Questões de Português - Gramática - Linguagem - Expressões idiomáticas
32 Questões
Questão 2 15907104
SARESP Provão Paulista - 1 Ano | LT-CNT 2025Para responder à questão, leia o comentário do escritor Márcio Cotrim sobre a origem da expressão “presente de grego”.
Presente de Grego
Páris, filho do rei Príamo, de Troia, rapta a belíssima Helena, esposa de Menelau, rei de Esparta. Para se vingar, Menelau forma um poderoso exército. Explode sangrento conflito, que dura dez anos.
Numas das investidas, os gregos, espertos, conseguem enganar os troianos. Como quem não quer nada, deixam à porta dos muros fortificados da cidade inimiga um enorme cavalo de madeira, o chamado Cavalo de Troia, autêntico presente de grego. Assim conta a lenda – e mostra o cinema, em filme de estrondoso sucesso.
Os ingênuos troianos, agradecidos pelo presente, abrem as portas e põem o equino para dentro. Na calada da noite, os soldados gregos, escondidos, saem do interior do cavalão e, graças ao efeito surpresa, quase sem resistência arrasam impiedosamente a cidade.
Esta é a origem da expressão presente de grego. Até hoje, muita gente também é seduzida por mimos que, na verdade, disfarçam um saco de maldades. É que o homem nunca deixou de ser o lobo do homem...
(Márcio Cotrim. O pulo do gato: o berço das palavras, 2005. Adaptado)
Os ditados populares são frases curtas que condensam experiências de vida e conhecimentos acumulados ao longo do tempo.
Um ditado popular brasileiro que teria sido de grande valia para os troianos é:
Questão 37 14593927
Campo Real Medicina 2025O texto a seguir é referência para a questão abaixo.
No panteão da arte renascentista, a Mona Lisa de Leonardo da Vinci é um ícone inigualável. Esse retrato de meio corpo é mais do que apenas uma obra-prima artística; ele incorpora o fascínio de uma era marcada por um florescimento cultural sem igual. No entanto, sob a superfície do sorriso indescritível da Mona Lisa está um debate que toca a própria essência da Renascença, sua política e o papel das mulheres na história.
A intriga da Mona Lisa, também conhecida como La Gioconda, não se deve apenas às técnicas revolucionárias de pintura de Leonardo. Mais de meio milênio desde que foi pintada pela primeira vez, a verdadeira identidade da Mona Lisa continua sendo um dos maiores mistérios da arte, intrigando tanto estudiosos quanto entusiastas.
A pintura tem sido tradicionalmente associada a Lisa Gherardini, a esposa do comerciante de seda florentino Francesco del Giocondo. Mas outra teoria convincente sugere uma pessoa diferente: Isabela de Nápoles.
Isabela de Nápoles nasceu na ilustre Casa de Aragão, em Nápoles, em 1470. Ela era uma princesa que estava profundamente entrelaçada na estrutura política e cultural do Renascimento.
Seu casamento em 1490 com Gian Galeazzo Sforza, duque de Milão, colocou Isabela no centro da política italiana. E esse papel foi complicado pelas ambições e maquinações de Ludovico Sforza (também chamado de Ludovico il Moro), tio de seu marido e usurpador do ducado milanês.
A teoria de que Isabela é a verdadeira Mona Lisa é apoiada por uma combinação de análises estilísticas, conexões históricas e reinterpretações da intenção de Leonardo como artista.
Em sua biografia de Leonardo, o autor Robert Payne aponta para estudos preliminares do artista que apresentam uma semelhança impressionante com Isabela por volta dos 20 anos de idade. Para Payne, Leonardo capturou Isabela em diferentes estágios da vida, inclusive durante a viuvez, como retratado na Mona Lisa.
O estudo de 1988 da artista americana Lillian F. Schwartz usou raios X para revelar um esboço inicial de uma mulher escondida sob a pintura de Leonardo. Ela propõe que o trabalho foi feito integrando características específicas do modelo inicial com as características do próprio Leonardo. Essa possibilidade é apoiada pelos historiadores da arte Jerzy Kulski e Maike Vogt-Luerssen.
De acordo com a análise detalhada de Vogt-Luerssen sobre a Mona Lisa, os símbolos da casa dos Sforza e a representação do traje de luto se alinham com as circunstâncias conhecidas da vida de Isabela.
Da mesma forma, Kulski destaca os desenhos heráldicos do retrato, que seriam atípicos para a esposa de um comerciante de seda. Ele também sugere que a pintura mostra Isabela de luto por seu falecido marido.
A expressão enigmática da Mona Lisa também captura o estado descrito por Isabela após 1500 de estar “sozinha no infortúnio”. Ao contrário de representar uma mulher rica e recém-casada, o retrato exala a aura de uma viúva virtuosa.
A teoria de que Isabela de Nápoles poderia ser a verdadeira Mona Lisa é uma profunda reavaliação do contexto da pintura, abrindo novos caminhos para a apreciação da obra.
Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/cultura/noticia/2024/05/quem-realmente-foi-mona-lisa-teoria-afirma-que-ela-pode-ter-sido-uma-rainha.ghtml. Adaptado
Considere o trecho a seguir:
Mais de meio milênio desde que foi pintada pela primeira vez, a verdadeira identidade da Mona Lisa continua sendo um dos maiores mistérios da arte, intrigando tanto estudiosos quanto entusiastas.
A expressão “tanto... quanto” é utilizada para:
Questão 4 16075815
OP 1 Fase - Ensino Médio 2024Sérgio andava irritado e muito descontente com seu emprego. Certo dia, discutindo com o gerente, ele se enfureceu e pediu demissão. Pode-se dizer que ele...
Questão 7 15942740
SARESP Provão Paulista - 1 Ano | LT-CNT 2024Para responder à questão, leia um trecho do livro A vida não é útil, do líder e pensador indígena Ailton Krenak.
O povo indígena Krenak desconfia da ideia de que a humanidade seja predestinada. A ideia do nosso povo sobre a criatura humana é precária. Por desconfiarmos desse destino humano, nós nos filiamos aos rios, às pedras, às plantas e a outros seres com quem temos afinidade. É importante saber com quem podemos nos associar, em uma perspectiva existencial mesmo, em vez de ficarmos convencidos de que estamos com a bola toda.
Foi esse ponto de observação que me fez afirmar que nós não somos a humanidade que pensamos ser. Se acreditamos que quem apita nesse organismo maravilhoso que é a Terra são os tais humanos, acabamos incorrendo no grave erro de achar que existe uma qualidade humana especial. Ora, se essa qualidade existisse, nós não estaríamos hoje discutindo a indiferença de algumas pessoas em relação à morte e à destruição da base da vida no planeta. Destruir os rios, as florestas, as paisagens, assim como ignorar a morte das pessoas, mostra que não há parâmetro de qualidade nenhum na humanidade, que isso não passa de uma construção histórica não confirmada pela realidade.
(Ailton Krenak. A vida não é útil, 2020. Adaptado)
Está empregada em sentido figurado a expressão destacada em:
Questão 7 10830366
UERR 2024/1O navio negreiro
Castro Alves
(...)
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
“Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!...”
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual num sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...
Na penúltima estrofe anteriormente apresentada do poema O navio negreiro, de Castro Alves, as formas verbais ‘Vibrai’ e ‘Fazei’
Questão 75 159478
FMJ 2017Um dos traços do estilo de Guimarães Rosa diz respeito à adoção de uma linguagem proverbial. Assinale a alternativa em que a frase desse autor veicula uma mensagem semelhante à do provérbio “Depois da tempestade, vem a bonança”.
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