Questões de EFAF Educação Física
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Questão 26 10610553
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2013TEXTO

Jogadora Marta conta como foi difícil entrar para o futebol; leia a entrevista.
Marta Vieira da Silva, 27. É mais conhecida pelo primeiro nome e pelos apelidos “Pelé de saias” ou
“Rainha do Futebol”. Eleita por cinco anos seguidos como a melhor jogadora de futebol do mundo
pela FIFA, entre 2006 e 2011, Marta também já conquistou medalha de ouro nos Jogos Pan
Americanos de 2003 a 2007, com a seleção brasileira de Futebol.
[5] Em entrevista por e-mail à "Folhinha", a atleta falou sobre as dificuldades enfrentadas pelas meninas
que decidem jogar futebol, a diferença do tratamento das atletas no Brasil e nos outros países e
lembrou de sua infância na cidade de Dois Riachos, Alagoas, quando jogava bola com os primos e
amigos na rua. Leia abaixo:
“Folhinha" - Quando e como você começou a se interessar por futebol? Como decidiu jogar
[10] profissionalmente?
Marta- Comecei a me interessar por futebol com uns sete a oito anos, brincando. Tenho uma família
muito grande e todos os meus primos e amigos de infância jogavam bola na rua. Quando eu percebi
que levava jeito, decidi que o futebol seria a minha profissão.
Você sofreu preconceito de familiares ou amigos pela sua escolha profissional?
[15] Sim, muito. Sou de Dois Riachos, uma cidade muito pequena do interior de Alagoas. As pessoas na
época não viam com bons olhos uma menina jogando bola no meio de um monte de garotos, e a
minha família pensava da mesma forma.
Quais são as dificuldades que uma menina enfrenta quando decide ser jogadora de futebol?
Ainda acho que é o preconceito, que hoje é menor, mas ainda existe, e a falta de opção de
[20] escolinhas de futebol.
Você nota alguma diferença no tratamento dado às mulheres que jogam futebol nos Estados
Unidos e nos países da Europa, por exemplo, em relação ao tratamento dado a elas no
Brasil?
Na Europa e nos Estados Unidos, onde joguei e ainda jogo, a diferença no tratamento das atletas é
[25] muito grande, a começar pela forma de encarar O futebol feminino como uma modalidade
profissional. No Brasil, essa modalidade ainda é vista como amadora. Na Europa, muitas atletas
vivem do futebol e são seguidas por milhares de fãs mirins e adultos. Os campeonatos nacionais e
internacionais já existem há bastante tempo. A Liga Sueca Feminina, por exemplo, existe desde
1988. As brasileiras continuam lutando pela criação de uma liga feminina.
[30] Na sua opinião, qual o maior obstáculo para o ingresso das meninas nos times de futebol: a
cultura do esporte como uma atividade masculina ou a falta de apoio para as aspirantes a
jogadoras?
Uma coisa leva a outra. Acho que o preconceito que ainda existe, por menor que seja, e o fato de
muitos ainda pensarem que é um esporte voltado ao mundo masculino, faz com que a dificuldade
[35] cresça de uma forma geral, com falta de apoio, patrocínios e interesse no futebol feminino.
Não são raros os casos de meninos que são contratados ainda adolescentes para jogar em
grandes clubes da Europa. Isso acontece também com as jogadoras? Existe um interesse
dos clubes estrangeiros pelas jovens atletas brasileiras?
Acho que interesse por parte dos clubes femininos existe sim, mas é muito complicado, pois os
[40] custos são altos e o nível financeiro de uma equipe feminina não é o mesmo de uma equipe
masculina. Portanto, é muito difícil fazer esse tipo de investimento no futebol feminino logo cedo.
(http:/Avww.folha.uol.com.br/folhinha/2013/06/1302974-jogadora-marta-conta-como-foi-dificil-entrar-para-o-futebol-leia-entrevista.shtml - Acesso em 23/09/201 3)
No texto, o vocábulo que, no trecho "Em entrevista por e-mail à “Folhinha", a atleta falou sobre as dificuldades enfrentadas pelas meninas que decidem jogar futebol...” (linhas 5 e 6), refere-se à palavra:
Questão 25 10610550
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2013O texto abaixo faz parte de uma sequência de crônicas de Rubem Braga.
TEXTO
As Teixeiras e o futebol
Com os Andradas tínhamos feito uma espécie de pacto; a gente não jogava bola na rua
defronte da casa deles, mas um pouco para cima, onde havia um muro que dava para o quintal da
casa; em compensação, eles deixavam a gente pular o muro e apanhar a bola quando ela caía lá.
Mas o muro não era bastante comprido, e assim o nosso campo abrangia, como eu ia dizendo,
[5] algumas janelas das Teixeiras. As quais, eu também já disse, não apreciavam o futebol.
Quando a gritaria na rua era maior, uma das Teixeiras costumava nos passar um pito da
janela, mandando a gente embora. O jogo parava um instante, ficávamos quietos, de cara no chão —
e logo que ela saía da janela a peleja continuava. Às vezes aquela ou outra Teixeira voltava a gritar
conosco — começavam por nos chamar de “meninos desobedientes” e acabavam nos chamando de
[10] “moleques”, o que nos ofendia muito (“Moleque é a senhora!” — gritou Chico uma vez), mas de modo
algum nos impedia de finalizar a pugna.
Uma das Teixeiras era mais cordial, chamava um de nós pelo nome, dizia que éramos uns
meninos inteligentes, filhos de gente boa, portanto poderíamos compreender que a bola poderia
quebrar uma vidraça. “Não quebra não senhora! Não quebra não senhora!” — gritávamos com
[15] absoluta convicção, e tratávamos de tocar o jogo para a frente para não ouvir novas observações.
Um dia ela nos propôs jogar mais para baixo, então o Juquinha foi genial: “Não, senhora, lá
nós não podemos porque tem a Dona Constança doente”, desculpa notável e prova de bom coração
do nosso time.
“Então por que vocês não jogam mais para cima?” — propôs ela com certa astúcia, e falando
[20] um pouco baixo, como se temesse que os vizinhos de cima ouvissem. “Ah, não, lá o campo não
presta!”, argumento, aliás sincero, de ordem técnica, e portanto irrespondível.
“Eu vou falar com papai! Quando ele chegar vocês vão ver — gritou certa vez uma das
Teixeiras mais antipáticas. Pois naquele momento o coronel de bigodes brancos ia chegando, o jogo
parou, ele perguntou à filha o que era, ela disse “esses meninos fazendo algazarra aí, é um inferno,
[25] qualquer hora quebram uma vidraça” — mas o velho ouviu calado e entrou calado, sem sequer nos
olhar, nem dar qualquer importância ao fato. Sentimos que o velho, sim, era uma pessoa realmente
importante e um homem direito, e superior, e continuamos a nossa partida.
As queixas que algumas Teixeiras faziam em nossa casa eram muito bem recebidas por
mamãe, que lhes dava toda razão — “esses meninos estão mesmo impossíveis” —, e uma ou duas
[30] vezes nos transmitiu essas queixas sem convicção. De outra feita, como a conversa lã em casa
versasse sobre as Teixeiras, ouvimo-la dizer que fulana e sicrana (duas das irmãs) eram muito
boazinhas, muito simpáticas, mas beltrana, coitada, era tão enjoada, tão antipática, “ainda ontem
esteve aqui fazendo queixas de meus filhos”.
Mamãe era a favor de nosso time; mamãe, no fundo, e papai também (hoje, que o time e eles
[35] dois morreram, esta súbita certeza, ao meditar no distante passado, tem um poder absurdo,
inesperado de me comover, até sentir um ardor de lágrimas nos olhos) — eles sempre foram a favor
do nosso time!
E nosso caso com as Teixeiras foi se agravando, como se verá.
Abril, 1953.
(BRAGA, Rubem. 200 Crônicas Escolhidas. 21 ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 2004.)
Pugna: luta; combate (futebol).
Leia o fragmento: “Não, senhora, lá nós não podemos porque tem a Dona Constança doente” (linhas 16 e 17), texto.
Das alternativas abaixo, assinale aquela que expressa a ideia do termo sublinhado.
Questão 24 10610543
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2013O texto abaixo faz parte de uma sequência de crônicas de Rubem Braga.
TEXTO
As Teixeiras e o futebol
Com os Andradas tínhamos feito uma espécie de pacto; a gente não jogava bola na rua
defronte da casa deles, mas um pouco para cima, onde havia um muro que dava para o quintal da
casa; em compensação, eles deixavam a gente pular o muro e apanhar a bola quando ela caía lá.
Mas o muro não era bastante comprido, e assim o nosso campo abrangia, como eu ia dizendo,
[5] algumas janelas das Teixeiras. As quais, eu também já disse, não apreciavam o futebol.
Quando a gritaria na rua era maior, uma das Teixeiras costumava nos passar um pito da
janela, mandando a gente embora. O jogo parava um instante, ficávamos quietos, de cara no chão —
e logo que ela saía da janela a peleja continuava. Às vezes aquela ou outra Teixeira voltava a gritar
conosco — começavam por nos chamar de “meninos desobedientes” e acabavam nos chamando de
[10] “moleques”, o que nos ofendia muito (“Moleque é a senhora!” — gritou Chico uma vez), mas de modo
algum nos impedia de finalizar a pugna.
Uma das Teixeiras era mais cordial, chamava um de nós pelo nome, dizia que éramos uns
meninos inteligentes, filhos de gente boa, portanto poderíamos compreender que a bola poderia
quebrar uma vidraça. “Não quebra não senhora! Não quebra não senhora!” — gritávamos com
[15] absoluta convicção, e tratávamos de tocar o jogo para a frente para não ouvir novas observações.
Um dia ela nos propôs jogar mais para baixo, então o Juquinha foi genial: “Não, senhora, lá
nós não podemos porque tem a Dona Constança doente”, desculpa notável e prova de bom coração
do nosso time.
“Então por que vocês não jogam mais para cima?” — propôs ela com certa astúcia, e falando
[20] um pouco baixo, como se temesse que os vizinhos de cima ouvissem. “Ah, não, lá o campo não
presta!”, argumento, aliás sincero, de ordem técnica, e portanto irrespondível.
“Eu vou falar com papai! Quando ele chegar vocês vão ver — gritou certa vez uma das
Teixeiras mais antipáticas. Pois naquele momento o coronel de bigodes brancos ia chegando, o jogo
parou, ele perguntou à filha o que era, ela disse “esses meninos fazendo algazarra aí, é um inferno,
[25] qualquer hora quebram uma vidraça” — mas o velho ouviu calado e entrou calado, sem sequer nos
olhar, nem dar qualquer importância ao fato. Sentimos que o velho, sim, era uma pessoa realmente
importante e um homem direito, e superior, e continuamos a nossa partida.
As queixas que algumas Teixeiras faziam em nossa casa eram muito bem recebidas por
mamãe, que lhes dava toda razão — “esses meninos estão mesmo impossíveis” —, e uma ou duas
[30] vezes nos transmitiu essas queixas sem convicção. De outra feita, como a conversa lã em casa
versasse sobre as Teixeiras, ouvimo-la dizer que fulana e sicrana (duas das irmãs) eram muito
boazinhas, muito simpáticas, mas beltrana, coitada, era tão enjoada, tão antipática, “ainda ontem
esteve aqui fazendo queixas de meus filhos”.
Mamãe era a favor de nosso time; mamãe, no fundo, e papai também (hoje, que o time e eles
[35] dois morreram, esta súbita certeza, ao meditar no distante passado, tem um poder absurdo,
inesperado de me comover, até sentir um ardor de lágrimas nos olhos) — eles sempre foram a favor
do nosso time!
E nosso caso com as Teixeiras foi se agravando, como se verá.
Abril, 1953.
(BRAGA, Rubem. 200 Crônicas Escolhidas. 21 ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 2004.)
Pugna: luta; combate (futebol).
Na frase “ouvimo-la dizer que fulana e sicrana (duas das irmãs) eram muito boazinhas” (linhas 31 e 32), texto, os termos sublinhados correspondem à seguinte classe de palavras:
Questão 23 10610532
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2013O texto abaixo faz parte de uma sequência de crônicas de Rubem Braga.
TEXTO
As Teixeiras e o futebol
Com os Andradas tínhamos feito uma espécie de pacto; a gente não jogava bola na rua
defronte da casa deles, mas um pouco para cima, onde havia um muro que dava para o quintal da
casa; em compensação, eles deixavam a gente pular o muro e apanhar a bola quando ela caía lá.
Mas o muro não era bastante comprido, e assim o nosso campo abrangia, como eu ia dizendo,
[5] algumas janelas das Teixeiras. As quais, eu também já disse, não apreciavam o futebol.
Quando a gritaria na rua era maior, uma das Teixeiras costumava nos passar um pito da
janela, mandando a gente embora. O jogo parava um instante, ficávamos quietos, de cara no chão —
e logo que ela saía da janela a peleja continuava. Às vezes aquela ou outra Teixeira voltava a gritar
conosco — começavam por nos chamar de “meninos desobedientes” e acabavam nos chamando de
[10] “moleques”, o que nos ofendia muito (“Moleque é a senhora!” — gritou Chico uma vez), mas de modo
algum nos impedia de finalizar a pugna.
Uma das Teixeiras era mais cordial, chamava um de nós pelo nome, dizia que éramos uns
meninos inteligentes, filhos de gente boa, portanto poderíamos compreender que a bola poderia
quebrar uma vidraça. “Não quebra não senhora! Não quebra não senhora!” — gritávamos com
[15] absoluta convicção, e tratávamos de tocar o jogo para a frente para não ouvir novas observações.
Um dia ela nos propôs jogar mais para baixo, então o Juquinha foi genial: “Não, senhora, lá
nós não podemos porque tem a Dona Constança doente”, desculpa notável e prova de bom coração
do nosso time.
“Então por que vocês não jogam mais para cima?” — propôs ela com certa astúcia, e falando
[20] um pouco baixo, como se temesse que os vizinhos de cima ouvissem. “Ah, não, lá o campo não
presta!”, argumento, aliás sincero, de ordem técnica, e portanto irrespondível.
“Eu vou falar com papai! Quando ele chegar vocês vão ver — gritou certa vez uma das
Teixeiras mais antipáticas. Pois naquele momento o coronel de bigodes brancos ia chegando, o jogo
parou, ele perguntou à filha o que era, ela disse “esses meninos fazendo algazarra aí, é um inferno,
[25] qualquer hora quebram uma vidraça” — mas o velho ouviu calado e entrou calado, sem sequer nos
olhar, nem dar qualquer importância ao fato. Sentimos que o velho, sim, era uma pessoa realmente
importante e um homem direito, e superior, e continuamos a nossa partida.
As queixas que algumas Teixeiras faziam em nossa casa eram muito bem recebidas por
mamãe, que lhes dava toda razão — “esses meninos estão mesmo impossíveis” —, e uma ou duas
[30] vezes nos transmitiu essas queixas sem convicção. De outra feita, como a conversa lã em casa
versasse sobre as Teixeiras, ouvimo-la dizer que fulana e sicrana (duas das irmãs) eram muito
boazinhas, muito simpáticas, mas beltrana, coitada, era tão enjoada, tão antipática, “ainda ontem
esteve aqui fazendo queixas de meus filhos”.
Mamãe era a favor de nosso time; mamãe, no fundo, e papai também (hoje, que o time e eles
[35] dois morreram, esta súbita certeza, ao meditar no distante passado, tem um poder absurdo,
inesperado de me comover, até sentir um ardor de lágrimas nos olhos) — eles sempre foram a favor
do nosso time!
E nosso caso com as Teixeiras foi se agravando, como se verá.
Abril, 1953.
(BRAGA, Rubem. 200 Crônicas Escolhidas. 21 ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 2004.)
Pugna: luta; combate (futebol).
O texto, As Teixeiras e o futebol, é narrado:
Questão 22 10610527
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2013O texto abaixo faz parte de uma sequência de crônicas de Rubem Braga.
TEXTO
As Teixeiras e o futebol
Com os Andradas tínhamos feito uma espécie de pacto; a gente não jogava bola na rua
defronte da casa deles, mas um pouco para cima, onde havia um muro que dava para o quintal da
casa; em compensação, eles deixavam a gente pular o muro e apanhar a bola quando ela caía lá.
Mas o muro não era bastante comprido, e assim o nosso campo abrangia, como eu ia dizendo,
[5] algumas janelas das Teixeiras. As quais, eu também já disse, não apreciavam o futebol.
Quando a gritaria na rua era maior, uma das Teixeiras costumava nos passar um pito da
janela, mandando a gente embora. O jogo parava um instante, ficávamos quietos, de cara no chão —
e logo que ela saía da janela a peleja continuava. Às vezes aquela ou outra Teixeira voltava a gritar
conosco — começavam por nos chamar de “meninos desobedientes” e acabavam nos chamando de
[10] “moleques”, o que nos ofendia muito (“Moleque é a senhora!” — gritou Chico uma vez), mas de modo
algum nos impedia de finalizar a pugna.
Uma das Teixeiras era mais cordial, chamava um de nós pelo nome, dizia que éramos uns
meninos inteligentes, filhos de gente boa, portanto poderíamos compreender que a bola poderia
quebrar uma vidraça. “Não quebra não senhora! Não quebra não senhora!” — gritávamos com
[15] absoluta convicção, e tratávamos de tocar o jogo para a frente para não ouvir novas observações.
Um dia ela nos propôs jogar mais para baixo, então o Juquinha foi genial: “Não, senhora, lá
nós não podemos porque tem a Dona Constança doente”, desculpa notável e prova de bom coração
do nosso time.
“Então por que vocês não jogam mais para cima?” — propôs ela com certa astúcia, e falando
[20] um pouco baixo, como se temesse que os vizinhos de cima ouvissem. “Ah, não, lá o campo não
presta!”, argumento, aliás sincero, de ordem técnica, e portanto irrespondível.
“Eu vou falar com papai! Quando ele chegar vocês vão ver — gritou certa vez uma das
Teixeiras mais antipáticas. Pois naquele momento o coronel de bigodes brancos ia chegando, o jogo
parou, ele perguntou à filha o que era, ela disse “esses meninos fazendo algazarra aí, é um inferno,
[25] qualquer hora quebram uma vidraça” — mas o velho ouviu calado e entrou calado, sem sequer nos
olhar, nem dar qualquer importância ao fato. Sentimos que o velho, sim, era uma pessoa realmente
importante e um homem direito, e superior, e continuamos a nossa partida.
As queixas que algumas Teixeiras faziam em nossa casa eram muito bem recebidas por
mamãe, que lhes dava toda razão — “esses meninos estão mesmo impossíveis” —, e uma ou duas
[30] vezes nos transmitiu essas queixas sem convicção. De outra feita, como a conversa lã em casa
versasse sobre as Teixeiras, ouvimo-la dizer que fulana e sicrana (duas das irmãs) eram muito
boazinhas, muito simpáticas, mas beltrana, coitada, era tão enjoada, tão antipática, “ainda ontem
esteve aqui fazendo queixas de meus filhos”.
Mamãe era a favor de nosso time; mamãe, no fundo, e papai também (hoje, que o time e eles
[35] dois morreram, esta súbita certeza, ao meditar no distante passado, tem um poder absurdo,
inesperado de me comover, até sentir um ardor de lágrimas nos olhos) — eles sempre foram a favor
do nosso time!
E nosso caso com as Teixeiras foi se agravando, como se verá.
Abril, 1953.
(BRAGA, Rubem. 200 Crônicas Escolhidas. 21 ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 2004.)
Pugna: luta; combate (futebol).
O trecho do texto “esta súbita certeza, ao meditar no distante passado, tem um poder absurdo, inesperado de me comover” (linhas 35 e 36) corresponde:
Questão 12 10604465
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2013O QUE COMEM OS ATLETAS

Fonte: Revista Superinteressante, agosto de 2012.
Observando o total de calorias ingeridas pelos atletas, assinale a alternativa correta:
06
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