Questões de Conhecimentos Gerais
672 Questões
Questão 11 16051601
AOCP CAIXA-RS - Técnico Administração 2010Lixo na rua, lixo na mente
A situação no país só não é ainda mais grave
graças aos catadores
Desde o último domingo a cidade de São Paulo está mandando para aterros em outros municípios as 13 mil toneladas diárias de lixo domiciliar e comercial que produz, pois se esgotou a capacidade de seu último aterro em funcionamento e ainda não está licenciada a área adicional de 435 mil metros quadrados para onde se pretende expandir o São João (Estado, 2/10).
Mais de uma vez já foram mencionados neste espaço maus exemplos que o autor destas linhas documentou em Nova York (EUA) e Toronto (Canadá). Na primeira, deixou-se esgotar o aterro para onde iam 12 mil toneladas diárias de resíduos. E a solução foi transportá-las diariamente em caminhões para mais de 500 quilômetros de distância, no Estado da Virginia, e depositá-las num aterro privado, ao custo de US$ 720 mil por dia (US$ 30 por tonelada para o transporte, outro tanto para pagar o aterro). Em Toronto também se esgotou o aterro para onde iam 3 mil toneladas diárias. E se teve de implantar um comboio ferroviário para levá-las a 800 quilômetros de distância. São apenas dois de muitos exemplos. No Brasil mesmo, Belo Horizonte já está mandando lixo para dezenas de quilômetros de distância. O Rio de Janeiro tem de exportá-lo para a Baixada Fluminense. Curitiba esgotou o seu aterro, como muitas outras capitais.
Mas há boas notícias também. Uma delas foi anunciada pelo próprio ministro do Meio Ambiente: vai criar um programa de remuneração para os catadores de lixo no Brasil, que já são cerca de 1 milhão. É graças aos catadores que não temos uma situação ainda mais grave no País, já que são eles que encaminham para a reciclagem em empresas (em usinas públicas a porcentagem é insignificante) cerca de um terço do papel e papelão descartado, uns 20% do vidro, talvez outro tanto de plásticos e a quase totalidade das latas de bebidas.
Mas há boas notícias também. Uma delas foi anunciada pelo próprio ministro do Meio Ambiente: vai criar um programa de remuneração para os catadores de lixo no Brasil, que já são cerca de 1 milhão. É graças aos catadores que não temos uma situação ainda mais grave no País, já que são eles que encaminham para a reciclagem em empresas (em usinas públicas a porcentagem é insignificante) cerca de um terço do papel e papelão descartado, uns 20% do vidro, talvez outro tanto de plásticos e a quase totalidade das latas de bebidas.
Mas é preciso avançar mais: implantar coleta seletiva em toda parte, encarregar cooperativas de reciclagem de recolher os resíduos já separados, construir usinas de triagem operadas e administradas por elas, onde se pode reciclar cerca de 80% do lixo recolhido - transformando todo o lixo orgânico em composto para uso na jardinagem, contenção de encostas, etc.; todo o papel e papelão, em telhas revestidas de betume, capazes de substituir as de amianto com muitas vantagens; transformando todo o plástico PVC em pellets (para serem utilizados como matéria-prima) ou em mangueiras pretas; moendo o vidro e vendendo-o a recicladoras, assim como latas de alumínio e outros metais. Por esses caminhos se consegue reduzir para 20% o lixo destinado ao aterro. Gerando trabalho e renda para um contingente hoje sem nenhuma proteção.
Outra boa notícia (Estado, 2/10) é a de que a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e a Cetesb concluíram a vistoria dos últimos 48 lixões em território paulista. Para 18 deles já há soluções apresentadas pelas prefeituras. Outros 22 apresentarão suas soluções ainda este mês e 7 já estão em processo de interdição; 13 lixões foram fechados nos últimos dois anos. É uma contribuição importante, já que quase metade do lixo domiciliar e comercial no País continua indo para lixões a céu aberto.
Não será fácil equacionar a questão. Segundo estudo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), implantar um aterro capaz de receber 2 mil toneladas diárias de resíduos custa em média R$ 525,8 milhões; de médio porte, para 800 toneladas/dia, R$ 236,5 milhões; e de pequeno porte, para 100 toneladas/dia, R$ 52,4 milhões (Estado, 7/9). Quantas prefeituras têm capacidade financeira para esse investimento, lembrando que a produção média de lixo por pessoa no País já está acima de um quilo por dia? Não por acaso, o mercado da limpeza urbana, segundo estudo da Unesp, está em R$ 17 bilhões anuais. Mas não bastasse tanto lixo, ainda importamos desde janeiro de 2008 mais de 220 mil toneladas de lixo, pagando R$ 257,9 milhões, para ser reciclado e reutilizado em vários setores industriais (Estado, 26/7).
E há outros problemas. Diz, por exemplo, o noticiário deste jornal (16/8) que a Cetesb identificou 19 áreas contaminadas por lixo tóxico só no Bairro da Mooca, que ocupam 300 mil metros quadrados - herança de seu passado industrial. Será preciso descontaminar essas áreas, com altos custos. E encontrar depósitos para o lixo perigoso.
Talvez num deles se possa depositar também o altamente perigoso lixo político que está invadindo nossa vida pública e poderá ter consequências funestas. Pode-se começar lembrando as declarações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, segundo quem "forças demoníacas" têm criado obstáculos ao licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (Estado, 30/9). A referência era a ONGs, como o Conselho Indigenista Missionário, e vários outros movimentos sociais, além do Ministério Público Federal, que criticam o projeto. Mas atinge também estudos de universidades que têm demonstrado a precariedade das avaliações sobre consequências ambientais, sociais, políticas e econômicas daquela usina e pedido novos estudos, inclusive sobre o custo da implantação, ora estimado em R$ 9 bilhões, ora em R$ 30 bilhões. Sem argumentos, o ministro prefere demonizar os críticos - um caminho perigoso, porque o passo seguinte seria exorcizá-los, talvez bani-los da vida pública - ou coisa pior.
Na mesma linha, as afirmações do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, de que o ministro do Meio Ambiente é "maconheiro" e "homossexual" e que gostaria de "estuprá-lo em praça pública"(!). E, para completar, o presidente do PSC, Vitor Nósseis (O Popular, 3/10), que, para explicar a migração de políticos para outros partidos, comparou-a a "uma relação entre marido e mulher": "Se o dinheiro sai pela porta, a mulher sai pela janela." Como se pode avançar na política com tanto lixo?
Disponível em http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/washingtonnovaes-residuos-solidos-aterros-brasil-504843.shtml. Acesso em 06 mar 2010.
Assinale a alternativa cuja expressão destacada constitui exemplo de prosopopeia.
Questão 9 16041368
AOCP CAIXA-RS - Técnico Administração 2010Lixo na rua, lixo na mente
A situação no país só não é ainda mais grave
graças aos catadores
Desde o último domingo a cidade de São Paulo está mandando para aterros em outros municípios as 13 mil toneladas diárias de lixo domiciliar e comercial que produz, pois se esgotou a capacidade de seu último aterro em funcionamento e ainda não está licenciada a área adicional de 435 mil metros quadrados para onde se pretende expandir o São João (Estado, 2/10).
Mais de uma vez já foram mencionados neste espaço maus exemplos que o autor destas linhas documentou em Nova York (EUA) e Toronto (Canadá). Na primeira, deixou-se esgotar o aterro para onde iam 12 mil toneladas diárias de resíduos. E a solução foi transportá-las diariamente em caminhões para mais de 500 quilômetros de distância, no Estado da Virginia, e depositá-las num aterro privado, ao custo de US$ 720 mil por dia (US$ 30 por tonelada para o transporte, outro tanto para pagar o aterro). Em Toronto também se esgotou o aterro para onde iam 3 mil toneladas diárias. E se teve de implantar um comboio ferroviário para levá-las a 800 quilômetros de distância. São apenas dois de muitos exemplos. No Brasil mesmo, Belo Horizonte já está mandando lixo para dezenas de quilômetros de distância. O Rio de Janeiro tem de exportá-lo para a Baixada Fluminense. Curitiba esgotou o seu aterro, como muitas outras capitais.
Mas há boas notícias também. Uma delas foi anunciada pelo próprio ministro do Meio Ambiente: vai criar um programa de remuneração para os catadores de lixo no Brasil, que já são cerca de 1 milhão. É graças aos catadores que não temos uma situação ainda mais grave no País, já que são eles que encaminham para a reciclagem em empresas (em usinas públicas a porcentagem é insignificante) cerca de um terço do papel e papelão descartado, uns 20% do vidro, talvez outro tanto de plásticos e a quase totalidade das latas de bebidas.
Mas há boas notícias também. Uma delas foi anunciada pelo próprio ministro do Meio Ambiente: vai criar um programa de remuneração para os catadores de lixo no Brasil, que já são cerca de 1 milhão. É graças aos catadores que não temos uma situação ainda mais grave no País, já que são eles que encaminham para a reciclagem em empresas (em usinas públicas a porcentagem é insignificante) cerca de um terço do papel e papelão descartado, uns 20% do vidro, talvez outro tanto de plásticos e a quase totalidade das latas de bebidas.
Mas é preciso avançar mais: implantar coleta seletiva em toda parte, encarregar cooperativas de reciclagem de recolher os resíduos já separados, construir usinas de triagem operadas e administradas por elas, onde se pode reciclar cerca de 80% do lixo recolhido - transformando todo o lixo orgânico em composto para uso na jardinagem, contenção de encostas, etc.; todo o papel e papelão, em telhas revestidas de betume, capazes de substituir as de amianto com muitas vantagens; transformando todo o plástico PVC em pellets (para serem utilizados como matéria-prima) ou em mangueiras pretas; moendo o vidro e vendendo-o a recicladoras, assim como latas de alumínio e outros metais. Por esses caminhos se consegue reduzir para 20% o lixo destinado ao aterro. Gerando trabalho e renda para um contingente hoje sem nenhuma proteção.
Outra boa notícia (Estado, 2/10) é a de que a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e a Cetesb concluíram a vistoria dos últimos 48 lixões em território paulista. Para 18 deles já há soluções apresentadas pelas prefeituras. Outros 22 apresentarão suas soluções ainda este mês e 7 já estão em processo de interdição; 13 lixões foram fechados nos últimos dois anos. É uma contribuição importante, já que quase metade do lixo domiciliar e comercial no País continua indo para lixões a céu aberto.
Não será fácil equacionar a questão. Segundo estudo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), implantar um aterro capaz de receber 2 mil toneladas diárias de resíduos custa em média R$ 525,8 milhões; de médio porte, para 800 toneladas/dia, R$ 236,5 milhões; e de pequeno porte, para 100 toneladas/dia, R$ 52,4 milhões (Estado, 7/9). Quantas prefeituras têm capacidade financeira para esse investimento, lembrando que a produção média de lixo por pessoa no País já está acima de um quilo por dia? Não por acaso, o mercado da limpeza urbana, segundo estudo da Unesp, está em R$ 17 bilhões anuais. Mas não bastasse tanto lixo, ainda importamos desde janeiro de 2008 mais de 220 mil toneladas de lixo, pagando R$ 257,9 milhões, para ser reciclado e reutilizado em vários setores industriais (Estado, 26/7).
E há outros problemas. Diz, por exemplo, o noticiário deste jornal (16/8) que a Cetesb identificou 19 áreas contaminadas por lixo tóxico só no Bairro da Mooca, que ocupam 300 mil metros quadrados - herança de seu passado industrial. Será preciso descontaminar essas áreas, com altos custos. E encontrar depósitos para o lixo perigoso.
Talvez num deles se possa depositar também o altamente perigoso lixo político que está invadindo nossa vida pública e poderá ter consequências funestas. Pode-se começar lembrando as declarações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, segundo quem "forças demoníacas" têm criado obstáculos ao licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (Estado, 30/9). A referência era a ONGs, como o Conselho Indigenista Missionário, e vários outros movimentos sociais, além do Ministério Público Federal, que criticam o projeto. Mas atinge também estudos de universidades que têm demonstrado a precariedade das avaliações sobre consequências ambientais, sociais, políticas e econômicas daquela usina e pedido novos estudos, inclusive sobre o custo da implantação, ora estimado em R$ 9 bilhões, ora em R$ 30 bilhões. Sem argumentos, o ministro prefere demonizar os críticos - um caminho perigoso, porque o passo seguinte seria exorcizá-los, talvez bani-los da vida pública - ou coisa pior.
Na mesma linha, as afirmações do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, de que o ministro do Meio Ambiente é "maconheiro" e "homossexual" e que gostaria de "estuprá-lo em praça pública"(!). E, para completar, o presidente do PSC, Vitor Nósseis (O Popular, 3/10), que, para explicar a migração de políticos para outros partidos, comparou-a a "uma relação entre marido e mulher": "Se o dinheiro sai pela porta, a mulher sai pela janela." Como se pode avançar na política com tanto lixo?
Disponível em http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/washingtonnovaes-residuos-solidos-aterros-brasil-504843.shtml. Acesso em 06 mar 2010.
Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma locução prepositiva destacada.
Questão 5 16041354
AOCP CAIXA-RS - Técnico Administração 2010Lixo na rua, lixo na mente
A situação no país só não é ainda mais grave
graças aos catadores
Desde o último domingo a cidade de São Paulo está mandando para aterros em outros municípios as 13 mil toneladas diárias de lixo domiciliar e comercial que produz, pois se esgotou a capacidade de seu último aterro em funcionamento e ainda não está licenciada a área adicional de 435 mil metros quadrados para onde se pretende expandir o São João (Estado, 2/10).
Mais de uma vez já foram mencionados neste espaço maus exemplos que o autor destas linhas documentou em Nova York (EUA) e Toronto (Canadá). Na primeira, deixou-se esgotar o aterro para onde iam 12 mil toneladas diárias de resíduos. E a solução foi transportá-las diariamente em caminhões para mais de 500 quilômetros de distância, no Estado da Virginia, e depositá-las num aterro privado, ao custo de US$ 720 mil por dia (US$ 30 por tonelada para o transporte, outro tanto para pagar o aterro). Em Toronto também se esgotou o aterro para onde iam 3 mil toneladas diárias. E se teve de implantar um comboio ferroviário para levá-las a 800 quilômetros de distância. São apenas dois de muitos exemplos. No Brasil mesmo, Belo Horizonte já está mandando lixo para dezenas de quilômetros de distância. O Rio de Janeiro tem de exportá-lo para a Baixada Fluminense. Curitiba esgotou o seu aterro, como muitas outras capitais.
Mas há boas notícias também. Uma delas foi anunciada pelo próprio ministro do Meio Ambiente: vai criar um programa de remuneração para os catadores de lixo no Brasil, que já são cerca de 1 milhão. É graças aos catadores que não temos uma situação ainda mais grave no País, já que são eles que encaminham para a reciclagem em empresas (em usinas públicas a porcentagem é insignificante) cerca de um terço do papel e papelão descartado, uns 20% do vidro, talvez outro tanto de plásticos e a quase totalidade das latas de bebidas.
Mas há boas notícias também. Uma delas foi anunciada pelo próprio ministro do Meio Ambiente: vai criar um programa de remuneração para os catadores de lixo no Brasil, que já são cerca de 1 milhão. É graças aos catadores que não temos uma situação ainda mais grave no País, já que são eles que encaminham para a reciclagem em empresas (em usinas públicas a porcentagem é insignificante) cerca de um terço do papel e papelão descartado, uns 20% do vidro, talvez outro tanto de plásticos e a quase totalidade das latas de bebidas.
Mas é preciso avançar mais: implantar coleta seletiva em toda parte, encarregar cooperativas de reciclagem de recolher os resíduos já separados, construir usinas de triagem operadas e administradas por elas, onde se pode reciclar cerca de 80% do lixo recolhido - transformando todo o lixo orgânico em composto para uso na jardinagem, contenção de encostas, etc.; todo o papel e papelão, em telhas revestidas de betume, capazes de substituir as de amianto com muitas vantagens; transformando todo o plástico PVC em pellets (para serem utilizados como matéria-prima) ou em mangueiras pretas; moendo o vidro e vendendo-o a recicladoras, assim como latas de alumínio e outros metais. Por esses caminhos se consegue reduzir para 20% o lixo destinado ao aterro. Gerando trabalho e renda para um contingente hoje sem nenhuma proteção.
Outra boa notícia (Estado, 2/10) é a de que a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e a Cetesb concluíram a vistoria dos últimos 48 lixões em território paulista. Para 18 deles já há soluções apresentadas pelas prefeituras. Outros 22 apresentarão suas soluções ainda este mês e 7 já estão em processo de interdição; 13 lixões foram fechados nos últimos dois anos. É uma contribuição importante, já que quase metade do lixo domiciliar e comercial no País continua indo para lixões a céu aberto.
Não será fácil equacionar a questão. Segundo estudo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), implantar um aterro capaz de receber 2 mil toneladas diárias de resíduos custa em média R$ 525,8 milhões; de médio porte, para 800 toneladas/dia, R$ 236,5 milhões; e de pequeno porte, para 100 toneladas/dia, R$ 52,4 milhões (Estado, 7/9). Quantas prefeituras têm capacidade financeira para esse investimento, lembrando que a produção média de lixo por pessoa no País já está acima de um quilo por dia? Não por acaso, o mercado da limpeza urbana, segundo estudo da Unesp, está em R$ 17 bilhões anuais. Mas não bastasse tanto lixo, ainda importamos desde janeiro de 2008 mais de 220 mil toneladas de lixo, pagando R$ 257,9 milhões, para ser reciclado e reutilizado em vários setores industriais (Estado, 26/7).
E há outros problemas. Diz, por exemplo, o noticiário deste jornal (16/8) que a Cetesb identificou 19 áreas contaminadas por lixo tóxico só no Bairro da Mooca, que ocupam 300 mil metros quadrados - herança de seu passado industrial. Será preciso descontaminar essas áreas, com altos custos. E encontrar depósitos para o lixo perigoso.
Talvez num deles se possa depositar também o altamente perigoso lixo político que está invadindo nossa vida pública e poderá ter consequências funestas. Pode-se começar lembrando as declarações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, segundo quem "forças demoníacas" têm criado obstáculos ao licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (Estado, 30/9). A referência era a ONGs, como o Conselho Indigenista Missionário, e vários outros movimentos sociais, além do Ministério Público Federal, que criticam o projeto. Mas atinge também estudos de universidades que têm demonstrado a precariedade das avaliações sobre consequências ambientais, sociais, políticas e econômicas daquela usina e pedido novos estudos, inclusive sobre o custo da implantação, ora estimado em R$ 9 bilhões, ora em R$ 30 bilhões. Sem argumentos, o ministro prefere demonizar os críticos - um caminho perigoso, porque o passo seguinte seria exorcizá-los, talvez bani-los da vida pública - ou coisa pior.
Na mesma linha, as afirmações do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, de que o ministro do Meio Ambiente é "maconheiro" e "homossexual" e que gostaria de "estuprá-lo em praça pública"(!). E, para completar, o presidente do PSC, Vitor Nósseis (O Popular, 3/10), que, para explicar a migração de políticos para outros partidos, comparou-a a "uma relação entre marido e mulher": "Se o dinheiro sai pela porta, a mulher sai pela janela." Como se pode avançar na política com tanto lixo?
Disponível em http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/washingtonnovaes-residuos-solidos-aterros-brasil-504843.shtml. Acesso em 06 mar 2010.
“Na mesma linha, as afirmações do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, de que o ministro do Meio Ambiente é ‘maconheiro’ e ‘homossexual’...”
A oração destacada no fragmento é classificada como oração subordinada substantiva
Questão 31 16278172
UEG Conhecimentos Gerais 2026/1Um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, investigou o potencial impacto de modelos de linguagem de larga escala na educação. Os recrutados incluíram estudantes, cientistas e engenheiros de cinco universidades da região de Boston. O estudo contou com 54 participantes, divididos em três grupos de 18 pessoas cada para produzir redações. O Grupo LLM (do inglês, grandes modelos de linguagem) usou o modelo GPT-4o da OpenAI, que funciona no aplicativo ChatGPT. Um segundo grupo usou o Google como ferramenta de busca. O último grupo recorreu apenas ao próprio cérebro, sem auxílio de nenhuma ferramenta externa. Após as sessões de produção de redação, os autores dos textos foram entrevistados. Quando foi avaliado se eles conseguiam citar corretamente qualquer frase da sua própria redação sem olhar para ela, o resultado obtido no estudo foi o seguinte:

KOSMYNA, N.; HAUPTMANN, E.; YUAN, Y.; SITU, J.; LIAO; X.-H.; BERESNITZKY; A.; BRAUNSTEIN, I.; MAES. P. (2025). Your Brain on ChatGPT: Accumulation of Cognitive Debt when Using an AI Assistant for Essay Writing Task. Disponível em: https://doi.org/10.48550/arXiv.2506.08872. Acesso em: 10 ago. 2025. (Adaptado)
De acordo com o gráfico apresentado
Questão 7 16248368
UFSM PSS Prova 1 - Tarde 2025As Diretrizes Nacionais para a Atenção Integral à Saúde de Adolescentes e Jovens na Promoção, Proteção e Recuperação da Saúde, do Ministério da Saúde, de 2010 e ainda em vigor no Brasil, trazem os resultados de um estudo realizado sobre os padrões de consumo de álcool entre adolescentes.
Sabemos que “beber em binge” significa “o beber com maior risco em um curto espaço de tempo”, o que corresponde a 5 doses ou mais para homens e 4 doses ou mais para mulheres, na mesma ocasião.
Leia a figura a seguir, que apresenta os resultados em porcentagens.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção em Saúde. Diretrizes Nacionais para a Atenção Integral à Saúde de Adolescentes e Jovens na Promoção, Proteção e Recuperação da Saúde. 2010. p. 42. Disponível em: . Acesso em: 08 ago. 2024. (Adaptado).
Com relação às informações apresentadas na figura, considere as afirmativas a seguir.
I → Os homens consumiram percentualmente mais que as mulheres, quando não em
II → Há uma diferença significativa no percentual do consumo em binge, se considerado o gênero das pessoas.
III → Dois terços dos adolescentes de ambos os gêneros são abstinentes.
IV → Um quarto das adolescentes mulheres bebeu em binge nos últimos 12 meses.
Está(ão) correta(s)
Questão 3 16140790
IDOMED Medicina (edital 2) 2025/1“BRAIN ROT”: PALAVRA DO ANO DO OXFORD DEFINE NOSSO TEMPO FOCADO NAS TELAS
Termo chama a atenção para a exaustão mental que define a vida moderna focada no digital, do trabalho ao lazer
A Oxford University Press anunciou sua palavra do ano nesta semana: “brain rot”, que, em tradução literal, significa apodrecimento cerebral. O termo encapsula a exaustão mental que define a vida moderna focada nas telas. As pessoas passam o dia todo conectadas ao computador ou ao celular no trabalho, apenas para chegar em casa e, mais uma vez, buscar entretenimento diante de uma tela. “Brain rot”, que alguns escrevem como “brainrot” ou “brain-rot”, refere-se ao declínio das capacidades mentais ou intelectuais de uma pessoa devido ao tempo excessivo de consumo de conteúdos, especialmente online, o que começa a ser provado por cientistas em todo o mundo.
A Oxford University Press e outros editores de dicionários tradicionalmente escolhem, no final do ano, uma palavra que captura o espírito dos últimos 12 meses. “Brain rot” levou a coroa de Oxford em 2024 após uma votação pública em que mais de 37 mil pessoas nomearam o termo como sua escolha principal. A expressão ganhou popularidade nas redes sociais para descrever o impacto de atividades repetitivas, seja rolando infinitamente o “feed” do TikTok, assistindo vídeos curtos e sem contexto, ou se perdendo em notícias sensacionalistas.
Além de considerar o número de votos, a Oxford também analisou dados linguísticos. “Nossos especialistas perceberam que ‘brain rot’ ganhou um novo significado este ano como um termo utilizado para capturar preocupações sobre o impacto do consumo excessivo de conteúdo “on-line” de baixa qualidade, especialmente nas redes sociais”, disse a Oxford University Press ao compartilhar sua palavra do ano de 2024. Segundo a organização, o uso do termo aumentou 230% entre 2023 e 2024.
Diversos estudos reforçam que o uso de plataformas como Instagram e TikTok pode levar à ansiedade, depressão e baixa autoestima. Crianças, adolescentes e até mesmo adultos são envergonhados “on-line” e comparam suas vidas com as narrativas criadas e editadas por outros. “Quando passamos horas navegando e rolando, consumimos enormes quantidades de dados sem sentido, notícias negativas e fotos perfeitamente retocadas de amigos e celebridades que nos fazem sentir inadequados”, escreveu o centro de tratamento de saúde mental e dependência Newport Institute em uma descrição de “brain rot” no início deste ano.
Tentar absorver e lidar com grandes quantidades de conteúdo “cria fadiga mental”, afirmou o instituto. “Isso pode levar a uma queda na motivação, foco, produtividade e energia ao longo do tempo, especialmente entre os jovens.” Com a ascensão do trabalho remoto e a dependência de ferramentas digitais, nossas vidas profissionais tornaram-se ainda mais conectadas às telas. “E-mails” intermináveis, videoconferências e notificações constantes criam uma sensação de cansaço permanente, como se estivéssemos vivendo em um estado de hiperatividade mental, mas com pouca profundidade. Esse excesso de estímulos contribui para a sensação de desgaste descrita pela expressão.
Além disso, a necessidade de estar “sempre disponível” “online” exacerba esse efeito, dificultando a desconexão e aumentando os níveis de estresse e ansiedade. A fadiga de telas no trabalho, condição causada por esse uso prolongado de dispositivos digitais, está associada a uma série de sintomas físicos, mentais e emocionais que podem impactar a produtividade e o bem-estar dos profissionais. O resultado? Uma redução na eficiência e no engajamento dos trabalhadores, além de maiores riscos de erros e insatisfação, o que pode aumentar o “turnover”.
Embora “brain rot” tenha se tornado sinônimo da cultura digital, a expressão tem suas origens no século XIX, muito antes dos vídeos de gatos e as tendências do TikTok se tornarem um hábito no entretenimento “on-line”. Henry David Thoreau foi o primeiro a registrar a frase em seu clássico livro de 1854, “Walden”, uma reflexão sobre a experiência do autor ao viver de forma simples na natureza. No livro, Thoreau observou que a sociedade tende a se inclinar por ideias simples em vez daquelas que exigem mais envolvimento mental: “Enquanto a Inglaterra tenta curar a podridão da batata, ninguém tenta curar a podridão do cérebro — que prevalece muito mais amplamente e fatalmente?”
Enquanto Thoreau usou “brain rot” para criticar a sociedade, os usuários da internet costumam usar o termo de forma bem-humorada e autodepreciativa para descrever a estagnação mental resultante do excesso digital. Ainda assim, a popularidade do termo gerou discussões sérias sobre os efeitos cognitivos e de saúde mental da rolagem sem fim nas redes sociais — e, cada vez mais, da IA gerativa — especialmente entre os jovens. Países e escolas estão intensificando as proibições de celulares como forma de reduzir distrações na sala de aula e, esperançosamente, combater alguns dos supostos efeitos psicológicos adversos do tempo excessivo nas redes sociais.
O reconhecimento de “brain rot” como um reflexo de nossa era digital é também um chamado para repensar nossa relação com a tecnologia.
Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-40142004000100006. Acesso em: 19 dez. 2024. (Adaptado).
Caracteriza-se como um parágrafo predominantemente descritivo o:
06
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