Questões de EFAF Educação Física
1.033 Questões
Questão 12 10165895
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2011TEXTO
Uso exagerado da televisão contribui para obesidade
Mais uma pesquisa, desta vez mexicana, tem resultados que mostram os problemas entre
televisão e hábitos de alimentação em crianças. Em artigo publicado na Revista Chilena de Nutrição,
os pesquisadores Arturo Moreno e Luis Toro Zapata, da Escola de Ciências da Comunicação da
Universidade Autônoma de São Luís Potosi (México) — afirmam que “usos exagerados de TV estão
[5] relacionados com um grande consumo de gorduras e açúcares e maior consumo de fast foods".
A pesquisa abordou a TV como mediadora do fenômeno da obesidade e, conforme a introdução
do trabalho, os dados foram obtidos em São Luís Potosi, no México. A investigação foi realizada tendo
como objetos 'de estudo crianças entre 6 e 13 anos de Idade, que estudavam em escolas primárias na
região urbana da cidade, provenientes de famílias incluídas na classe média. Os autores afirmam que
[10] foram utilizadas, entre outras ferramentas de pesquisa, discussões em grupo e entrevistas individuais.
A metodologia teve por finalidade obter resultados qualitativos — quanto à natureza das informações
recebidas — e quantitativos — quanto a quantidade das informações que se tornariam disponíveis para
o desenvolvimento da tese.
Os autores concluíram que “as crianças são capturadas por imagens e discursos televisivos, os
[15] quais são diariamente reproduzidos em seu ambiente social”, e, portanto, seriam "muito suscetíveis ao
bombardeio sistemático das imagens dos programas e dos comerciais”, o que promove uma prática
consumista na escolha e utilização de alimentos, promovendo exatamente a eleição do uso de
açúcares, fast foods e gorduras.
Para os pesquisadores, “A obesidade se associa à equação criança/ televisão/ consumo/
[20] obesidade”, e “a pesquisa contribui para os esforços da comunidade médica no tratamento da doença,
destacando e visualizando as relações entre a moléstia e o ato de assistir à televisão”. Eles afirmam
que “a pesquisa comprovou que a ciência social e a comunicação podem tratar de problemas de saúde
pública, os quais anteriormente eram estudados e atacados de maneira unidisciplinar. Ambas as
ciências podem chegar a resultados pouco conhecidos, e, por isso, essa investigação descobriu
[25] cientificamente que a televisão atual é uma fonte de poder que interfere de maneira ideológica no
consumo alimentício e nos hábitos das crianças”.
(Adaptação do texto de Edinilson Takara, leitor e colaborador do EcoDebate.) Publicado em EcoDebate de 18/08/2009 Disponivel em http:/www.ecodebate.com.br Acesso em: 31/08/11. Matéria da Agência Notisa, nó JB online.
Assinale a alternativa abaixo cujo termo destacado, de acordo com a função sintática, é o núcleo do predicativo do sujeito.
Questão 11 10165892
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2011Leia o texto a seguir.
TEXTO
Quase metade dos brasileiros está acima do peso
A epidemia da obesidade já é real. Para reverter essa história, é preciso unir a conscientização
da população a programas efetivos de educação alimentar. O que os aborígenes australianos e os
chineses têm em comum com os brasileiros? O aumento do número de pessoas com excesso de peso.
Na Austrália, a população que habita a região há séculos poderia se vangloriar, até bem pouco tempo,
[5] de ser esbelta e pouco propensa a problemas como diabetes ou hipertensão. Os chineses, com seu
costume de andar de bicicleta, garantiram uma vida mais saudável. Ambos, porém, engordaram muito
depois de adotar alguns hábitos alimentares e de vida ocidentais.
No Brasil, a situação não é diferente. Em três décadas, o excesso de peso alcançou metade da
população adulta. Em meados da década de 1970, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e
[10] Estatística (IBGE) revelou que 18,5% dos homens e 28,7% das mulheres estavam com peso acima do
ideal. Trinta anos depois, o percentual saltou para 50% entre eles e 48% entre elas. Os dados indicam .
, aquilo que os médicos já percebem no consultório: 6 país vive uma epidemia da obesidade. E, se nada
for feito, em dez anos, os brasileiros terão padrão corporal idêntico ao encontrado nos Estados Unidos,
onde o excesso de peso é um sério problema de saúde pública.
[15] As questões ligadas. à obesidade ultrapassam a estética. O acúmulo de gordura no organismo .
aumenta o risco de: doenças como diabetes, hipertensão, câncer de pâncreas, além dos danos ao
sistema cardiovascular e às articulações. As mulheres desenvolvem ovário policístico com mais
facilidade e estão mais propensas a ter câncer de mama e do endométrio.
Já os homens tornam-se suscetíveis ao câncer de próstata. Também são alvos fáceis do
[20] acúmulo de gordura visceral, o tipo mais prejudicial ao corpo e responsável pela formação da barriga
proeminente. O excesso de peso pode trazer ainda prejuízos para as esferas pessoal e profissional,
pois essas pessoas são mais propensas a depressão e à ansiedade.
Emagrecer é a melhor opção. No entanto, eliminar tanto peso e se manter magro é tão difícil
“ quanto abandonar qualquer outro vício. Um caminho 5 a mudança dos hábitos alimentares, com
[25] refeições ricas em frutas, verduras, legumes e pobres em gorduras e açucares, somada à prática-
regular de atividade física. Os médicos também lançam mão de medicamentos, desde controladores
de apetite até os que reduzem a absorção de gordura pelo organismo, mas, para que sejam eficazes,
essas substâncias devem ser usadas por um período extenso. A obesidade é considerada doença
crônica e, como tal, demanda tratamento de longo prazo e com controle médico por toda à vida. Outra
[30] opção é a cirurgia bariátrica, em especial para aqueles com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de
35 e outras doenças associadas à obesidade e para os que têm IMC acima de 40 e não conseguem
emagrecer com outros tratamentos.
A melhor solução, porém, é iniciar a lição de casa contra a obesidade desde cedo, investindo na
educação infantil. O sobrepeso já atinge 30% das crianças entre 5 e 9 anos no Brasil. E muitas já
[35] apresentam colesterol ou níveis de açúcar no sangue alterados. Ensinar essa geração a ter refeições
nutritivas e se exercitar é o caminho para mudar de vez essa história de excesso de peso.
(Adaptação da Página Einstein, publicada na Revista Veja, Ed. Abril, edição 2211, ano 44, Nº 14, p.45 de 06/04/2011) Disponível em http://www.veja.com Acesso em: 31/08/2011.
No fragmento “Quase metade dos brasileiros está acima do peso” (título do texto), a alternativa que justifica a concordância do sujeito com o verbo é o fato de ele ser formado por:
Questão 10 10165870
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2011TEXTO I
Quase metade dos brasileiros está acima do peso
A epidemia da obesidade já é real. Para reverter essa história, é preciso unir a conscientização
da população a programas efetivos de educação alimentar. O que os aborígenes australianos e os
chineses têm em comum com os brasileiros? O aumento do número de pessoas com excesso de peso.
Na Austrália, a população que habita a região há séculos poderia se vangloriar, até bem pouco tempo,
[5] de ser esbelta e pouco propensa a problemas como diabetes ou hipertensão. Os chineses, com seu
costume de andar de bicicleta, garantiram uma vida mais saudável. Ambos, porém, engordaram muito
depois de adotar alguns hábitos alimentares e de vida ocidentais.
No Brasil, a situação não é diferente. Em três décadas, o excesso de peso alcançou metade da
população adulta. Em meados da década de 1970, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e
[10] Estatística (IBGE) revelou que 18,5% dos homens e 28,7% das mulheres estavam com peso acima do
ideal. Trinta anos depois, o percentual saltou para 50% entre eles e 48% entre elas. Os dados indicam .
, aquilo que os médicos já percebem no consultório: 6 país vive uma epidemia da obesidade. E, se nada
for feito, em dez anos, os brasileiros terão padrão corporal idêntico ao encontrado nos Estados Unidos,
onde o excesso de peso é um sério problema de saúde pública.
[15] As questões ligadas. à obesidade ultrapassam a estética. O acúmulo de gordura no organismo .
aumenta o risco de: doenças como diabetes, hipertensão, câncer de pâncreas, além dos danos ao
sistema cardiovascular e às articulações. As mulheres desenvolvem ovário policístico com mais
facilidade e estão mais propensas a ter câncer de mama e do endométrio.
Já os homens tornam-se suscetíveis ao câncer de próstata. Também são alvos fáceis do
[20] acúmulo de gordura visceral, o tipo mais prejudicial ao corpo e responsável pela formação da barriga
proeminente. O excesso de peso pode trazer ainda prejuízos para as esferas pessoal e profissional,
pois essas pessoas são mais propensas a depressão e à ansiedade.
Emagrecer é a melhor opção. No entanto, eliminar tanto peso e se manter magro é tão difícil
“ quanto abandonar qualquer outro vício. Um caminho 5 a mudança dos hábitos alimentares, com
[25] refeições ricas em frutas, verduras, legumes e pobres em gorduras e açucares, somada à prática-
regular de atividade física. Os médicos também lançam mão de medicamentos, desde controladores
de apetite até os que reduzem a absorção de gordura pelo organismo, mas, para que sejam eficazes,
essas substâncias devem ser usadas por um período extenso. A obesidade é considerada doença
crônica e, como tal, demanda tratamento de longo prazo e com controle médico por toda à vida. Outra
[30] opção é a cirurgia bariátrica, em especial para aqueles com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de
35 e outras doenças associadas à obesidade e para os que têm IMC acima de 40 e não conseguem
emagrecer com outros tratamentos.
A melhor solução, porém, é iniciar a lição de casa contra a obesidade desde cedo, investindo na
educação infantil. O sobrepeso já atinge 30% das crianças entre 5 e 9 anos no Brasil. E muitas já
[35] apresentam colesterol ou níveis de açúcar no sangue alterados. Ensinar essa geração a ter refeições
nutritivas e se exercitar é o caminho para mudar de vez essa história de excesso de peso.
(Adaptação da Página Einstein, publicada na Revista Veja, Ed. Abril, edição 2211, ano 44, Nº 14, p.45 de 06/04/2011) Disponível em http://www.veja.com Acesso em: 31/08/2011.
TEXTO II
Campanha do Ministério da Saúde



Dar mais atenção a você é uma Prioridade do Ministério da Saúde. Mas é um compromisso que você também deve ter consigo mesmo. Controle seu peso, não fume, faça exames regularmente e tente fazer pelo menos 30 minutos de atividade física, no mínimo 3 vezes por semana. Mas atenção: nunca comece sem consultar um médico. Sua alimentação também é muito importante: coma mais frutas, legumes, verduras e cereais. E evite doces, frituras e alimentos gordurosos. Se você é hipertenso, evite sal na comida. E, se e diabético, evite açúcar e mel. Se precisar, procure os Postos de Saúde. Eles estão prontos para orientar você.
(Revista Corpo a corpo, junho de 2006, p. 31 a 100, ano XIX- n° 210)
Observe os termos destacados nos excertos abaixo:
I. (..) O aumento do número de pessoas com excesso de peso.” (linha 3, texto I)
II. “Já os homens tornam-se suscetíveis ao câncer de próstata.” (linha 19, texto I)
III. “Controle sempre seu peso.” (texto II)
IV. “Já os homens tornam-se suscetíveis ao câncer de próstata." (linha 19, texto I)
Esses termos exercem, respectivamente, a função sintática de:
Questão 9 10165856
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2011TEXTO
Campanha do Ministério da Saúde



Dar mais atenção a você é uma Prioridade do Ministério da Saúde. Mas é um compromisso que você também deve ter consigo mesmo. Controle seu peso, não fume, faça exames regularmente e tente fazer pelo menos 30 minutos de atividade física, no mínimo 3 vezes por semana. Mas atenção: nunca comece sem consultar um médico. Sua alimentação também é muito importante: coma mais frutas, legumes, verduras e cereais. E evite doces, frituras e alimentos gordurosos. Se você é hipertenso, evite sal na comida. E, se e diabético, evite açúcar e mel. Se precisar, procure os Postos de Saúde. Eles estão prontos para orientar você.
(Revista Corpo a corpo, junho de 2006, p. 31 a 100, ano XIX- n° 210)
A injunção é o ato de ordenar expressamente, de mandar executar alguma coisa.
In: ABAURRE, Maria Luiza M. e ABAURRE, Maria Bernadete ivi. Produção de Texto: Interlocução e gêneros. Ed. Moderna. São Paulo, 2003, p.206. LD
Em relação ao texto, Campanha do Ministério da Saúde, e afirmativa que vai de encontro ao conceito de injunção acima apresentado é:
Questão 8 10165836
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2011TEXTO I
Quase metade dos brasileiros está acima do peso
A epidemia da obesidade já é real. Para reverter essa história, é preciso unir a conscientização
da população a programas efetivos de educação alimentar. O que os aborígenes australianos e os
chineses têm em comum com os brasileiros? O aumento do número de pessoas com excesso de peso.
Na Austrália, a população que habita a região há séculos poderia se vangloriar, até bem pouco tempo,
[5] de ser esbelta e pouco propensa a problemas como diabetes ou hipertensão. Os chineses, com seu
costume de andar de bicicleta, garantiram uma vida mais saudável. Ambos, porém, engordaram muito
depois de adotar alguns hábitos alimentares e de vida ocidentais.
No Brasil, a situação não é diferente. Em três décadas, o excesso de peso alcançou metade da
população adulta. Em meados da década de 1970, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e
[10] Estatística (IBGE) revelou que 18,5% dos homens e 28,7% das mulheres estavam com peso acima do
ideal. Trinta anos depois, o percentual saltou para 50% entre eles e 48% entre elas. Os dados indicam .
, aquilo que os médicos já percebem no consultório: 6 país vive uma epidemia da obesidade. E, se nada
for feito, em dez anos, os brasileiros terão padrão corporal idêntico ao encontrado nos Estados Unidos,
onde o excesso de peso é um sério problema de saúde pública.
[15] As questões ligadas. à obesidade ultrapassam a estética. O acúmulo de gordura no organismo .
aumenta o risco de: doenças como diabetes, hipertensão, câncer de pâncreas, além dos danos ao
sistema cardiovascular e às articulações. As mulheres desenvolvem ovário policístico com mais
facilidade e estão mais propensas a ter câncer de mama e do endométrio.
Já os homens tornam-se suscetíveis ao câncer de próstata. Também são alvos fáceis do
[20] acúmulo de gordura visceral, o tipo mais prejudicial ao corpo e responsável pela formação da barriga
proeminente. O excesso de peso pode trazer ainda prejuízos para as esferas pessoal e profissional,
pois essas pessoas são mais propensas a depressão e à ansiedade.
Emagrecer é a melhor opção. No entanto, eliminar tanto peso e se manter magro é tão difícil
“ quanto abandonar qualquer outro vício. Um caminho 5 a mudança dos hábitos alimentares, com
[25] refeições ricas em frutas, verduras, legumes e pobres em gorduras e açucares, somada à prática-
regular de atividade física. Os médicos também lançam mão de medicamentos, desde controladores
de apetite até os que reduzem a absorção de gordura pelo organismo, mas, para que sejam eficazes,
essas substâncias devem ser usadas por um período extenso. A obesidade é considerada doença
crônica e, como tal, demanda tratamento de longo prazo e com controle médico por toda à vida. Outra
[30] opção é a cirurgia bariátrica, em especial para aqueles com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de
35 e outras doenças associadas à obesidade e para os que têm IMC acima de 40 e não conseguem
emagrecer com outros tratamentos.
A melhor solução, porém, é iniciar a lição de casa contra a obesidade desde cedo, investindo na
educação infantil. O sobrepeso já atinge 30% das crianças entre 5 e 9 anos no Brasil. E muitas já
[35] apresentam colesterol ou níveis de açúcar no sangue alterados. Ensinar essa geração a ter refeições
nutritivas e se exercitar é o caminho para mudar de vez essa história de excesso de peso.
(Adaptação da Página Einstein, publicada na Revista Veja, Ed. Abril, edição 2211, ano 44, Nº 14, p.45 de 06/04/2011) Disponível em http://www.veja.com Acesso em: 31/08/2011.
TEXTO II
Uso exagerado da televisão contribui para obesidade
Mais uma pesquisa, desta vez mexicana, tem resultados que mostram os problemas entre
televisão e hábitos de alimentação em crianças. Em artigo publicado na Revista Chilena de Nutrição,
os pesquisadores Arturo Moreno e Luis Toro Zapata, da Escola de Ciências da Comunicação da
Universidade Autônoma de São Luís Potosi (México) — afirmam que “usos exagerados de TV estão
[5] relacionados com um grande consumo de gorduras e açúcares e maior consumo de fast foods".
A pesquisa abordou a TV como mediadora do fenômeno da obesidade e, conforme a introdução
do trabalho, os dados foram obtidos em São Luís Potosi, no México. A investigação foi realizada tendo
como objetos 'de estudo crianças entre 6 e 13 anos de Idade, que estudavam em escolas primárias na
região urbana da cidade, provenientes de famílias incluídas na classe média. Os autores afirmam que
[10] foram utilizadas, entre outras ferramentas de pesquisa, discussões em grupo e entrevistas individuais.
A metodologia teve por finalidade obter resultados qualitativos — quanto à natureza das informações
recebidas — e quantitativos — quanto a quantidade das informações que se tornariam disponíveis para
o desenvolvimento da tese.
Os autores concluíram que “as crianças são capturadas por imagens e discursos televisivos, os
[15] quais são diariamente reproduzidos em seu ambiente social”, e, portanto, seriam "muito suscetíveis ao
bombardeio sistemático das imagens dos programas e dos comerciais”, o que promove uma prática
consumista na escolha e utilização de alimentos, promovendo exatamente a eleição do uso de
açúcares, fast foods e gorduras.
Para os pesquisadores, “A obesidade se associa à equação criança/ televisão/ consumo/
[20] obesidade”, e “a pesquisa contribui para os esforços da comunidade médica no tratamento da doença,
destacando e visualizando as relações entre a moléstia e o ato de assistir à televisão”. Eles afirmam
que “a pesquisa comprovou que a ciência social e a comunicação podem tratar de problemas de saúde
pública, os quais anteriormente eram estudados e atacados de maneira unidisciplinar. Ambas as
ciências podem chegar a resultados pouco conhecidos, e, por isso, essa investigação descobriu
[25] cientificamente que a televisão atual é uma fonte de poder que interfere de maneira ideológica no
consumo alimentício e nos hábitos das crianças”.
(Adaptação do texto de Edinilson Takara, leitor e colaborador do EcoDebate.) Publicado em EcoDebate de 18/08/2009 Disponivel em http:/www.ecodebate.com.br Acesso em: 31/08/11. Matéria da Agência Notisa, nó JB online.
Assim como há diversas formas de introduzir um texto dissertativo-argumentativo e de apresentar seus argumentos de desenvolvimento, há também mais de uma forma de desenvolver a conclusão.
Considerando as informações acima, assinale a proposição correta:
Questão 7 10165812
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2011TEXTO
Quase metade dos brasileiros está acima do peso
A epidemia da obesidade já é real. Para reverter essa história, é preciso unir a conscientização
da população a programas efetivos de educação alimentar. O que os aborígenes australianos e os
chineses têm em comum com os brasileiros? O aumento do número de pessoas com excesso de peso.
Na Austrália, a população que habita a região há séculos poderia se vangloriar, até bem pouco tempo,
[5] de ser esbelta e pouco propensa a problemas como diabetes ou hipertensão. Os chineses, com seu
costume de andar de bicicleta, garantiram uma vida mais saudável. Ambos, porém, engordaram muito
depois de adotar alguns hábitos alimentares e de vida ocidentais.
No Brasil, a situação não é diferente. Em três décadas, o excesso de peso alcançou metade da
população adulta. Em meados da década de 1970, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e
[10] Estatística (IBGE) revelou que 18,5% dos homens e 28,7% das mulheres estavam com peso acima do
ideal. Trinta anos depois, o percentual saltou para 50% entre eles e 48% entre elas. Os dados indicam .
, aquilo que os médicos já percebem no consultório: 6 país vive uma epidemia da obesidade. E, se nada
for feito, em dez anos, os brasileiros terão padrão corporal idêntico ao encontrado nos Estados Unidos,
onde o excesso de peso é um sério problema de saúde pública.
[15] As questões ligadas. à obesidade ultrapassam a estética. O acúmulo de gordura no organismo .
aumenta o risco de: doenças como diabetes, hipertensão, câncer de pâncreas, além dos danos ao
sistema cardiovascular e às articulações. As mulheres desenvolvem ovário policístico com mais
facilidade e estão mais propensas a ter câncer de mama e do endométrio.
Já os homens tornam-se suscetíveis ao câncer de próstata. Também são alvos fáceis do
[20] acúmulo de gordura visceral, o tipo mais prejudicial ao corpo e responsável pela formação da barriga
proeminente. O excesso de peso pode trazer ainda prejuízos para as esferas pessoal e profissional,
pois essas pessoas são mais propensas a depressão e à ansiedade.
Emagrecer é a melhor opção. No entanto, eliminar tanto peso e se manter magro é tão difícil
“ quanto abandonar qualquer outro vício. Um caminho 5 a mudança dos hábitos alimentares, com
[25] refeições ricas em frutas, verduras, legumes e pobres em gorduras e açucares, somada à prática-
regular de atividade física. Os médicos também lançam mão de medicamentos, desde controladores
de apetite até os que reduzem a absorção de gordura pelo organismo, mas, para que sejam eficazes,
essas substâncias devem ser usadas por um período extenso. A obesidade é considerada doença
crônica e, como tal, demanda tratamento de longo prazo e com controle médico por toda à vida. Outra
[30] opção é a cirurgia bariátrica, em especial para aqueles com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de
35 e outras doenças associadas à obesidade e para os que têm IMC acima de 40 e não conseguem
emagrecer com outros tratamentos.
A melhor solução, porém, é iniciar a lição de casa contra a obesidade desde cedo, investindo na
educação infantil. O sobrepeso já atinge 30% das crianças entre 5 e 9 anos no Brasil. E muitas já
[35] apresentam colesterol ou níveis de açúcar no sangue alterados. Ensinar essa geração a ter refeições
nutritivas e se exercitar é o caminho para mudar de vez essa história de excesso de peso.
(Adaptação da Página Einstein, publicada na Revista Veja, Ed. Abril, edição 2211, ano 44, Nº 14, p.45 de 06/04/2011) Disponível em http://www.veja.com Acesso em: 31/08/2011.
TEXTO
Uso exagerado da televisão contribui para obesidade
Mais uma pesquisa, desta vez mexicana, tem resultados que mostram os problemas entre
televisão e hábitos de alimentação em crianças. Em artigo publicado na Revista Chilena de Nutrição,
os pesquisadores Arturo Moreno e Luis Toro Zapata, da Escola de Ciências da Comunicação da
Universidade Autônoma de São Luís Potosi (México) — afirmam que “usos exagerados de TV estão
[5] relacionados com um grande consumo de gorduras e açúcares e maior consumo de fast foods".
A pesquisa abordou a TV como mediadora do fenômeno da obesidade e, conforme a introdução
do trabalho, os dados foram obtidos em São Luís Potosi, no México. A investigação foi realizada tendo
como objetos 'de estudo crianças entre 6 e 13 anos de Idade, que estudavam em escolas primárias na
região urbana da cidade, provenientes de famílias incluídas na classe média. Os autores afirmam que
[10] foram utilizadas, entre outras ferramentas de pesquisa, discussões em grupo e entrevistas individuais.
A metodologia teve por finalidade obter resultados qualitativos — quanto à natureza das informações
recebidas — e quantitativos — quanto a quantidade das informações que se tornariam disponíveis para
o desenvolvimento da tese.
Os autores concluíram que “as crianças são capturadas por imagens e discursos televisivos, os
[15] quais são diariamente reproduzidos em seu ambiente social”, e, portanto, seriam "muito suscetíveis ao
bombardeio sistemático das imagens dos programas e dos comerciais”, o que promove uma prática
consumista na escolha e utilização de alimentos, promovendo exatamente a eleição do uso de
açúcares, fast foods e gorduras.
Para os pesquisadores, “A obesidade se associa à equação criança/ televisão/ consumo/
[20] obesidade”, e “a pesquisa contribui para os esforços da comunidade médica no tratamento da doença,
destacando e visualizando as relações entre a moléstia e o ato de assistir à televisão”. Eles afirmam
que “a pesquisa comprovou que a ciência social e a comunicação podem tratar de problemas de saúde
pública, os quais anteriormente eram estudados e atacados de maneira unidisciplinar. Ambas as
ciências podem chegar a resultados pouco conhecidos, e, por isso, essa investigação descobriu
[25] cientificamente que a televisão atual é uma fonte de poder que interfere de maneira ideológica no
consumo alimentício e nos hábitos das crianças”.
(Adaptação do texto de Edinilson Takara, leitor e colaborador do EcoDebate.) Publicado em EcoDebate de 18/08/2009 Disponivel em http:/www.ecodebate.com.br Acesso em: 31/08/11. Matéria da Agência Notisa, nó JB online.
A respeito do uso do presente do modo indicativo nos textos, pode-se afirmar, EXCETO:
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