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Questões de Português - Leitura e interpretação de textos - Gêneros Textuais - Verbais/Dissertativo

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2.472 Questões

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Questão 9 16149686
Fácil 00:00

IDOMED Unificado medicina - presencial 2025/2
  • Português
  • Sugira
  • Leitura e interpretação de textos
  • Gêneros Textuais - Verbais/Dissertativo Gêneros textuais não verbais e mistos
  • Artigo de Opinião tirinha
  • Exibir tags
Resolução comentada

TEXTO 1

 

ONICOFAGIA: HÁBITO DE ROER AS UNHAS PODE SER SINAL DE ANSIEDADE E OUTROS TRANSTORNOS

 

    Onicofagia é o termo médico e técnico para nomear o hábito de roer as unhas, podendo ser das mãos ou até mesmo dos pés. Às vezes, esse hábito passa a não ser de apenas roer as unhas, mas também roer a ponta dos dedos.

    Este hábito é um dos mais comuns dentro da sociedade mundial, atingindo cerca de 29% de toda população, e pode ou não ter uma explicação científica, pois nem sempre o fato de roer as unhas provém de algum tipo de distúrbio psicológico. Essa mania também pode ser causada pela imitação (crianças imitam adultos que roem unhas e ficam com esse hábito).

    Iniciando geralmente por volta dos quatro a cinco anos de idade, o hábito de roer unhas pode ser visto com maior incidência na adolescência por motivos hormonais, tendo grandes chances de acompanhar a pessoa pelo resto da vida.

    Algumas pessoas são tão abusivas que chegam a ferir a carne dos dedos ou até mesmo a base das unhas (cutícula), que pode ser porta de entrada para infecções. A maioria das pessoas que roem unhas precisa de tratamentos ortodônticos.

    Roer as unhas vai além de um aspecto estético, podendo causar inúmeras doenças. Ao levarmos os dedos à boca, os microrganismos que se acumulam nas unhas acessam o organismo diretamente provocando uma série de doenças, desde infecções até verminoses. Roer as unhas também desgasta o esmalte dos dentes, machuca os dedos e deforma as unhas. Podem ocorrer infecções bucais e no trato digestivo.

    Alguns hábitos que ajudam a controlar a onicofagia são: manter as unhas bem cortadas, evitando que as pontas mal aparadas sirvam de tentação para os roedores; usar mordedor de borrachas (principalmente quando está assistindo filme, jogos, novelas etc); mascar chicletes sem açúcar e ocupar as mãos com atividades (trabalhos manuais ou instrumentos).

    Em casos suaves de onicofagia, parar de roer as unhas envolve motivação por parte da pessoa que tem esse hábito. Já em casos mais graves, a pessoa deve procurar tratamento e o médico pode até prescrever alguns medicamentos para aliviar a ansiedade, que é a maior causa do transtorno.

Disponível em: https://hospitalsaomatheus.com.br/blog/onicofagia-habito-de-roer-as-unhas-pode-ser-sinal-de-ansiedade-e-outros-transtornos/. Acesso em: 8 abr. 2025. (Adaptado).

 

TEXTO 2

 

DESTRUIÇÃO DE FALANGES PROVOCADA POR ONICOFAGIA

 

    A onicofagia é caracterizada por repetidas injúrias ao leito ungueal. A autodestruição já ocorre no ato de roer as unhas, mas a onicofagia é a forma mais agressiva, sendo encontrada entre crianças e adultos. O ato de roer unhas na infância pode manifestar-se como alívio da ansiedade, solidão, inatividade, em crianças sem sentimento de segurança, amor e proximidade em seus relacionamentos. Muitos adultos que apresentam onicofagia sofrem de outras doenças psiquiátricas que não são diagnosticadas. Há diferentes sintomas clínicos, dependentes do grau de acometimento da unha pela injúria.

    Descreve-se neste trabalho um caso de paciente do sexo feminino, 32 anos, com queixa de alterações nas unhas das mãos. Relatava o hábito de roer unhas há mais de 20 anos. Ao exame, apresentava distrofia em todas as unhas das mãos, acompanhada de deformidades nas falanges distais e encurtamento, principalmente, do primeiro, segundo e terceiro quirodáctilos esquerdos. A sensibilidade tátil, térmica e dolorosa estava preservada. A radiografia das mãos apresentava destruição total da falange distal do segundo dedo e parcial da falange distal do primeiro e do terceiro quirodáctilos esquerdos.

    Exames laboratoriais como hemograma, glicemia, FAN, VDRL, VHS, látex, uréia e creatinina estavam todos normais. O diagnóstico foi de onicofagia e optou-se por acompanhamento psiquiátrico. Cavaggioni e Romano sugerem três interpretações para onicofagia. Onicofagia grave é observada como mecanismo para diminuir o nível de tensão experimentado por um indivíduo, sendo processo constante em pessoas com desordens obsessivas compulsivas. Esses pacientes frequentemente apresentam outras doenças psiquiátricas, tais como transtorno obsessivo compulsivo (com ou sem distúrbio de personalidade), depressão maior recorrente, ansiedade, pânico e agorafobia, tiques, ansiedade generalizada, desordens somatoformes (hipocondria e forma dismórfica corporal) e desordens alimentares.

    Apesar de serem comportamentos frequentes, seu estudo tem recebido pouca atenção pela psiquiatria. A mudança desse hábito, com suporte social e outras medidas alternativas, como a hipnose, deve ser considerada em tratamentos de comportamentos repetitivos.

Disponível em: https://www.scielo.br/j/abd/a/X8pJfLjxH5LkNY3rrftwvfF/. Acesso em: 3 abr. 2025. (Adaptado).

 

TEXTO 3

0_d6cc12653259ace36111e9539ceb1d99_263050.jpg.png

Disponível em: https://blogdoxandro.blogspot.com/2016_03_01_archive.html. Acesso em: 6 abr. 2025.

“Por que é que todo gato tem mania de afiar as unhas?” (2º quadro)

 

Encontra-se uma resposta redigida de forma ortográfica, segundo as regras da norma-padrão da língua portuguesa, para essa pergunta em:

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Questão 6 16149642
Fácil 00:00

IDOMED Unificado medicina - presencial 2025/2
  • Português
  • Sugira
  • Leitura e interpretação de textos
  • Gêneros Textuais - Verbais/Dissertativo
  • Exibir tags
Resolução comentada

TEXTO 1

 

ONICOFAGIA: HÁBITO DE ROER AS UNHAS PODE SER SINAL DE ANSIEDADE E OUTROS TRANSTORNOS

 

    Onicofagia é o termo médico e técnico para nomear o hábito de roer as unhas, podendo ser das mãos ou até mesmo dos pés. Às vezes, esse hábito passa a não ser de apenas roer as unhas, mas também roer a ponta dos dedos.

    Este hábito é um dos mais comuns dentro da sociedade mundial, atingindo cerca de 29% de toda população, e pode ou não ter uma explicação científica, pois nem sempre o fato de roer as unhas provém de algum tipo de distúrbio psicológico. Essa mania também pode ser causada pela imitação (crianças imitam adultos que roem unhas e ficam com esse hábito).

    Iniciando geralmente por volta dos quatro a cinco anos de idade, o hábito de roer unhas pode ser visto com maior incidência na adolescência por motivos hormonais, tendo grandes chances de acompanhar a pessoa pelo resto da vida.

    Algumas pessoas são tão abusivas que chegam a ferir a carne dos dedos ou até mesmo a base das unhas (cutícula), que pode ser porta de entrada para infecções. A maioria das pessoas que roem unhas precisa de tratamentos ortodônticos.

    Roer as unhas vai além de um aspecto estético, podendo causar inúmeras doenças. Ao levarmos os dedos à boca, os microrganismos que se acumulam nas unhas acessam o organismo diretamente provocando uma série de doenças, desde infecções até verminoses. Roer as unhas também desgasta o esmalte dos dentes, machuca os dedos e deforma as unhas. Podem ocorrer infecções bucais e no trato digestivo.

    Alguns hábitos que ajudam a controlar a onicofagia são: manter as unhas bem cortadas, evitando que as pontas mal aparadas sirvam de tentação para os roedores; usar mordedor de borrachas (principalmente quando está assistindo filme, jogos, novelas etc); mascar chicletes sem açúcar e ocupar as mãos com atividades (trabalhos manuais ou instrumentos).

    Em casos suaves de onicofagia, parar de roer as unhas envolve motivação por parte da pessoa que tem esse hábito. Já em casos mais graves, a pessoa deve procurar tratamento e o médico pode até prescrever alguns medicamentos para aliviar a ansiedade, que é a maior causa do transtorno.

Disponível em: https://hospitalsaomatheus.com.br/blog/onicofagia-habito-de-roer-as-unhas-pode-ser-sinal-de-ansiedade-e-outros-transtornos/. Acesso em: 8 abr. 2025. (Adaptado).

 

TEXTO 2

 

DESTRUIÇÃO DE FALANGES PROVOCADA POR ONICOFAGIA

 

    A onicofagia é caracterizada por repetidas injúrias ao leito ungueal. A autodestruição já ocorre no ato de roer as unhas, mas a onicofagia é a forma mais agressiva, sendo encontrada entre crianças e adultos. O ato de roer unhas na infância pode manifestar-se como alívio da ansiedade, solidão, inatividade, em crianças sem sentimento de segurança, amor e proximidade em seus relacionamentos. Muitos adultos que apresentam onicofagia sofrem de outras doenças psiquiátricas que não são diagnosticadas. Há diferentes sintomas clínicos, dependentes do grau de acometimento da unha pela injúria.

    Descreve-se neste trabalho um caso de paciente do sexo feminino, 32 anos, com queixa de alterações nas unhas das mãos. Relatava o hábito de roer unhas há mais de 20 anos. Ao exame, apresentava distrofia em todas as unhas das mãos, acompanhada de deformidades nas falanges distais e encurtamento, principalmente, do primeiro, segundo e terceiro quirodáctilos esquerdos. A sensibilidade tátil, térmica e dolorosa estava preservada. A radiografia das mãos apresentava destruição total da falange distal do segundo dedo e parcial da falange distal do primeiro e do terceiro quirodáctilos esquerdos.

    Exames laboratoriais como hemograma, glicemia, FAN, VDRL, VHS, látex, uréia e creatinina estavam todos normais. O diagnóstico foi de onicofagia e optou-se por acompanhamento psiquiátrico. Cavaggioni e Romano sugerem três interpretações para onicofagia. Onicofagia grave é observada como mecanismo para diminuir o nível de tensão experimentado por um indivíduo, sendo processo constante em pessoas com desordens obsessivas compulsivas. Esses pacientes frequentemente apresentam outras doenças psiquiátricas, tais como transtorno obsessivo compulsivo (com ou sem distúrbio de personalidade), depressão maior recorrente, ansiedade, pânico e agorafobia, tiques, ansiedade generalizada, desordens somatoformes (hipocondria e forma dismórfica corporal) e desordens alimentares.

    Apesar de serem comportamentos frequentes, seu estudo tem recebido pouca atenção pela psiquiatria. A mudança desse hábito, com suporte social e outras medidas alternativas, como a hipnose, deve ser considerada em tratamentos de comportamentos repetitivos.

Disponível em: https://www.scielo.br/j/abd/a/X8pJfLjxH5LkNY3rrftwvfF/. Acesso em: 3 abr. 2025. (Adaptado).

No texto 1, predomina o modo de organização textual:

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Questão 3 15841240
Fácil 00:00

FAME Medicina 2025/1
  • Português
  • Sugira
  • Leitura e interpretação de textos
  • Estratégias de leitura Gêneros Textuais - Verbais/Dissertativo
  • Artigo de Opinião
  • Exibir tags
Resolução comentada

    A Inteligência Artificial centrada no ser humano

 

Embora não exista um descritor único e universalmente aceito para Inteligência Artificial (IA), sabe‑se que o recurso não é uma tecnologia, mas sim um conjunto delas. [...] É claro que com o avanço e uso por diversos setores, o grande desafio é como equalizar a equação entre eficiência e humanização para que as atuações e interações realizadas com a ferramenta não se tornem robóticas.

Para solucionar a questão, precisamos, primeiramente, ensinar a IA da forma correta. [...] Apesar dos equívocos comuns – e dos nomes impróprios na cultura popular –, as máquinas não aprendem. O que acontece, de fato, é que elas armazenam e computam dados de maneiras cada vez mais complexas, e a forma como isso é realizado auxilia na resolução de problemas [...].

KNOB, Gabriela. A Inteligência Artificial centrada no ser humano. Hoje em Dia. Disponível em: https://www.hojeemdia. com.br/opiniao/opiniao/a-inteligencia-artificial-centrada-no-serhumano-1.1025369. Acesso em: 15 ago. 2024. [Fragmento adaptado]

A organização do texto feita pela autora se constrói a partir da apresentação de uma

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Questão 34 15388102
Fácil 00:00

ENEM 2ª Aplicação - Dia 1 (Azul) 2025
  • Português
  • Sugira
  • Leitura e interpretação de textos
  • Gêneros Textuais - Verbais/Dissertativo Gêneros textuais - Verbais/Narrativos
  • artigo de jornal poema
  • Exibir tags
Resolução comentada

PODER JUDICIÁRIO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA VARA CRIMINAL DA COMARCA DE SENHOR DO BONFIM “DECIDAM”

No embalo da emoção
Sanfoneiros pedem aquela sanfona velha
Que um dia já foi bela
Hoje ela é castigada, afastada da canção
Condenada a viver gelada
No banheiro da prisão


E o sanfoneiro engaiolado
Sem a voz, os dedos e o pulmão
Distante da sanfona velha
Seu maior bem de estimação
Espera que o Juiz diga qual o querelado
Que levará a sanfona do povo junto ao seu coração
[…]


Nilvado, o direito é seu, como fiel depositário
Visto o seu opositor não ter provado o contrário
Até que se finde a contenda
Delegado me atenda
Como da outra vez foi buscar
A bela sanfona do povo, vá agora entregar


E para finalizar
Hei por bem declarar
Que fui competente para buscar
Sou também para entregar
Cumpra-se, sem titubear!

 

Senhor do Bonfim, 23 de março de 2018.

JUIZ DE DIREITO

Disponível em: www.migalhas.com.br. Acesso em: 10 jan. 2025 (fragmento).

 

Esse texto subverte um gênero ao apresentar, na forma de um poema, um(a)

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Questão 13 15387895
Fácil 00:00

ENEM 2ª Aplicação - Dia 1 (Azul) 2025
  • Português
  • Sugira
  • Leitura e interpretação de textos
  • Estratégias de leitura Gêneros Textuais - Verbais/Dissertativo
  • Artigo de Opinião
  • Exibir tags
Resolução comentada

A importância da leitura de alto nível

    A leitura de alto nível é a nossa ferramenta mais poderosa para o pensamento analítico e crítico. Os signatários deste manifesto pedem o reconhecimento da relevância permanente da leitura de alto nível na era digital.

    Em um ambiente de informação cada vez mais complexo, os cidadãos informados precisam ser capazes de distinguir fontes válidas de não válidas e ajustar de maneira flexível o comportamento de leitura a contextos variados. O ato de leitura de alto nível é um exercício de atenção e paciência cognitiva, expandindo vocabulários e capacidades conceituais, desafiando ativamente as preconcepções dos leitores. São especialmente os textos de formato longo, como livros, que aprimoram nossas habilidades de leitura.

    Portanto, pedimos educação e promoção de leitura, juntamente com avaliação e pesquisa, para reconhecer a importância da leitura de alto nível como uma capacidade de moldar a vida e a sociedade. A educação e a promoção da leitura precisam ir além do ensino de habilidades funcionais e informativas básicas para crianças em idade escolar e focar o processo de desenvolvimento pessoal ao longo da vida, aprimorado pela leitura. O futuro da leitura afeta o futuro das nossas sociedades. Osformuladores de políticas em todas as áreas precisam estar cientes disso.

    Disponível em: www.publishnews.com.br. Acesso em: 10 jan. 2024 (adaptado).

 

Esse manifesto, lançado na Feira do Livro de Frankfurt de 2023, apresenta como marca desse gênero textual um caráter

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Questão 39 15035708
Fácil 00:00

UNITINS Prova 2 2025/2
  • Português
  • Sugira
  • Gramática Leitura e interpretação de textos
  • Estratégias de leitura Gêneros Textuais - Verbais/Dissertativo
  • Artigo de Opinião
  • Exibir tags
Resolução comentada

Humanidade x máquinas

Cyntia Silva

 

    A relação entre humanidade e máquinas sempre foi cercada de esperança e assombro. Instrumentos, ferramentas, robôs e sistemas, ao mesmo que têm sido criados para nos libertar de trabalho pesado e superar nossos limites físicos - trazendo esperança de mais tempo livre para o “ócio criativo” -, provocam pavor e ira quando nos tiram o trabalho e ampliam o desemprego. Não à toa, os ludistas no início da Revolução Industrial movimentavam-se para quebrar as máquinas que “roubavam” seus empregos.

    O fetiche sobre essa relação com as máquinas encontra registro em narrativas na literatura e no cinema, nas quais robôs substituem os humanos para o bem e para o mal. Como exemplo de histórias que têm nos fascinado, cito: Eu, robô; O homem bicentenário; Ela; Blade Runner - o caçador de androides; O exterminador do futuro; Inteligência Artificial; Black Mirror, entre tantas outras.

    Minha geração está nessa transição entre o analógico e o digital (nasci em 1966). Adoro um livro impresso e escrever à mão; mas consigo ler no Kindle, crio vídeos e podcasts e acompanho as novidades digitais.

    De forma empírica, já percebemos os reflexos da vida digital em nossa capacidade de concentração; e pesquisas em áreas como neurociência, psicologia e sociologia já apontam os impactos biológicos das gerações expostas à intensidade tecnológica, como a dificuldade de desenvolver o foco e o senso crítico e de aprofundar as habilidades de leitura e escrita.

A quantidade de pessoas conectadas em seus dispositivos eletrônicos acreditando em notícias falsas e as repassando sem qualquer critério alastra-se, inclusive, no meio de pessoas que tiveram acesso à educação formal de nível superior. A extrema-direita cresce em diversas partes do mundo surfando nessa desconexão e alienação a que muitos estão expostos.

Outro elemento para o qual precisamos estar atentos é para o uso inadequado dessas plataformas de Inteligência Artificial. Já que o texto imita as características humanas, como diferenciar a autoria? Como evitar a cola no ambiente escolar? Proibir? Adaptar o ensino para essa realidade? Utilizar outras formas de desenvolver o senso crítico nos alunos? Trazer a plataforma para a sala de aula? Como fazer para que os alunos aprendam os conteúdos e não apenas gerem trabalhos de forma automática para cumprir tarefas de forma mecânica?

    Além dessas questões, existem outras tantas de natureza ética e política. Uma vez que as informações disponíveis em tal sistema são alimentadas por programações de funcionários e algoritmos dos usuários, elas não são neutras. Como diferenciar autoria e plágio?

    Outro risco grave é o aumento da desinformação e acesso a conteúdos inapropriados, já que o sistema baseia-se em conteúdos produzidos na rede. Como distinguir a veracidade das informações? Como fazer a checagem delas? A quem cabe dizer o que é ou não fake news? Debater de forma ampla sobre essas questões é fundamental, nesses tempos em que a extrema-direita tem usado e abusado da crescente desinformação social para manipulação política.

    Enquanto para uns, o ChatGPT é saudado como uma forma de diminuir a quantidade de trabalho; outros já sentem o efeito delas com a perda de seus trabalhos. Uma vez que a ferramenta produz textos adequados para alguns contextos, ela pode tornar descartáveis as pessoas adeptas do “copia e cola”, pois, afinal, a qualidade do texto da máquina, nesses casos, seria superior; inclusive sem incorreções gramaticais.

    Leio textos de alunos(as) de vários meios, formações e idades e tenho percebido a dificuldade crescente das pessoas em se comunicar por escrito. Um exemplo relatado por jovens da cidade onde vivo (Florianópolis SC) aconteceu no vestibular aplicado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no final do ano passado. Como a instituição tem percebido uma crescente produção de redações pré-formatadas e engessadas, com reflexo imediato na queda da qualidade da escrita dos estudantes que ingressam na universidade, excluiu da última prova de redação a possibilidade de os candidatos escreverem uma dissertação. A partir do tema proposto, eles deveriam escolher entre carta, manifesto ou crônica, o que exigiu mais flexibilidade linguística. Pelo que se soube, o objetivo da banca era selecionar os alunos que não se prendiam a modelos-padrão de texto.

    Com certeza, tais ferramentas de inteligência artificial são bastante sedutoras. Contudo defendo que “pensar fora da caixa” e desenvolver muito o senso crítico ainda são o caminho para lidar com as mudanças. Em alguma medida, sabemos que essas são inevitáveis, mas temos de resistir e espernear para manter viva a nossa humanidade, mantendo tais plataformas e soluções apenas na função de meios e ferramentas; não enxergando nelas o objetivo final.

     [...]

    A leitura e a escrita, bem como e o ensino delas ficaria, então, a cargo de robôs? O que sobraria para o ser humano? O que permanece inalterado? Como nos ensina a Filosofia, fazer perguntas é uma habilidade que temos que exercitar diariamente. Portanto, precisamos ligar todos os alertas ao máximo! Caso contrário, iremos alegres e saltitantes rumo ao abismo da barbárie.

O que você acha? Isso é papo de uma professora velha e analógica?

Disponível em: http://ofpalavra.com.br. Acesso em: 14 maio 2025.

Analise o emprego da forma verbal destacada no trecho.

 

“A extrema-direita cresce em diversas partes do mundo surfando nessa desconexão [...].”

 

O verbo “cresce” está no

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