Questões de EFAF Educação Física
1.033 Questões
Questão 16 10726330
CMC 6º Ano - Português 2010O que seu filho come na escola
A escola também é responsável pelo desenvolvimento de bons e maus hábitos alimentícios entre
crianças e adolescentes, já que é lá que eles passam pelo menos um terço do dia. As cantinas escolares de
Curitiba são, desde 2005, proibidas por lei de venderem comidas não saudáveis. Mas isso não garante que
as crianças estejam livres de uma alimentação ruim dentro dos colégios.
[05] Conheça os principais perigos que rondam o ambiente escolar e o que os pais devem fazer para evitar
que os filhos façam parte do grupo de 22% das crianças que estão acima do peso no país, dado divulgado
em junho por uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Café se toma em casa: antes de ir para a aula, o estudante deve tomar café da manhã em casa e em
quantidade suficiente. Isso evita que chegue à escola e coma na cantina antes de entrar em sala. Se ele
[10] toma café correndo ou ingere qualquer coisa porque acordou atrasado, vai comer em excesso depois. A
nutricionista da escola Saint Michel, Marcela Laufert Caran, explica que é comum os jovens comerem em
panificadoras ao redor do colégio antes de entrar. “Geralmente optam por fritura, massa, doce ou algum
produto industrializado, o que faz muito mal para a saúde.”
Se o aluno vai com muita fome para a hora do intervalo, a tendência é comer uma quantidade acima
[15] da ideal. “Há criança que não se contenta apenas com sua fruta ou salgado assado. Come os seus e ainda o
de algum colega que não queira. Então, o que era para ser saudável passa a fazer mal pela grande
quantidade”, conta Marcela.
O médico endocrinologista e membro da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da
Sindrome Metabólica, Amélio Fernando de Godoy Matos, diz que o ideal é que, antes de sair de casa pela
[20] manhã, o jovem coma pelo menos uma fruta, uma fatia de pão integral, leite desnatado sem açúcar ou
com adoçante, queijo e, no máximo, duas vezes por semana, um ovo. “Se seguir isso, ele vai sentir menos
fome na hora do intervalo e ter pouca chance de ganhar peso.”
Perigo no bolso: ao contrário das cantinas, lanchonete, banca de revistas, carrinho de doce e pipoca e
panificadora, ao redor das escolas, não têm restrição à venda de alimentos. Para os menores, que ainda
[25] não ganham dinheiro dos pais, não há perigo, mas a partir dos 11 anos, quando a criança começa a ganhar
dinheiro para o lanche, o acesso ao que faz mal é mais fácil.
Balas e chicletes são os principais vilões consumidos com aquela verba que sobra. Muitas crianças
compram antes de entrar na escola e na hora do intervalo. “Há aluno que chega com o bolso cheio e
distribui para todo mundo. Dentro de sala não é permitido comer porque o excesso de doce tira a
[30] concentração, mas não há como controlar”, conta Marcela.
Uma dica sugerida pela nutricionista da Escola Umbrela e do Hospital Evangélico de Curitiba, Lígia
Maria Michelin, é que os pais conheçam os valores exatos do lanche da cantina e deem apenas o
necessário para que não sobre para comprar outros alimentos. Se a escola permitir, podem também pagar
por todo lanche do mês antecipado para que os filhos não precisem de dinheiro. Ela lembra que é
[35] fundamental que os pais não tenham no armário de casa qualquer guloseima, pois alguns jovens pegam
escondido e levam para comer na escola.
Dentro da lancheira: o que vai dentro da lancheira pode contribuir para a alimentação saudável ou
ser um veneno. O segundo caso acontece quando os pais não têm consciência dos malefícios ou, por falta
de tempo, preferem os alimentos prontos e industrializados mais práticos, como bolachas recheadas,
[40] chocolates e salgadinhos.
A nutricionista do Colégio Dom Bosco, Andréa Lúcia Tetti, explica que o lanche preparado
pela família deve seguir a mesma regra que as nutricionistas usam no cardápio da escola. “Tem de
combinar uma proteína, como carne ou queijo, fibras, como frutas e verduras, e carboidratos, como o pão.
Os doces não estão totalmente proibidos, mas devem ser consumidos em pequenas quantidades e não
[45] todos os dias da semana.”
Um dos problemas que os pais podem enfrentar quando mandam o lanche do filho é que ele
se interesse pelo o que o colega come, o que é bastante comum entre as crianças. Mas, quando a maior
parte delas leva comidas saudáveis, o exemplo passa a ser positivo e até estimula que o outro queira
provar um alimento que nunca experimentou. “Há aluno que só consome determinada fruta na escola,
[50] mas em casa não. Isso acontece porque ele vê que todos comem e quer fazer parte do grupo”, conta
Lígia.
De filho para pai: existe um consenso entre nutricionistas e professores de que o hábito alimentar
vem de casa, mas a escola hoje é fundamental na hora de consolidar o que é saudável ou transformar o
que está errado, atingindo inclusive os pais. Segundo a Diretora do Colégio Novo Ateneu, Vera Julião, as
[55] crianças levam muito a sério o que o professor fala e isso se reflete quando estão com a família, pois
ensinam os próprios pais. “É curioso ver que quando pai e mãe não mudam de comportamento e mandam
lanches não saudáveis, as outras crianças repreendem o colega e cobram dele que coma o que a professora
diz fazer bem à saúde”, afirma.
No mesmo colégio, os pais podem, se agendarem com antecedência, almoçar com os filhos para
[60] saber o que eles comem. Sentam juntos à mesa, recebem a mesma bandeja de alimentos. Vera conta que
as regras são iguais para todos e, que no começo do ano, eles bebiam suco durante o almoço, mas hoje
sabem que faz mal à digestão e mudaram de comportamento. “Isso é apenas um dos exemplos de como a
escola modifica o comportamento da família.”
Para os mais velhos, principalmente adolescentes, nem sempre a orientação das professoras funciona.
[65] À nutricionista da Escola Saint Michel, Marcela Laufert Caran, explica que para essa idade a preocupação
com a aparência é grande, e o que faz com que eles mudem de hábito alimentar são o excesso de peso ou
alguma doença que possa comprometer atividades que gostam de fazer.
Lucas Pavelski, 15 anos, descobriu que estava com o colesterol alto, conversou com a mãe, Valdeni
Pavelski, e decidiram pedir ajuda à nutricionista da escola para orientar na dieta em casa e no colégio.
[70] “Antes eu dava dinheiro para ele comprar sanduíche e percebia que muitas vezes ele comia na
panificadora da esquina. Hoje ele leva lanche de casa que eu preparo de acordo com o que ela me ensinou
e com o que ele aprendeu lá. Quase todo dia há água de coco com algum biscoito integral”, conta a mãe.
(Texto de Anne Simas, adaptado, Caderno Educação & Ensino, Gazeta do Povo- 21/07/2010.)
“Isso acontece porque ele vê que todos comem e quer fazer parte do grupo.” (linha 50). O termo em destaque dá a ideia de:
Questão 15 10726327
CMC 6º Ano - Português 2010O que seu filho come na escola
A escola também é responsável pelo desenvolvimento de bons e maus hábitos alimentícios entre
crianças e adolescentes, já que é lá que eles passam pelo menos um terço do dia. As cantinas escolares de
Curitiba são, desde 2005, proibidas por lei de venderem comidas não saudáveis. Mas isso não garante que
as crianças estejam livres de uma alimentação ruim dentro dos colégios.
[05] Conheça os principais perigos que rondam o ambiente escolar e o que os pais devem fazer para evitar
que os filhos façam parte do grupo de 22% das crianças que estão acima do peso no país, dado divulgado
em junho por uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Café se toma em casa: antes de ir para a aula, o estudante deve tomar café da manhã em casa e em
quantidade suficiente. Isso evita que chegue à escola e coma na cantina antes de entrar em sala. Se ele
[10] toma café correndo ou ingere qualquer coisa porque acordou atrasado, vai comer em excesso depois. A
nutricionista da escola Saint Michel, Marcela Laufert Caran, explica que é comum os jovens comerem em
panificadoras ao redor do colégio antes de entrar. “Geralmente optam por fritura, massa, doce ou algum
produto industrializado, o que faz muito mal para a saúde.”
Se o aluno vai com muita fome para a hora do intervalo, a tendência é comer uma quantidade acima
[15] da ideal. “Há criança que não se contenta apenas com sua fruta ou salgado assado. Come os seus e ainda o
de algum colega que não queira. Então, o que era para ser saudável passa a fazer mal pela grande
quantidade”, conta Marcela.
O médico endocrinologista e membro da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da
Sindrome Metabólica, Amélio Fernando de Godoy Matos, diz que o ideal é que, antes de sair de casa pela
[20] manhã, o jovem coma pelo menos uma fruta, uma fatia de pão integral, leite desnatado sem açúcar ou
com adoçante, queijo e, no máximo, duas vezes por semana, um ovo. “Se seguir isso, ele vai sentir menos
fome na hora do intervalo e ter pouca chance de ganhar peso.”
Perigo no bolso: ao contrário das cantinas, lanchonete, banca de revistas, carrinho de doce e pipoca e
panificadora, ao redor das escolas, não têm restrição à venda de alimentos. Para os menores, que ainda
[25] não ganham dinheiro dos pais, não há perigo, mas a partir dos 11 anos, quando a criança começa a ganhar
dinheiro para o lanche, o acesso ao que faz mal é mais fácil.
Balas e chicletes são os principais vilões consumidos com aquela verba que sobra. Muitas crianças
compram antes de entrar na escola e na hora do intervalo. “Há aluno que chega com o bolso cheio e
distribui para todo mundo. Dentro de sala não é permitido comer porque o excesso de doce tira a
[30] concentração, mas não há como controlar”, conta Marcela.
Uma dica sugerida pela nutricionista da Escola Umbrela e do Hospital Evangélico de Curitiba, Lígia
Maria Michelin, é que os pais conheçam os valores exatos do lanche da cantina e deem apenas o
necessário para que não sobre para comprar outros alimentos. Se a escola permitir, podem também pagar
por todo lanche do mês antecipado para que os filhos não precisem de dinheiro. Ela lembra que é
[35] fundamental que os pais não tenham no armário de casa qualquer guloseima, pois alguns jovens pegam
escondido e levam para comer na escola.
Dentro da lancheira: o que vai dentro da lancheira pode contribuir para a alimentação saudável ou
ser um veneno. O segundo caso acontece quando os pais não têm consciência dos malefícios ou, por falta
de tempo, preferem os alimentos prontos e industrializados mais práticos, como bolachas recheadas,
[40] chocolates e salgadinhos.
A nutricionista do Colégio Dom Bosco, Andréa Lúcia Tetti, explica que o lanche preparado
pela família deve seguir a mesma regra que as nutricionistas usam no cardápio da escola. “Tem de
combinar uma proteína, como carne ou queijo, fibras, como frutas e verduras, e carboidratos, como o pão.
Os doces não estão totalmente proibidos, mas devem ser consumidos em pequenas quantidades e não
[45] todos os dias da semana.”
Um dos problemas que os pais podem enfrentar quando mandam o lanche do filho é que ele
se interesse pelo o que o colega come, o que é bastante comum entre as crianças. Mas, quando a maior
parte delas leva comidas saudáveis, o exemplo passa a ser positivo e até estimula que o outro queira
provar um alimento que nunca experimentou. “Há aluno que só consome determinada fruta na escola,
[50] mas em casa não. Isso acontece porque ele vê que todos comem e quer fazer parte do grupo”, conta
Lígia.
De filho para pai: existe um consenso entre nutricionistas e professores de que o hábito alimentar
vem de casa, mas a escola hoje é fundamental na hora de consolidar o que é saudável ou transformar o
que está errado, atingindo inclusive os pais. Segundo a Diretora do Colégio Novo Ateneu, Vera Julião, as
[55] crianças levam muito a sério o que o professor fala e isso se reflete quando estão com a família, pois
ensinam os próprios pais. “É curioso ver que quando pai e mãe não mudam de comportamento e mandam
lanches não saudáveis, as outras crianças repreendem o colega e cobram dele que coma o que a professora
diz fazer bem à saúde”, afirma.
No mesmo colégio, os pais podem, se agendarem com antecedência, almoçar com os filhos para
[60] saber o que eles comem. Sentam juntos à mesa, recebem a mesma bandeja de alimentos. Vera conta que
as regras são iguais para todos e, que no começo do ano, eles bebiam suco durante o almoço, mas hoje
sabem que faz mal à digestão e mudaram de comportamento. “Isso é apenas um dos exemplos de como a
escola modifica o comportamento da família.”
Para os mais velhos, principalmente adolescentes, nem sempre a orientação das professoras funciona.
[65] À nutricionista da Escola Saint Michel, Marcela Laufert Caran, explica que para essa idade a preocupação
com a aparência é grande, e o que faz com que eles mudem de hábito alimentar são o excesso de peso ou
alguma doença que possa comprometer atividades que gostam de fazer.
Lucas Pavelski, 15 anos, descobriu que estava com o colesterol alto, conversou com a mãe, Valdeni
Pavelski, e decidiram pedir ajuda à nutricionista da escola para orientar na dieta em casa e no colégio.
[70] “Antes eu dava dinheiro para ele comprar sanduíche e percebia que muitas vezes ele comia na
panificadora da esquina. Hoje ele leva lanche de casa que eu preparo de acordo com o que ela me ensinou
e com o que ele aprendeu lá. Quase todo dia há água de coco com algum biscoito integral”, conta a mãe.
(Texto de Anne Simas, adaptado, Caderno Educação & Ensino, Gazeta do Povo- 21/07/2010.)
Em “A nutricionista precisava encontrar uma boa cozinheira para a cantina do colégio.”, passando-se o verbo em destaque para o futuro do pretérito, tem-se:
Questão 14 10726325
CMC 6º Ano - Português 2010O que seu filho come na escola
A escola também é responsável pelo desenvolvimento de bons e maus hábitos alimentícios entre
crianças e adolescentes, já que é lá que eles passam pelo menos um terço do dia. As cantinas escolares de
Curitiba são, desde 2005, proibidas por lei de venderem comidas não saudáveis. Mas isso não garante que
as crianças estejam livres de uma alimentação ruim dentro dos colégios.
[05] Conheça os principais perigos que rondam o ambiente escolar e o que os pais devem fazer para evitar
que os filhos façam parte do grupo de 22% das crianças que estão acima do peso no país, dado divulgado
em junho por uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Café se toma em casa: antes de ir para a aula, o estudante deve tomar café da manhã em casa e em
quantidade suficiente. Isso evita que chegue à escola e coma na cantina antes de entrar em sala. Se ele
[10] toma café correndo ou ingere qualquer coisa porque acordou atrasado, vai comer em excesso depois. A
nutricionista da escola Saint Michel, Marcela Laufert Caran, explica que é comum os jovens comerem em
panificadoras ao redor do colégio antes de entrar. “Geralmente optam por fritura, massa, doce ou algum
produto industrializado, o que faz muito mal para a saúde.”
Se o aluno vai com muita fome para a hora do intervalo, a tendência é comer uma quantidade acima
[15] da ideal. “Há criança que não se contenta apenas com sua fruta ou salgado assado. Come os seus e ainda o
de algum colega que não queira. Então, o que era para ser saudável passa a fazer mal pela grande
quantidade”, conta Marcela.
O médico endocrinologista e membro da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da
Sindrome Metabólica, Amélio Fernando de Godoy Matos, diz que o ideal é que, antes de sair de casa pela
[20] manhã, o jovem coma pelo menos uma fruta, uma fatia de pão integral, leite desnatado sem açúcar ou
com adoçante, queijo e, no máximo, duas vezes por semana, um ovo. “Se seguir isso, ele vai sentir menos
fome na hora do intervalo e ter pouca chance de ganhar peso.”
Perigo no bolso: ao contrário das cantinas, lanchonete, banca de revistas, carrinho de doce e pipoca e
panificadora, ao redor das escolas, não têm restrição à venda de alimentos. Para os menores, que ainda
[25] não ganham dinheiro dos pais, não há perigo, mas a partir dos 11 anos, quando a criança começa a ganhar
dinheiro para o lanche, o acesso ao que faz mal é mais fácil.
Balas e chicletes são os principais vilões consumidos com aquela verba que sobra. Muitas crianças
compram antes de entrar na escola e na hora do intervalo. “Há aluno que chega com o bolso cheio e
distribui para todo mundo. Dentro de sala não é permitido comer porque o excesso de doce tira a
[30] concentração, mas não há como controlar”, conta Marcela.
Uma dica sugerida pela nutricionista da Escola Umbrela e do Hospital Evangélico de Curitiba, Lígia
Maria Michelin, é que os pais conheçam os valores exatos do lanche da cantina e deem apenas o
necessário para que não sobre para comprar outros alimentos. Se a escola permitir, podem também pagar
por todo lanche do mês antecipado para que os filhos não precisem de dinheiro. Ela lembra que é
[35] fundamental que os pais não tenham no armário de casa qualquer guloseima, pois alguns jovens pegam
escondido e levam para comer na escola.
Dentro da lancheira: o que vai dentro da lancheira pode contribuir para a alimentação saudável ou
ser um veneno. O segundo caso acontece quando os pais não têm consciência dos malefícios ou, por falta
de tempo, preferem os alimentos prontos e industrializados mais práticos, como bolachas recheadas,
[40] chocolates e salgadinhos.
A nutricionista do Colégio Dom Bosco, Andréa Lúcia Tetti, explica que o lanche preparado
pela família deve seguir a mesma regra que as nutricionistas usam no cardápio da escola. “Tem de
combinar uma proteína, como carne ou queijo, fibras, como frutas e verduras, e carboidratos, como o pão.
Os doces não estão totalmente proibidos, mas devem ser consumidos em pequenas quantidades e não
[45] todos os dias da semana.”
Um dos problemas que os pais podem enfrentar quando mandam o lanche do filho é que ele
se interesse pelo o que o colega come, o que é bastante comum entre as crianças. Mas, quando a maior
parte delas leva comidas saudáveis, o exemplo passa a ser positivo e até estimula que o outro queira
provar um alimento que nunca experimentou. “Há aluno que só consome determinada fruta na escola,
[50] mas em casa não. Isso acontece porque ele vê que todos comem e quer fazer parte do grupo”, conta
Lígia.
De filho para pai: existe um consenso entre nutricionistas e professores de que o hábito alimentar
vem de casa, mas a escola hoje é fundamental na hora de consolidar o que é saudável ou transformar o
que está errado, atingindo inclusive os pais. Segundo a Diretora do Colégio Novo Ateneu, Vera Julião, as
[55] crianças levam muito a sério o que o professor fala e isso se reflete quando estão com a família, pois
ensinam os próprios pais. “É curioso ver que quando pai e mãe não mudam de comportamento e mandam
lanches não saudáveis, as outras crianças repreendem o colega e cobram dele que coma o que a professora
diz fazer bem à saúde”, afirma.
No mesmo colégio, os pais podem, se agendarem com antecedência, almoçar com os filhos para
[60] saber o que eles comem. Sentam juntos à mesa, recebem a mesma bandeja de alimentos. Vera conta que
as regras são iguais para todos e, que no começo do ano, eles bebiam suco durante o almoço, mas hoje
sabem que faz mal à digestão e mudaram de comportamento. “Isso é apenas um dos exemplos de como a
escola modifica o comportamento da família.”
Para os mais velhos, principalmente adolescentes, nem sempre a orientação das professoras funciona.
[65] À nutricionista da Escola Saint Michel, Marcela Laufert Caran, explica que para essa idade a preocupação
com a aparência é grande, e o que faz com que eles mudem de hábito alimentar são o excesso de peso ou
alguma doença que possa comprometer atividades que gostam de fazer.
Lucas Pavelski, 15 anos, descobriu que estava com o colesterol alto, conversou com a mãe, Valdeni
Pavelski, e decidiram pedir ajuda à nutricionista da escola para orientar na dieta em casa e no colégio.
[70] “Antes eu dava dinheiro para ele comprar sanduíche e percebia que muitas vezes ele comia na
panificadora da esquina. Hoje ele leva lanche de casa que eu preparo de acordo com o que ela me ensinou
e com o que ele aprendeu lá. Quase todo dia há água de coco com algum biscoito integral”, conta a mãe.
(Texto de Anne Simas, adaptado, Caderno Educação & Ensino, Gazeta do Povo- 21/07/2010.)
No trecho “a escola hoje é fundamental na hora de consolidar o que é saudável” (linha 53), substitui-se respectivamente os termos em destaque por outros da mesma classe de palavras e com o mesmo sentido em:
Questão 10 10726311
CMC 6º Ano - Português 2010O que seu filho come na escola
A escola também é responsável pelo desenvolvimento de bons e maus hábitos alimentícios entre
crianças e adolescentes, já que é lá que eles passam pelo menos um terço do dia. As cantinas escolares de
Curitiba são, desde 2005, proibidas por lei de venderem comidas não saudáveis. Mas isso não garante que
as crianças estejam livres de uma alimentação ruim dentro dos colégios.
[05] Conheça os principais perigos que rondam o ambiente escolar e o que os pais devem fazer para evitar
que os filhos façam parte do grupo de 22% das crianças que estão acima do peso no país, dado divulgado
em junho por uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Café se toma em casa: antes de ir para a aula, o estudante deve tomar café da manhã em casa e em
quantidade suficiente. Isso evita que chegue à escola e coma na cantina antes de entrar em sala. Se ele
[10] toma café correndo ou ingere qualquer coisa porque acordou atrasado, vai comer em excesso depois. A
nutricionista da escola Saint Michel, Marcela Laufert Caran, explica que é comum os jovens comerem em
panificadoras ao redor do colégio antes de entrar. “Geralmente optam por fritura, massa, doce ou algum
produto industrializado, o que faz muito mal para a saúde.”
Se o aluno vai com muita fome para a hora do intervalo, a tendência é comer uma quantidade acima
[15] da ideal. “Há criança que não se contenta apenas com sua fruta ou salgado assado. Come os seus e ainda o
de algum colega que não queira. Então, o que era para ser saudável passa a fazer mal pela grande
quantidade”, conta Marcela.
O médico endocrinologista e membro da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da
Sindrome Metabólica, Amélio Fernando de Godoy Matos, diz que o ideal é que, antes de sair de casa pela
[20] manhã, o jovem coma pelo menos uma fruta, uma fatia de pão integral, leite desnatado sem açúcar ou
com adoçante, queijo e, no máximo, duas vezes por semana, um ovo. “Se seguir isso, ele vai sentir menos
fome na hora do intervalo e ter pouca chance de ganhar peso.”
Perigo no bolso: ao contrário das cantinas, lanchonete, banca de revistas, carrinho de doce e pipoca e
panificadora, ao redor das escolas, não têm restrição à venda de alimentos. Para os menores, que ainda
[25] não ganham dinheiro dos pais, não há perigo, mas a partir dos 11 anos, quando a criança começa a ganhar
dinheiro para o lanche, o acesso ao que faz mal é mais fácil.
Balas e chicletes são os principais vilões consumidos com aquela verba que sobra. Muitas crianças
compram antes de entrar na escola e na hora do intervalo. “Há aluno que chega com o bolso cheio e
distribui para todo mundo. Dentro de sala não é permitido comer porque o excesso de doce tira a
[30] concentração, mas não há como controlar”, conta Marcela.
Uma dica sugerida pela nutricionista da Escola Umbrela e do Hospital Evangélico de Curitiba, Lígia
Maria Michelin, é que os pais conheçam os valores exatos do lanche da cantina e deem apenas o
necessário para que não sobre para comprar outros alimentos. Se a escola permitir, podem também pagar
por todo lanche do mês antecipado para que os filhos não precisem de dinheiro. Ela lembra que é
[35] fundamental que os pais não tenham no armário de casa qualquer guloseima, pois alguns jovens pegam
escondido e levam para comer na escola.
Dentro da lancheira: o que vai dentro da lancheira pode contribuir para a alimentação saudável ou
ser um veneno. O segundo caso acontece quando os pais não têm consciência dos malefícios ou, por falta
de tempo, preferem os alimentos prontos e industrializados mais práticos, como bolachas recheadas,
[40] chocolates e salgadinhos.
A nutricionista do Colégio Dom Bosco, Andréa Lúcia Tetti, explica que o lanche preparado
pela família deve seguir a mesma regra que as nutricionistas usam no cardápio da escola. “Tem de
combinar uma proteína, como carne ou queijo, fibras, como frutas e verduras, e carboidratos, como o pão.
Os doces não estão totalmente proibidos, mas devem ser consumidos em pequenas quantidades e não
[45] todos os dias da semana.”
Um dos problemas que os pais podem enfrentar quando mandam o lanche do filho é que ele
se interesse pelo o que o colega come, o que é bastante comum entre as crianças. Mas, quando a maior
parte delas leva comidas saudáveis, o exemplo passa a ser positivo e até estimula que o outro queira
provar um alimento que nunca experimentou. “Há aluno que só consome determinada fruta na escola,
[50] mas em casa não. Isso acontece porque ele vê que todos comem e quer fazer parte do grupo”, conta
Lígia.
De filho para pai: existe um consenso entre nutricionistas e professores de que o hábito alimentar
vem de casa, mas a escola hoje é fundamental na hora de consolidar o que é saudável ou transformar o
que está errado, atingindo inclusive os pais. Segundo a Diretora do Colégio Novo Ateneu, Vera Julião, as
[55] crianças levam muito a sério o que o professor fala e isso se reflete quando estão com a família, pois
ensinam os próprios pais. “É curioso ver que quando pai e mãe não mudam de comportamento e mandam
lanches não saudáveis, as outras crianças repreendem o colega e cobram dele que coma o que a professora
diz fazer bem à saúde”, afirma.
No mesmo colégio, os pais podem, se agendarem com antecedência, almoçar com os filhos para
[60] saber o que eles comem. Sentam juntos à mesa, recebem a mesma bandeja de alimentos. Vera conta que
as regras são iguais para todos e, que no começo do ano, eles bebiam suco durante o almoço, mas hoje
sabem que faz mal à digestão e mudaram de comportamento. “Isso é apenas um dos exemplos de como a
escola modifica o comportamento da família.”
Para os mais velhos, principalmente adolescentes, nem sempre a orientação das professoras funciona.
[65] À nutricionista da Escola Saint Michel, Marcela Laufert Caran, explica que para essa idade a preocupação
com a aparência é grande, e o que faz com que eles mudem de hábito alimentar são o excesso de peso ou
alguma doença que possa comprometer atividades que gostam de fazer.
Lucas Pavelski, 15 anos, descobriu que estava com o colesterol alto, conversou com a mãe, Valdeni
Pavelski, e decidiram pedir ajuda à nutricionista da escola para orientar na dieta em casa e no colégio.
[70] “Antes eu dava dinheiro para ele comprar sanduíche e percebia que muitas vezes ele comia na
panificadora da esquina. Hoje ele leva lanche de casa que eu preparo de acordo com o que ela me ensinou
e com o que ele aprendeu lá. Quase todo dia há água de coco com algum biscoito integral”, conta a mãe.
(Texto de Anne Simas, adaptado, Caderno Educação & Ensino, Gazeta do Povo- 21/07/2010.)
No trecho “Tem de combinar uma proteína, como carne ou queijo, fibras, como frutas e verduras, e carboidratos, como o pão” (linhas 42 e 43), a palavra em destaque na frase é equivalente a:
Questão 5 10726300
CMC 6º Ano - Português 2010O que seu filho come na escola
A escola também é responsável pelo desenvolvimento de bons e maus hábitos alimentícios entre
crianças e adolescentes, já que é lá que eles passam pelo menos um terço do dia. As cantinas escolares de
Curitiba são, desde 2005, proibidas por lei de venderem comidas não saudáveis. Mas isso não garante que
as crianças estejam livres de uma alimentação ruim dentro dos colégios.
[05] Conheça os principais perigos que rondam o ambiente escolar e o que os pais devem fazer para evitar
que os filhos façam parte do grupo de 22% das crianças que estão acima do peso no país, dado divulgado
em junho por uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Café se toma em casa: antes de ir para a aula, o estudante deve tomar café da manhã em casa e em
quantidade suficiente. Isso evita que chegue à escola e coma na cantina antes de entrar em sala. Se ele
[10] toma café correndo ou ingere qualquer coisa porque acordou atrasado, vai comer em excesso depois. A
nutricionista da escola Saint Michel, Marcela Laufert Caran, explica que é comum os jovens comerem em
panificadoras ao redor do colégio antes de entrar. “Geralmente optam por fritura, massa, doce ou algum
produto industrializado, o que faz muito mal para a saúde.”
Se o aluno vai com muita fome para a hora do intervalo, a tendência é comer uma quantidade acima
[15] da ideal. “Há criança que não se contenta apenas com sua fruta ou salgado assado. Come os seus e ainda o
de algum colega que não queira. Então, o que era para ser saudável passa a fazer mal pela grande
quantidade”, conta Marcela.
O médico endocrinologista e membro da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da
Sindrome Metabólica, Amélio Fernando de Godoy Matos, diz que o ideal é que, antes de sair de casa pela
[20] manhã, o jovem coma pelo menos uma fruta, uma fatia de pão integral, leite desnatado sem açúcar ou
com adoçante, queijo e, no máximo, duas vezes por semana, um ovo. “Se seguir isso, ele vai sentir menos
fome na hora do intervalo e ter pouca chance de ganhar peso.”
Perigo no bolso: ao contrário das cantinas, lanchonete, banca de revistas, carrinho de doce e pipoca e
panificadora, ao redor das escolas, não têm restrição à venda de alimentos. Para os menores, que ainda
[25] não ganham dinheiro dos pais, não há perigo, mas a partir dos 11 anos, quando a criança começa a ganhar
dinheiro para o lanche, o acesso ao que faz mal é mais fácil.
Balas e chicletes são os principais vilões consumidos com aquela verba que sobra. Muitas crianças
compram antes de entrar na escola e na hora do intervalo. “Há aluno que chega com o bolso cheio e
distribui para todo mundo. Dentro de sala não é permitido comer porque o excesso de doce tira a
[30] concentração, mas não há como controlar”, conta Marcela.
Uma dica sugerida pela nutricionista da Escola Umbrela e do Hospital Evangélico de Curitiba, Lígia
Maria Michelin, é que os pais conheçam os valores exatos do lanche da cantina e deem apenas o
necessário para que não sobre para comprar outros alimentos. Se a escola permitir, podem também pagar
por todo lanche do mês antecipado para que os filhos não precisem de dinheiro. Ela lembra que é
[35] fundamental que os pais não tenham no armário de casa qualquer guloseima, pois alguns jovens pegam
escondido e levam para comer na escola.
Dentro da lancheira: o que vai dentro da lancheira pode contribuir para a alimentação saudável ou
ser um veneno. O segundo caso acontece quando os pais não têm consciência dos malefícios ou, por falta
de tempo, preferem os alimentos prontos e industrializados mais práticos, como bolachas recheadas,
[40] chocolates e salgadinhos.
A nutricionista do Colégio Dom Bosco, Andréa Lúcia Tetti, explica que o lanche preparado
pela família deve seguir a mesma regra que as nutricionistas usam no cardápio da escola. “Tem de
combinar uma proteína, como carne ou queijo, fibras, como frutas e verduras, e carboidratos, como o pão.
Os doces não estão totalmente proibidos, mas devem ser consumidos em pequenas quantidades e não
[45] todos os dias da semana.”
Um dos problemas que os pais podem enfrentar quando mandam o lanche do filho é que ele
se interesse pelo o que o colega come, o que é bastante comum entre as crianças. Mas, quando a maior
parte delas leva comidas saudáveis, o exemplo passa a ser positivo e até estimula que o outro queira
provar um alimento que nunca experimentou. “Há aluno que só consome determinada fruta na escola,
[50] mas em casa não. Isso acontece porque ele vê que todos comem e quer fazer parte do grupo”, conta
Lígia.
De filho para pai: existe um consenso entre nutricionistas e professores de que o hábito alimentar
vem de casa, mas a escola hoje é fundamental na hora de consolidar o que é saudável ou transformar o
que está errado, atingindo inclusive os pais. Segundo a Diretora do Colégio Novo Ateneu, Vera Julião, as
[55] crianças levam muito a sério o que o professor fala e isso se reflete quando estão com a família, pois
ensinam os próprios pais. “É curioso ver que quando pai e mãe não mudam de comportamento e mandam
lanches não saudáveis, as outras crianças repreendem o colega e cobram dele que coma o que a professora
diz fazer bem à saúde”, afirma.
No mesmo colégio, os pais podem, se agendarem com antecedência, almoçar com os filhos para
[60] saber o que eles comem. Sentam juntos à mesa, recebem a mesma bandeja de alimentos. Vera conta que
as regras são iguais para todos e, que no começo do ano, eles bebiam suco durante o almoço, mas hoje
sabem que faz mal à digestão e mudaram de comportamento. “Isso é apenas um dos exemplos de como a
escola modifica o comportamento da família.”
Para os mais velhos, principalmente adolescentes, nem sempre a orientação das professoras funciona.
[65] À nutricionista da Escola Saint Michel, Marcela Laufert Caran, explica que para essa idade a preocupação
com a aparência é grande, e o que faz com que eles mudem de hábito alimentar são o excesso de peso ou
alguma doença que possa comprometer atividades que gostam de fazer.
Lucas Pavelski, 15 anos, descobriu que estava com o colesterol alto, conversou com a mãe, Valdeni
Pavelski, e decidiram pedir ajuda à nutricionista da escola para orientar na dieta em casa e no colégio.
[70] “Antes eu dava dinheiro para ele comprar sanduíche e percebia que muitas vezes ele comia na
panificadora da esquina. Hoje ele leva lanche de casa que eu preparo de acordo com o que ela me ensinou
e com o que ele aprendeu lá. Quase todo dia há água de coco com algum biscoito integral”, conta a mãe.
(Texto de Anne Simas, adaptado, Caderno Educação & Ensino, Gazeta do Povo- 21/07/2010.)
05. Segundo a pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 22% das crianças brasileiras estão acima do peso.
Pode-se concluir, então, dessa porcentagem que:
Questão 4 10726298
CMC 6º Ano - Português 2010O que seu filho come na escola
A escola também é responsável pelo desenvolvimento de bons e maus hábitos alimentícios entre
crianças e adolescentes, já que é lá que eles passam pelo menos um terço do dia. As cantinas escolares de
Curitiba são, desde 2005, proibidas por lei de venderem comidas não saudáveis. Mas isso não garante que
as crianças estejam livres de uma alimentação ruim dentro dos colégios.
[05] Conheça os principais perigos que rondam o ambiente escolar e o que os pais devem fazer para evitar
que os filhos façam parte do grupo de 22% das crianças que estão acima do peso no país, dado divulgado
em junho por uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Café se toma em casa: antes de ir para a aula, o estudante deve tomar café da manhã em casa e em
quantidade suficiente. Isso evita que chegue à escola e coma na cantina antes de entrar em sala. Se ele
[10] toma café correndo ou ingere qualquer coisa porque acordou atrasado, vai comer em excesso depois. A
nutricionista da escola Saint Michel, Marcela Laufert Caran, explica que é comum os jovens comerem em
panificadoras ao redor do colégio antes de entrar. “Geralmente optam por fritura, massa, doce ou algum
produto industrializado, o que faz muito mal para a saúde.”
Se o aluno vai com muita fome para a hora do intervalo, a tendência é comer uma quantidade acima
[15] da ideal. “Há criança que não se contenta apenas com sua fruta ou salgado assado. Come os seus e ainda o
de algum colega que não queira. Então, o que era para ser saudável passa a fazer mal pela grande
quantidade”, conta Marcela.
O médico endocrinologista e membro da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da
Sindrome Metabólica, Amélio Fernando de Godoy Matos, diz que o ideal é que, antes de sair de casa pela
[20] manhã, o jovem coma pelo menos uma fruta, uma fatia de pão integral, leite desnatado sem açúcar ou
com adoçante, queijo e, no máximo, duas vezes por semana, um ovo. “Se seguir isso, ele vai sentir menos
fome na hora do intervalo e ter pouca chance de ganhar peso.”
Perigo no bolso: ao contrário das cantinas, lanchonete, banca de revistas, carrinho de doce e pipoca e
panificadora, ao redor das escolas, não têm restrição à venda de alimentos. Para os menores, que ainda
[25] não ganham dinheiro dos pais, não há perigo, mas a partir dos 11 anos, quando a criança começa a ganhar
dinheiro para o lanche, o acesso ao que faz mal é mais fácil.
Balas e chicletes são os principais vilões consumidos com aquela verba que sobra. Muitas crianças
compram antes de entrar na escola e na hora do intervalo. “Há aluno que chega com o bolso cheio e
distribui para todo mundo. Dentro de sala não é permitido comer porque o excesso de doce tira a
[30] concentração, mas não há como controlar”, conta Marcela.
Uma dica sugerida pela nutricionista da Escola Umbrela e do Hospital Evangélico de Curitiba, Lígia
Maria Michelin, é que os pais conheçam os valores exatos do lanche da cantina e deem apenas o
necessário para que não sobre para comprar outros alimentos. Se a escola permitir, podem também pagar
por todo lanche do mês antecipado para que os filhos não precisem de dinheiro. Ela lembra que é
[35] fundamental que os pais não tenham no armário de casa qualquer guloseima, pois alguns jovens pegam
escondido e levam para comer na escola.
Dentro da lancheira: o que vai dentro da lancheira pode contribuir para a alimentação saudável ou
ser um veneno. O segundo caso acontece quando os pais não têm consciência dos malefícios ou, por falta
de tempo, preferem os alimentos prontos e industrializados mais práticos, como bolachas recheadas,
[40] chocolates e salgadinhos.
A nutricionista do Colégio Dom Bosco, Andréa Lúcia Tetti, explica que o lanche preparado
pela família deve seguir a mesma regra que as nutricionistas usam no cardápio da escola. “Tem de
combinar uma proteína, como carne ou queijo, fibras, como frutas e verduras, e carboidratos, como o pão.
Os doces não estão totalmente proibidos, mas devem ser consumidos em pequenas quantidades e não
[45] todos os dias da semana.”
Um dos problemas que os pais podem enfrentar quando mandam o lanche do filho é que ele
se interesse pelo o que o colega come, o que é bastante comum entre as crianças. Mas, quando a maior
parte delas leva comidas saudáveis, o exemplo passa a ser positivo e até estimula que o outro queira
provar um alimento que nunca experimentou. “Há aluno que só consome determinada fruta na escola,
[50] mas em casa não. Isso acontece porque ele vê que todos comem e quer fazer parte do grupo”, conta
Lígia.
De filho para pai: existe um consenso entre nutricionistas e professores de que o hábito alimentar
vem de casa, mas a escola hoje é fundamental na hora de consolidar o que é saudável ou transformar o
que está errado, atingindo inclusive os pais. Segundo a Diretora do Colégio Novo Ateneu, Vera Julião, as
[55] crianças levam muito a sério o que o professor fala e isso se reflete quando estão com a família, pois
ensinam os próprios pais. “É curioso ver que quando pai e mãe não mudam de comportamento e mandam
lanches não saudáveis, as outras crianças repreendem o colega e cobram dele que coma o que a professora
diz fazer bem à saúde”, afirma.
No mesmo colégio, os pais podem, se agendarem com antecedência, almoçar com os filhos para
[60] saber o que eles comem. Sentam juntos à mesa, recebem a mesma bandeja de alimentos. Vera conta que
as regras são iguais para todos e, que no começo do ano, eles bebiam suco durante o almoço, mas hoje
sabem que faz mal à digestão e mudaram de comportamento. “Isso é apenas um dos exemplos de como a
escola modifica o comportamento da família.”
Para os mais velhos, principalmente adolescentes, nem sempre a orientação das professoras funciona.
[65] À nutricionista da Escola Saint Michel, Marcela Laufert Caran, explica que para essa idade a preocupação
com a aparência é grande, e o que faz com que eles mudem de hábito alimentar são o excesso de peso ou
alguma doença que possa comprometer atividades que gostam de fazer.
Lucas Pavelski, 15 anos, descobriu que estava com o colesterol alto, conversou com a mãe, Valdeni
Pavelski, e decidiram pedir ajuda à nutricionista da escola para orientar na dieta em casa e no colégio.
[70] “Antes eu dava dinheiro para ele comprar sanduíche e percebia que muitas vezes ele comia na
panificadora da esquina. Hoje ele leva lanche de casa que eu preparo de acordo com o que ela me ensinou
e com o que ele aprendeu lá. Quase todo dia há água de coco com algum biscoito integral”, conta a mãe.
(Texto de Anne Simas, adaptado, Caderno Educação & Ensino, Gazeta do Povo- 21/07/2010.)
Em “Dentro da sala não é permitido comer porque o excesso de doce tira a concentração, mas não há como controlar.” (linhas 29 e 30 ), os termos grifados expressam, respectivamente, as noções de:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)