Questão 55 - UERJ 1 Exame 2026
A dura pergunta sobre Auschwitz que permanece sem resposta após 80 anos
O dia 27 de janeiro foi declarado Dia da Memória do Holocausto pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2005. Mas a forma como nos lembramos do Holocausto evoluiu ao longo das décadas e, mesmo agora − 80 anos depois −, a história da lembrança ainda está inacabada.
Qual foi a natureza do colapso moral que transformou esse horror em uma normalidade para os nazistas que comandavam esses campos − uma normalidade na qual o assassinato em massa se tornou, para eles, apenas um dia de trabalho? Por anos após a guerra, a atenção pública evitou essa pergunta.
Somente na década de 1960 o interesse popular sobre o assunto voltou e o Holocausto começou a atingir o público em geral. Por meio do julgamento, em Jerusalém, transmitido por televisão, de Adolf Eichmann, uma figura-chave na campanha do extermínio, o testemunho dos sobreviventes foi levado para as salas de estar do mundo ocidental. Desde então, memórias como as de Primo Levi − no livro É isto um homem? − encontraram um público global. E, até o momento, o Diário de Anne Frank vendeu cerca de 30 milhões de cópias.

Adaptado de bbc.com, 27/01/2025.
A memória acerca do Holocausto, perpetrado pelo governo nazista em campos de concentração como Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), está sendo construída gradualmente, como pontua a reportagem.
Com base nessa reportagem, um aspecto fundamental para a construção dessa memória histórica foi:
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