Questões de Sociologia - Trabalho e Estratificação Social - Emprego e Desemprego
189 Questões
Questão 1 16375961
UFU 2026/2Eu já quis ser bióloga marinha, internacionalista, advogada e, claro, jornalista. O que nunca me ocorreu é que, para todos esses cargos, eu teria que ser uma coisa antes: estagiária.
Nem uma trabalhadora por completo, nem só uma estudante. Alguma coisa no meio disso. O estágio é uma experiência peculiar, e cada um tem uma história diferente, com realidades que variam de bolsas generosas a valores simbólicos, de jornadas presenciais a regimes remotos, com ou sem benefícios.
Essas divergências têm uma origem comum: a Lei do Estágio, de 2008, que o definiu como uma atividade educativa ligada a determinado curso. Estudantes já trabalhavam antes em modelos similares, é claro – mas foi a primeira vez que se estabeleceram os limites e as responsabilidades entre a empresa, o aluno e a instituição de ensino.
A lei dividiu os estágios em duas categorias: obrigatório (uma disciplina prática, muitas vezes na própria faculdade e sem remuneração) e não obrigatório, em geral feito numa empresa, que deve garantir bolsa, recesso remunerado e auxílio-transporte. A jornada é de até seis horas diárias e 30 horas semanais. O contrato pode durar, no máximo, dois anos.
Tudo isso, na teoria, visa garantir o equilíbrio entre estudo e trabalho, impedir a exploração e evitar o vínculo empregatício – afinal, o estágio não se enquadra na CLT. Na prática, não é bem assim.
“Se observarmos como o estágio realmente se desenvolve no dia a dia, todos os elementos típicos de um emprego estão presentes: a pessoalidade [o contrato diz respeito a uma única pessoa física], a habitualidade [é uma atividade constante] e a subordinação”, diz Júlia Lenzi Silva, professora doutora do Departamento de Direito do Trabalho e da Seguridade Social da Faculdade de Direito da USP.
Além disso, a Lei do Estágio é uma “lei órfã” em termos de fiscalização: não está claro quem deve garantir o seu cumprimento. Nem o Ministério do Trabalho nem o da Educação dispõem de estrutura voltada para fazer isso de forma ativa.
Então, temos: uma legislação pouco específica, desatualizada e sem braço para fiscalização.
Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/a-culpa-e-do-estagiario-so-que-nao/. Acesso em: 6 dez. 2025.
A articulação de diferentes perspectivas ao longo do texto permite inferir um direcionamento argumentativo que busca
Questão 29 15742800
UFAM PSC 3 etapa 2026Quando o assunto é 'Tecnologia e mundo do trabalho', a expressão Gig Economy se refere a uma economia baseada em trabalhos temporários, flexíveis e, muitas vezes, autônomos, em vez de empregos tradicionais e estáveis. Nessa economia, os trabalhadores são contratados para realizar tarefas específicas ou projetos por um período determinado, geralmente por meio de plataformas digitais.
Assinale a alternativa INCORRETA quanto às características que envolvem a Gig Economy:
Questão 23 15742476
UFAM PSC 3 etapa 2026Em seu livro "A reestruturação produtiva do trabalho: a globalização da precariedade", a historiadora e socióloga Graça Druck (2013) argumenta que o processo de globalização capitalista aprofundou a precarização do trabalho, caracterizada pela fragmentação da classe trabalhadora e pela flexibilização das relações de emprego.
Com base na perspectiva de Druck, assinale a alternativa que melhor descreve como a globalização contribui para a precarização do trabalho:
Questão 65 15391156
UECE 1 Fase 2026/1Trabalho e lazer são duas esferas essenciais da vida humana, e encontrar um equilíbrio entre elas é fundamental para o bem-estar e a produtividade.
Por exemplo, Pelé, que foi considerado o maior jogador de futebol do mundo, quando jogava uma partida oficial pelo seu clube, estava em um momento de
Questão 17 15338071
FUVEST (USP) Conhecimento Gerais 2026Em março de 2025, postagens em redes sociais digitais discutiram uma tendência verificada entre crianças e adolescentes de utilizar o termo “CLT” como uma ofensa. Na matéria “'Crianças demonizam CLT': carteira assinada vira ofensa entre os jovens”, de Camila Corsini para o UOL, há vários depoimentos em que crianças associam o emprego com CLT a menores rendimentos, à pobreza e ao fracasso profissional, em oposição a ocupações autônomas ou por conta própria, que seriam caminhos para a riqueza. Veja os gráficos com as estimativas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) do IBGE para a distribuição da ocupação por categoria e o rendimento médio mensal real habitual das pessoas para o trimestre compreendido entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025:

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD-C). Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), maio de 2025. Adaptado.
A partir dos dados apresentados no gráfico, é correto afirmar que as associações realizadas por crianças e adolescentes com diferentes formas ocupacionais são fundadas em uma visão de que
Questão 30 16264106
UFSM PSS Prova 3 - Tarde 2025Na era dos aplicativos elaborados para facilitar a vida das pessoas, a oferta de serviços de transportes pelos motoboys, por exemplo, tornou-se uma realidade. No entanto, esse processo se revela contraditório em relação aos direitos trabalhistas, pois, a partir da ideia de autonomia do trabalhador em relação às atividades laborais, o processo resulta em rompimento dos direitos básicos do trabalhador, a exemplo de jornadas exaustivas.
Fonte: FERNANDES, A. C. et al. Identidade em ação. São Paulo: Moderna, 2020. (Adaptado).
O fenômeno descrito tem como uma das suas consequências a
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