5 e 9 anos no Brasil. E muitas já
[35] apresentam colesterol ou níveis de açúcar no sangue alterados. Ensinar essa geração a ter refeições
nutritivas e se exercitar é o caminho para mudar de vez essa história de excesso de peso.
(Adaptação da Página Einstein, publicada na Revista Veja, Ed. Abril, edição 2211, ano 44, Nº 14, p.45 de 06/04/2011) Disponível em http://www.veja.com Acesso em: 31/08/2011.
TEXTO II
Uso exagerado da televisão contribui para obesidade
Mais uma pesquisa, desta vez mexicana, tem resultados que mostram os problemas entre
televisão e hábitos de alimentação em crianças. Em artigo publicado na Revista Chilena de Nutrição,
os pesquisadores Arturo Moreno e Luis Toro Zapata, da Escola de Ciências da Comunicação da
Universidade Autônoma de São Luís Potosi (México) — afirmam que “usos exagerados de TV estão
[5] relacionados com um grande consumo de gorduras e açúcares e maior consumo de fast foods".
A pesquisa abordou a TV como mediadora do fenômeno da obesidade e, conforme a introdução
do trabalho, os dados foram obtidos em São Luís Potosi, no México. A investigação foi realizada tendo
como objetos 'de estudo crianças entre 6 e 13 anos de Idade, que estudavam em escolas primárias na
região urbana da cidade, provenientes de famílias incluídas na classe média. Os autores afirmam que
[10] foram utilizadas, entre outras ferramentas de pesquisa, discussões em grupo e entrevistas individuais.
A metodologia teve por finalidade obter resultados qualitativos — quanto à natureza das informações
recebidas — e quantitativos — quanto a quantidade das informações que se tornariam disponíveis para
o desenvolvimento da tese.
Os autores concluíram que “as crianças são capturadas por imagens e discursos televisivos, os
[15] quais são diariamente reproduzidos em seu ambiente social”, e, portanto, seriam "muito suscetíveis ao
bombardeio sistemático das imagens dos programas e dos comerciais”, o que promove uma prática
consumista na escolha e utilização de alimentos, promovendo exatamente a eleição do uso de
açúcares, fast foods e gorduras.
Para os pesquisadores, “A obesidade se associa à equação criança/ televisão/ consumo/
[20] obesidade”, e “a pesquisa contribui para os esforços da comunidade médica no tratamento da doença,
destacando e visualizando as relações entre a moléstia e o ato de assistir à televisão”. Eles afirmam
que “a pesquisa comprovou que a ciência social e a comunicação podem tratar de problemas de saúde
pública, os quais anteriormente eram estudados e atacados de maneira unidisciplinar. Ambas as
ciências podem chegar a resultados pouco conhecidos, e, por isso, essa investigação descobriu
[25] cientificamente que a televisão atual é uma fonte de poder que interfere de maneira ideológica no
consumo alimentício e nos hábitos das crianças”.
(Adaptação do texto de Edinilson Takara, leitor e colaborador do EcoDebate.) Publicado em EcoDebate de 18/08/2009 Disponivel em http:/www.ecodebate.com.br Acesso em: 31/08/11. Matéria da Agência Notisa, nó JB online.
Assim como há diversas formas de introduzir um texto dissertativo-argumentativo e de apresentar seus argumentos de desenvolvimento, há também mais de uma forma de desenvolver a conclusão.
Considerando as informações acima, assinale a proposição correta:
Questão 7 10165812
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2011TEXTO
Quase metade dos brasileiros está acima do peso
A epidemia da obesidade já é real. Para reverter essa história, é preciso unir a conscientização
da população a programas efetivos de educação alimentar. O que os aborígenes australianos e os
chineses têm em comum com os brasileiros? O aumento do número de pessoas com excesso de peso.
Na Austrália, a população que habita a região há séculos poderia se vangloriar, até bem pouco tempo,
[5] de ser esbelta e pouco propensa a problemas como diabetes ou hipertensão. Os chineses, com seu
costume de andar de bicicleta, garantiram uma vida mais saudável. Ambos, porém, engordaram muito
depois de adotar alguns hábitos alimentares e de vida ocidentais.
No Brasil, a situação não é diferente. Em três décadas, o excesso de peso alcançou metade da
população adulta. Em meados da década de 1970, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e
[10] Estatística (IBGE) revelou que 18,5% dos homens e 28,7% das mulheres estavam com peso acima do
ideal. Trinta anos depois, o percentual saltou para 50% entre eles e 48% entre elas. Os dados indicam .
, aquilo que os médicos já percebem no consultório: 6 país vive uma epidemia da obesidade. E, se nada
for feito, em dez anos, os brasileiros terão padrão corporal idêntico ao encontrado nos Estados Unidos,
onde o excesso de peso é um sério problema de saúde pública.
[15] As questões ligadas. à obesidade ultrapassam a estética. O acúmulo de gordura no organismo .
aumenta o risco de: doenças como diabetes, hipertensão, câncer de pâncreas, além dos danos ao
sistema cardiovascular e às articulações. As mulheres desenvolvem ovário policístico com mais
facilidade e estão mais propensas a ter câncer de mama e do endométrio.
Já os homens tornam-se suscetíveis ao câncer de próstata. Também são alvos fáceis do
[20] acúmulo de gordura visceral, o tipo mais prejudicial ao corpo e responsável pela formação da barriga
proeminente. O excesso de peso pode trazer ainda prejuízos para as esferas pessoal e profissional,
pois essas pessoas são mais propensas a depressão e à ansiedade.
Emagrecer é a melhor opção. No entanto, eliminar tanto peso e se manter magro é tão difícil
“ quanto abandonar qualquer outro vício. Um caminho 5 a mudança dos hábitos alimentares, com
[25] refeições ricas em frutas, verduras, legumes e pobres em gorduras e açucares, somada à prática-
regular de atividade física. Os médicos também lançam mão de medicamentos, desde controladores
de apetite até os que reduzem a absorção de gordura pelo organismo, mas, para que sejam eficazes,
essas substâncias devem ser usadas por um período extenso. A obesidade é considerada doença
crônica e, como tal, demanda tratamento de longo prazo e com controle médico por toda à vida. Outra
[30] opção é a cirurgia bariátrica, em especial para aqueles com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de
35 e outras doenças associadas à obesidade e para os que têm IMC acima de 40 e não conseguem
emagrecer com outros tratamentos.
A melhor solução, porém, é iniciar a lição de casa contra a obesidade desde cedo, investindo na
educação infantil. O sobrepeso já atinge 30% das crianças entre 5 e 9 anos no Brasil. E muitas já
[35] apresentam colesterol ou níveis de açúcar no sangue alterados. Ensinar essa geração a ter refeições
nutritivas e se exercitar é o caminho para mudar de vez essa história de excesso de peso.
(Adaptação da Página Einstein, publicada na Revista Veja, Ed. Abril, edição 2211, ano 44, Nº 14, p.45 de 06/04/2011) Disponível em http://www.veja.com Acesso em: 31/08/2011.
TEXTO
Uso exagerado da televisão contribui para obesidade
Mais uma pesquisa, desta vez mexicana, tem resultados que mostram os problemas entre
televisão e hábitos de alimentação em crianças. Em artigo publicado na Revista Chilena de Nutrição,
os pesquisadores Arturo Moreno e Luis Toro Zapata, da Escola de Ciências da Comunicação da
Universidade Autônoma de São Luís Potosi (México) — afirmam que “usos exagerados de TV estão
[5] relacionados com um grande consumo de gorduras e açúcares e maior consumo de fast foods".
A pesquisa abordou a TV como mediadora do fenômeno da obesidade e, conforme a introdução
do trabalho, os dados foram obtidos em São Luís Potosi, no México. A investigação foi realizada tendo
como objetos 'de estudo crianças entre 6 e 13 anos de Idade, que estudavam em escolas primárias na
região urbana da cidade, provenientes de famílias incluídas na classe média. Os autores afirmam que
[10] foram utilizadas, entre outras ferramentas de pesquisa, discussões em grupo e entrevistas individuais.
A metodologia teve por finalidade obter resultados qualitativos — quanto à natureza das informações
recebidas — e quantitativos — quanto a quantidade das informações que se tornariam disponíveis para
o desenvolvimento da tese.
Os autores concluíram que “as crianças são capturadas por imagens e discursos televisivos, os
[15] quais são diariamente reproduzidos em seu ambiente social”, e, portanto, seriam "muito suscetíveis ao
bombardeio sistemático das imagens dos programas e dos comerciais”, o que promove uma prática
consumista na escolha e utilização de alimentos, promovendo exatamente a eleição do uso de
açúcares, fast foods e gorduras.
Para os pesquisadores, “A obesidade se associa à equação criança/ televisão/ consumo/
[20] obesidade”, e “a pesquisa contribui para os esforços da comunidade médica no tratamento da doença,
destacando e visualizando as relações entre a moléstia e o ato de assistir à televisão”. Eles afirmam
que “a pesquisa comprovou que a ciência social e a comunicação podem tratar de problemas de saúde
pública, os quais anteriormente eram estudados e atacados de maneira unidisciplinar. Ambas as
ciências podem chegar a resultados pouco conhecidos, e, por isso, essa investigação descobriu
[25] cientificamente que a televisão atual é uma fonte de poder que interfere de maneira ideológica no
consumo alimentício e nos hábitos das crianças”.
(Adaptação do texto de Edinilson Takara, leitor e colaborador do EcoDebate.) Publicado em EcoDebate de 18/08/2009 Disponivel em http:/www.ecodebate.com.br Acesso em: 31/08/11. Matéria da Agência Notisa, nó JB online.
A respeito do uso do presente do modo indicativo nos textos, pode-se afirmar, EXCETO:
Questão 5 10165763
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2011TEXTO
Campanha do Ministério da Saúde



Dar mais atenção a você é uma Prioridade do Ministério da Saúde. Mas é um compromisso que você também deve ter consigo mesmo. Controle seu peso, não fume, faça exames regularmente e tente fazer pelo menos 30 minutos de atividade física, no mínimo 3 vezes por semana. Mas atenção: nunca comece sem consultar um médico. Sua alimentação também é muito importante: coma mais frutas, legumes, verduras e cereais. E evite doces, frituras e alimentos gordurosos. Se você é hipertenso, evite sal na comida. E, se e diabético, evite açúcar e mel. Se precisar, procure os Postos de Saúde. Eles estão prontos para orientar você.
(Revista Corpo a corpo, junho de 2006, p. 31 a 100, ano XIX- n° 210)
Em relação ao texto, pode-se afirmar:
I. A linguagem não verbal dialoga com as frases encontradas na parte superior do anúncio.
II. Trata-se de um texto que tem a finalidade de persuadir o leitor a aderir a uma ideia.
III. Objetiva atrair a atenção do interlocutor.
IV. A sequência de imagens demonstra, de forma simbólica, a ideologia do bem-estar e da vida.
Estão corretas as associações feitas nas seguintes proposições:
Questão 1 10165446
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2011TEXTO I
Quase metade dos brasileiros está acima do peso
A epidemia da obesidade já é real. Para reverter essa história, é preciso unir a conscientização
da população a programas efetivos de educação alimentar. O que os aborígenes australianos e os
chineses têm em comum com os brasileiros? O aumento do número de pessoas com excesso de peso.
Na Austrália, a população que habita a região há séculos poderia se vangloriar, até bem pouco tempo,
[5] de ser esbelta e pouco propensa a problemas como diabetes ou hipertensão. Os chineses, com seu
costume de andar de bicicleta, garantiram uma vida mais saudável. Ambos, porém, engordaram muito
depois de adotar alguns hábitos alimentares e de vida ocidentais.
No Brasil, a situação não é diferente. Em três décadas, o excesso de peso alcançou metade da
população adulta. Em meados da década de 1970, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e
[10] Estatística (IBGE) revelou que 18,5% dos homens e 28,7% das mulheres estavam com peso acima do
ideal. Trinta anos depois, o percentual saltou para 50% entre eles e 48% entre elas. Os dados indicam .
, aquilo que os médicos já percebem no consultório: 6 país vive uma epidemia da obesidade. E, se nada
for feito, em dez anos, os brasileiros terão padrão corporal idêntico ao encontrado nos Estados Unidos,
onde o excesso de peso é um sério problema de saúde pública.
[15] As questões ligadas. à obesidade ultrapassam a estética. O acúmulo de gordura no organismo .
aumenta o risco de: doenças como diabetes, hipertensão, câncer de pâncreas, além dos danos ao
sistema cardiovascular e às articulações. As mulheres desenvolvem ovário policístico com mais
facilidade e estão mais propensas a ter câncer de mama e do endométrio.
Já os homens tornam-se suscetíveis ao câncer de próstata. Também são alvos fáceis do
[20] acúmulo de gordura visceral, o tipo mais prejudicial ao corpo e responsável pela formação da barriga
proeminente. O excesso de peso pode trazer ainda prejuízos para as esferas pessoal e profissional,
pois essas pessoas são mais propensas a depressão e à ansiedade.
Emagrecer é a melhor opção. No entanto, eliminar tanto peso e se manter magro é tão difícil
“ quanto abandonar qualquer outro vício. Um caminho 5 a mudança dos hábitos alimentares, com
[25] refeições ricas em frutas, verduras, legumes e pobres em gorduras e açucares, somada à prática-
regular de atividade física. Os médicos também lançam mão de medicamentos, desde controladores
de apetite até os que reduzem a absorção de gordura pelo organismo, mas, para que sejam eficazes,
essas substâncias devem ser usadas por um período extenso. A obesidade é considerada doença
crônica e, como tal, demanda tratamento de longo prazo e com controle médico por toda à vida. Outra
[30] opção é a cirurgia bariátrica, em especial para aqueles com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de
35 e outras doenças associadas à obesidade e para os que têm IMC acima de 40 e não conseguem
emagrecer com outros tratamentos.
A melhor solução, porém, é iniciar a lição de casa contra a obesidade desde cedo, investindo na
educação infantil. O sobrepeso já atinge 30% das crianças entre 5 e 9 anos no Brasil. E muitas já
[35] apresentam colesterol ou níveis de açúcar no sangue alterados. Ensinar essa geração a ter refeições
nutritivas e se exercitar é o caminho para mudar de vez essa história de excesso de peso.
(Adaptação da Página Einstein, publicada na Revista Veja, Ed. Abril, edição 2211, ano 44, Nº 14, p.45 de 06/04/2011) Disponível em http://www.veja.com Acesso em: 31/08/2011.
TEXTO II
Campanha do Ministério da Saúde



Dar mais atenção a você é uma Prioridade do Ministério da Saúde. Mas é um compromisso que você também deve ter consigo mesmo. Controle seu peso, não fume, faça exames regularmente e tente fazer pelo menos 30 minutos de atividade física, no mínimo 3 vezes por semana. Mas atenção: nunca comece sem consultar um médico. Sua alimentação também é muito importante: coma mais frutas, legumes, verduras e cereais. E evite doces, frituras e alimentos gordurosos. Se você é hipertenso, evite sal na comida. E, se e diabético, evite açúcar e mel. Se precisar, procure os Postos de Saúde. Eles estão prontos para orientar você.
(Revista Corpo a corpo, junho de 2006, p. 31 a 100, ano XIX- n° 210)
Analise as proposições abaixo referentes aos textos I e II;
I. Ambos os textos apresentam dados estatísticos e argumento de autoridade.
II. O texto II apresenta argumento de autoridade e o texto I, somente dados estatísticos.
III. O nível de linguagem do texto I é adequado ao gênero.
IV. No texto I, há o procedimento argumentativo de alusão histórica.
Estão corretas apenas as proposições:
Questão 21 10726341
CMC 6º Ano - Português 2010O que seu filho come na escola
A escola também é responsável pelo desenvolvimento de bons e maus hábitos alimentícios entre
crianças e adolescentes, já que é lá que eles passam pelo menos um terço do dia. As cantinas escolares de
Curitiba são, desde 2005, proibidas por lei de venderem comidas não saudáveis. Mas isso não garante que
as crianças estejam livres de uma alimentação ruim dentro dos colégios.
[05] Conheça os principais perigos que rondam o ambiente escolar e o que os pais devem fazer para evitar
que os filhos façam parte do grupo de 22% das crianças que estão acima do peso no país, dado divulgado
em junho por uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Café se toma em casa: antes de ir para a aula, o estudante deve tomar café da manhã em casa e em
quantidade suficiente. Isso evita que chegue à escola e coma na cantina antes de entrar em sala. Se ele
[10] toma café correndo ou ingere qualquer coisa porque acordou atrasado, vai comer em excesso depois. A
nutricionista da escola Saint Michel, Marcela Laufert Caran, explica que é comum os jovens comerem em
panificadoras ao redor do colégio antes de entrar. “Geralmente optam por fritura, massa, doce ou algum
produto industrializado, o que faz muito mal para a saúde.”
Se o aluno vai com muita fome para a hora do intervalo, a tendência é comer uma quantidade acima
[15] da ideal. “Há criança que não se contenta apenas com sua fruta ou salgado assado. Come os seus e ainda o
de algum colega que não queira. Então, o que era para ser saudável passa a fazer mal pela grande
quantidade”, conta Marcela.
O médico endocrinologista e membro da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da
Sindrome Metabólica, Amélio Fernando de Godoy Matos, diz que o ideal é que, antes de sair de casa pela
[20] manhã, o jovem coma pelo menos uma fruta, uma fatia de pão integral, leite desnatado sem açúcar ou
com adoçante, queijo e, no máximo, duas vezes por semana, um ovo. “Se seguir isso, ele vai sentir menos
fome na hora do intervalo e ter pouca chance de ganhar peso.”
Perigo no bolso: ao contrário das cantinas, lanchonete, banca de revistas, carrinho de doce e pipoca e
panificadora, ao redor das escolas, não têm restrição à venda de alimentos. Para os menores, que ainda
[25] não ganham dinheiro dos pais, não há perigo, mas a partir dos 11 anos, quando a criança começa a ganhar
dinheiro para o lanche, o acesso ao que faz mal é mais fácil.
Balas e chicletes são os principais vilões consumidos com aquela verba que sobra. Muitas crianças
compram antes de entrar na escola e na hora do intervalo. “Há aluno que chega com o bolso cheio e
distribui para todo mundo. Dentro de sala não é permitido comer porque o excesso de doce tira a
[30] concentração, mas não há como controlar”, conta Marcela.
Uma dica sugerida pela nutricionista da Escola Umbrela e do Hospital Evangélico de Curitiba, Lígia
Maria Michelin, é que os pais conheçam os valores exatos do lanche da cantina e deem apenas o
necessário para que não sobre para comprar outros alimentos. Se a escola permitir, podem também pagar
por todo lanche do mês antecipado para que os filhos não precisem de dinheiro. Ela lembra que é
[35] fundamental que os pais não tenham no armário de casa qualquer guloseima, pois alguns jovens pegam
escondido e levam para comer na escola.
Dentro da lancheira: o que vai dentro da lancheira pode contribuir para a alimentação saudável ou
ser um veneno. O segundo caso acontece quando os pais não têm consciência dos malefícios ou, por falta
de tempo, preferem os alimentos prontos e industrializados mais práticos, como bolachas recheadas,
[40] chocolates e salgadinhos.
A nutricionista do Colégio Dom Bosco, Andréa Lúcia Tetti, explica que o lanche preparado
pela família deve seguir a mesma regra que as nutricionistas usam no cardápio da escola. “Tem de
combinar uma proteína, como carne ou queijo, fibras, como frutas e verduras, e carboidratos, como o pão.
Os doces não estão totalmente proibidos, mas devem ser consumidos em pequenas quantidades e não
[45] todos os dias da semana.”
Um dos problemas que os pais podem enfrentar quando mandam o lanche do filho é que ele
se interesse pelo o que o colega come, o que é bastante comum entre as crianças. Mas, quando a maior
parte delas leva comidas saudáveis, o exemplo passa a ser positivo e até estimula que o outro queira
provar um alimento que nunca experimentou. “Há aluno que só consome determinada fruta na escola,
[50] mas em casa não. Isso acontece porque ele vê que todos comem e quer fazer parte do grupo”, conta
Lígia.
De filho para pai: existe um consenso entre nutricionistas e professores de que o hábito alimentar
vem de casa, mas a escola hoje é fundamental na hora de consolidar o que é saudável ou transformar o
que está errado, atingindo inclusive os pais. Segundo a Diretora do Colégio Novo Ateneu, Vera Julião, as
[55] crianças levam muito a sério o que o professor fala e isso se reflete quando estão com a família, pois
ensinam os próprios pais. “É curioso ver que quando pai e mãe não mudam de comportamento e mandam
lanches não saudáveis, as outras crianças repreendem o colega e cobram dele que coma o que a professora
diz fazer bem à saúde”, afirma.
No mesmo colégio, os pais podem, se agendarem com antecedência, almoçar com os filhos para
[60] saber o que eles comem. Sentam juntos à mesa, recebem a mesma bandeja de alimentos. Vera conta que
as regras são iguais para todos e, que no começo do ano, eles bebiam suco durante o almoço, mas hoje
sabem que faz mal à digestão e mudaram de comportamento. “Isso é apenas um dos exemplos de como a
escola modifica o comportamento da família.”
Para os mais velhos, principalmente adolescentes, nem sempre a orientação das professoras funciona.
[65] À nutricionista da Escola Saint Michel, Marcela Laufert Caran, explica que para essa idade a preocupação
com a aparência é grande, e o que faz com que eles mudem de hábito alimentar são o excesso de peso ou
alguma doença que possa comprometer atividades que gostam de fazer.
Lucas Pavelski, 15 anos, descobriu que estava com o colesterol alto, conversou com a mãe, Valdeni
Pavelski, e decidiram pedir ajuda à nutricionista da escola para orientar na dieta em casa e no colégio.
[70] “Antes eu dava dinheiro para ele comprar sanduíche e percebia que muitas vezes ele comia na
panificadora da esquina. Hoje ele leva lanche de casa que eu preparo de acordo com o que ela me ensinou
e com o que ele aprendeu lá. Quase todo dia há água de coco com algum biscoito integral”, conta a mãe.
(Texto de Anne Simas, adaptado, Caderno Educação & Ensino, Gazeta do Povo- 21/07/2010.)
Leia o trecho: “No mesmo colégio, os pais podem, se agendarem com antecedência, almoçar com os filhos para saber o que eles comem.” (linhas 59 e 60).
A classe das palavras em destaque são respectivamente:
06
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