Questões de Física
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Questão 33 100067
EBMSP Medicina 2013/1Nossa capacidade visual depende primordialmente do cristalino, uma espécie de lente dos nossos olhos. Essa estrutura tem suas limitações. Nas melhores condições, não podemos enxergar, a olho nu, nada menor do que dois décimos de milímetros, o que equivale a 200 micrômetros. Para observar objetos nessa escala micrométrica, temos que fazer uso de microscópios, desde os mais simples, como os utilizados em laboratórios escolares, até os mais sofisticados microscópios eletrônicos. Todos esses microscópios usam algum tipo de sistema de lentes para convergir luz visível (lentes ópticas) ou feixes de elétrons (lentes magnéticas) e formar uma imagem em um plano focal perceptível a olho nu.
(SANTOS, 2012)
Em 1982, foi apresentado um modelo de microscópio sem lente. O equipamento passou a ser conhecido como microscópio de tunelamento com varredura — STM, porque se baseia no efeito túnel, propriedade que permite que o elétron atravesse um material.

A figura representa o esquema básico do princípio de funcionamento de um microscópio, que alicerçou o desenvolvimento de outros dispositivos com grande variedade de possibilidade de interação com o mundo nanométrico.
Sobre o funcionamento desse dispositivo, com base nos conhecimentos de Física, é correto afirmar:
Questão 29 100063
EBMSP Medicina 2013/1Um novo tipo de circuito eletrônico que se dissolve em contato com líquidos, após cumprir sua função, acaba de ser desenvolvido por uma equipe internacional de cientistas. O circuito eletrônico biodegradável é um chip que apresenta componentes que se dissolvem em água ou em fluidos corporais porque têm dimensões nanométricas. Quem controla a dissolução do conjunto é seu envoltório, feito de seda, especialmente produzida pelo bicho-da-seda. Para garantir a característica semicondutora dos elementos ativos do chip e permitir o seu funcionamento, usou-se o silício, o material mais apropriado para essa função. Um circuito eletrônico, além dos elementos ativos, contém vários elementos passivos, como resistores, capacitores e indutores, nesse caso, fabricados com nanofios de magnésio e óxido de magnésio, que têm dissolução quase imediata quando entram em contato com o meio aquoso. Essa nova classe de dispositivos biodegradáveis tem grande aplicação na medicina porque apresenta biocompatibilidade e quantidades de substâncias muito menores do que aquelas usadas em procedimentos médicos corriqueiros, como cirurgias intravasculares, encapsulamento de medicamentos e suturas.
(SANTOS, TIRABOSCHI, 2012).
Sobre o funcionamento de dispositivos elétricos — resistores, indutores, capacitores, transistores e diodos — que compõem um circuito eletrônico biodegradável, é correto afirmar:
Questão 18 100052
EBMSP Medicina 2013/1O referencial teórico herdado do modelo organizador
da Educação Especial colocou, no passado, uma forte
orientação nas tecnologias como suporte à ação médica
e à reabilitação. A ação terapêutica colocava a ênfase
5 na doença e nas estratégias de minimização de
problemas decorrentes da incapacidade.
Encontramos um entendimento do papel inclusivo
dessas tecnologias na síntese feita pelo Prof. António
Nunes Barbosa Filho (NEAR/UFPE), que define a
10 “Tecnologia Adaptada como aquela que é desenvolvida
e orientada para buscar propiciar ao portador de
deficiência plena autonomia às suas atividades
quotidianas, sejam domésticas ou profissionais”.
A lista de discussão eletrônica da Oficina de
15 Educação Inclusiva proporcionou várias possibilidades
de um novo entendimento do papel da tecnologia
assistiva, remetendo-a para “uma nova lógica”: a da
inclusão, da saúde, da possibilidade e da potencialidade.
Segundo Rita Bersh, “A reabilitação só tem sentido
20 se orientada à vida independente e à inclusão. Para os
profissionais da saúde/reabilitação, a inclusão está
exigindo uma revisão de conceitos e práticas, que parte
da valorização do sujeito, que não é o paciente, e sim o
ator de sua reabilitação e, além disso, parte de
25 seu potencial funcional e não de sua deficiência,
explorando as potencialidades do indivíduo, de
valorização de seus desejos e de suas habilidades, da
saúde e da expectativa positiva”.
A nova nomenclatura de tecnologias assistivas
30 aposta em categorização baseada numa abordagem
funcional. Descreve-se uma modalidade de recurso que
parte da deficiência e não das dificuldades funcionais
dela advindas. Algumas modalidades de tecnologias
assistivas poderão ser, entre outras, os recursos de
35 comunicação suplementar e alternativa; de acessibilidade
ao computador; de mobilidade; para adequação postural;
para acessibilidade e para adaptação de veículos;
órteses e próteses.
PINTO, Pedro. Tecnologia assistiva no Brasil. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2012. Adaptado.

A figura representa o esquema simplificado de um tipo de microfone, um dos dispositivos elétricos utilizado no aparelho auditivo, que tem como finalidade ajudar as pessoas com perda auditiva a perceber os sons.
A análise da figura, associada aos conhecimentos de Física, permite afirmar:
Questão 8 100042
EBMSP Medicina 2013/1[1] Os avanços tecnológicos são sempre
fundamentais ao progresso da Medicina e,
consequentemente, à melhoria da qualidade e
expectativa de vida.
[5] No campo da prevenção primária, visando à
remoção de fatores de risco, o avanço tecnológico das
imunizações, no século XX, permitiu a erradicação
mundial de doenças letais ou incapacitantes, como a
varíola, e, em muitos países, a do sarampo e da
[10] poliomielite. Atualmente, a discussão da inclusão da
vacina antivaricela, doença de evolução benigna, no
calendário brasileiro de imunizações, é pertinente e,
ainda mais recente, a da vacina anti-HPV, um
papilomavírus relacionado com o desenvolvimento de
[15] carcinoma de colo de útero.
Incorporar novos conhecimentos às áreas de
prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação traz
benefícios de pequeno ou grande impacto, nem sempre
mensuráveis no momento de sua aplicação.
[20] Na contemporaneidade, a implantação de novas
tecnologias a uma velocidade cada vez maior traz, no
seu bojo, um custo econômico muitas vezes incompatível
com o ganho obtido. Sabe-se que não existe exame a
custo zero. Ele será pago pelo sistema público de saúde,
[25] pelo plano ou seguro de saúde privado, ou pelo próprio
paciente. Quando esse custo ultrapassa o suportável
para o Estado, a sociedade ou o indivíduo, o bem obtido
em qualidade de vida é anulado. Assim sendo, o
equilíbrio entre custo versus benefício é, em última
[30] instância, o que irá determinar se uma nova tecnologia
resulta em melhor qualidade de vida a longo prazo.
O arsenal tecnológico atual propicia ao médico a
tentação de investigar “todas” as doenças, “cobrir todas
as possibilidades”, o que, como já foi sinalizado, se
[35] torna, não raro, caro demais. Além disso, quanto maior
o número de exames solicitados tanto maior o risco de
se obter um resultado falso positivo, o que leva à
solicitação de mais e mais exames.
A grande velocidade de renovação dos aparelhos
[40] usados no diagnóstico das doenças é o maior
componente do seu custo crescente. Equipamentos de
última geração surgem, muitas vezes, antes de o
equipamento anterior ter cumprido seu papel em número
de exames realizados.
[45] Desse modo, não obstante os enormes benefícios
delas advindos, novas tecnologias resultam, muitas
vezes, em procedimentos de alta complexidade.
GORENDER, Ethel Fernandes. Novas tecnologias em Medicina e qualidade de vida. p. 97-104. In:VILARTA, Roberto; GUTIERREZ, Gustavo Luis; CARVALHO, Tereza Helena Portela Freire de; GONÇALVES, Aguinaldo (Orgs.). Qualidade de vida e novas tecnologias. São Paulo: IPES Editorial, 2007. p. 97-104. Adaptado.

A figura representa uma seringa contendo uma vacina que promove a proteção imunológica contra uma doença infecciosa. Considerando-se o medicamento como um fluido ideal e o escoamento como estacionário durante a injeção dessa vacina, com base nos conhecimentos de hidrodinâmica, pode-se afirmar corretamente que a
Questão 36 100020
EBMSP Medicina 2013/2O Sistema de Posicionamento Global (GPS) é composto por 27 satélites em órbita ao redor da Terra. Um receptor GPS padrão não só situará a pessoa, no mapa, em um determinado local como também irá traçar seu caminho, por um mapa, à medida que a pessoa se desloca. Ao deixar o receptor ligado, ele permanecerá em constante comunicação com os satélites GPS, indicando a sua posição. Com essas informações e com seu relógio interno, o receptor pode dar diversas indicações, tais como: a distância que a pessoa percorreu (odômetro), por quanto tempo, a velocidade atual desenvolvida (velocímetro), a velocidade média, uma trilha – que mostra, no mapa, exatamente por onde se deslocou –, o tempo estimado até o destino final, caso mantenha sua velocidade atual.
Cada um dos satélites do GPS é movido à luz solar e pesa aproximadamente 1360 a 1814kgf, circundando o globo terrestre em uma altura de 19300km, realizando duas rotações completas, a cada dia.
Com base nessas informações e nos conhecimentos de Física, é correto afirmar:
Questão 15 99999
EBMSP Medicina 2013/2I. Dr. Felipe curte aventuras. No dia a dia, ele salva vidas. Nas horas vagas, corre atrás de adrenalina. E, em momento algum, esquece a própria saúde.
II. Dr. Renato não fica parado no trabalho. Nem quando sai para os seus dois quilômetros diários de corrida.
III. Dra. Karina tem em si a tranquilidade de quem medita, porque sabe, perfeitamente, o bem que isso faz para a saúde.
IV. Dr. Marcos tem aquele espírito aventureiro. Qualquer final de semana prolongado é motivo pra sair por aí sem rumo definido.
PARA CUIDAR bem dos outros.... Disponível em: <http://www.hcor-al.com.br/dados/temp/thumbs/8/9/8/9/4/a/d/a %7B89894a da96aelee28550c31f9c2de9e7%7D_anuncio_dia_do_medico_ menor_842x723x0.jpg>. Acesso em: 20 abr. 2013. Adaptado.

O motor de uma motocicleta funciona do mesmo modo que o motor de um carro de combustão interna.
Considere-se o motor de combustão interna de quatro tempos, como o esquematizado na figura, cujo princípio básico é colocar uma pequena quantidade de combustível e queimá-lo, gerando uma quantidade enorme de energia em forma de calor e de gases em violenta expansão. O motor suga uma quantidade da mistura ar/combustível e a comprime com o pistão dentro do cilindro, depois dispara uma faísca no momento exato, incendiando a mistura. Essa energia empurra os pistões que, através das bielas, fazem girar o virabrequim e, ao final, os gases queimados são expelidos pelo escapamento, e o ciclo recomeça.
Com base nas informações e nos conhecimento da termodinâmica, é correto afirmar:
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