Questões de Português - Gramática - Linguagem - Variações linguísticas - Estrangeirismo
33 Questões
Questão 4 15052466
FCMS/JF Medicina 2025/2Texto 1: Burnout: o que é. (Adaptado)
O burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um estado de exaustão física, emocional e mental devido ao estresse frequente relacionado ao trabalho, sendo caracterizado por sintomas como falta de energia, sentimentos negativos e queda da produtividade. O termo é proveniente do inglês e possui significado de “queimar-se por inteiro”, onde “burn” significa “queimar” e “out” significa “exterior”. O responsável por criar tal termo foi o psicanalista alemão Herbert Freudenberger no ano de 1974.
A síndrome de burnout é mais comum em profissões que precisam lidar com muita pressão e responsabilidade, como professores, profissionais de saúde, e pessoas mais competitivas, muito comprometidas e que necessitam manter controle constante de suas tarefas.
Disponível em: https://www.tuasaude.com/sintomas-da-sindrome-de-burnout/ Acesso em: 08 abr. 2025.
Texto 2: Crise silenciosa: como o trabalho moderno está afetando a saúde mental e física da população (Adaptado).
A crescente pressão no ambiente profissional tem gerado impactos alarmantes na saúde física e emocional de trabalhadores ao redor do mundo. Entre metas inalcançáveis, jornadas exaustivas e a constante falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional, profissionais de diferentes setores estão adoecendo. A síndrome de burnout, anteriormente considerada uma condição rara ou restrita a algumas categorias, hoje se espalha como uma epidemia silenciosa que ultrapassa barreiras etárias, geográficas e de gênero.
Disponível em: https://www.souenfermagem.com.br/noticias/crise-silenciosa-como-o-trabalho-moderno-esta-afetando-a-saude mental-e-fisica-da-populacao/ Acesso em: 09 abr. 2025.
Texto 3: Saúde do profissional de saúde (Adaptado).
A dedicação intensa ao trabalho e a alta sobrecarga exercem um grande impacto negativo sobre a saúde do profissional de saúde. Embora seja comumente "deixada de lado", a atenção com a saúde do profissional de saúde deveria ser uma prioridade. Afinal, todos nós precisamos que esses especialistas estejam bem — física e mentalmente — para que possam exercer o seu trabalho, cuidando dos demais.
Não é novidade que a carga de trabalho para o profissional da área da saúde é muito intensa. Mé dicos, enfermeiros e outros especialistas do ramo enfrentam longos plantões, realizam diversas tarefas e lidam com pressão e cobranças de forma constante.
É indiscutível que o profissional da área da saúde costuma se dedicar de uma forma intensa à sua profissão, afinal, o seu objetivo é ajudar o máximo de pessoas possível. O problema é que, com essa postura, não raramente, o especialista acaba por ultrapassar os próprios limites. Geralmente, ele enfrenta muitas noites em claro, privando a mente e o organismo do descanso fundamental para o equilíbrio das funções orgânicas e para o reparo do próprio corpo. Assim, começa a surgir um quadro de exaustão, que traz consigo uma série de outros problemas — inclusive, desregulando a química do cérebro e do organismo como um todo. Portanto, é imperativo que cada profissional aprenda a identificar os seus próprios limites para que eles possam ser verdadeiramente respeitados. A dedicação à profissão é, sim, superimportante, mas os momentos de descanso e de lazer não podem ser "deixados de lado".
Disponível em:. https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/pe/artigos/saude-do-profissional-de-saude-5-boas-praticas-para adotar-na-rotina,447b6d87bff5a810VgnVCM1000001b00320aRCRD Acesso em: 10 abr. 2025.
Assinale a alternativa correta, considerando a tipologia textual do texto 3: Saúde do profissional de saúde.
Questão 11 14440571
ENEM PPL 1° Dia (Amarelo) 2024Apesar de condenado, jargão corporativo tem vida própria
Encomendada por empresas de referência no mundo digital, uma pesquisa feita com 8 000 pessoas de oito países — inclusive o Brasil — atesta a força do jargão corporativo. A onipresença de um código cifrado em ambientes de trabalho e o predomínio do inglês em seu vocabulário não surpreendem ninguém, mas o estudo flagrou aspectos menos óbvios do fenômeno que transforma “rapidinho” em “asap” (as soon as possible).
A maioria das pessoas expostas ao corporativês — 57% na média dos oito países — acha que ele provoca perda de tempo, mal-entendidos e retrabalho no dia a dia. Só uma minoria não gostaria de eliminá-lo ou reduzi-lo. Um número ainda maior, 60%, queixou-se de falta de apoio para aprender a “língua da casa” após a contratação. Jargão é assim: serve tanto para reforçar laços entre os que estão dentro do seu círculo de sentido quanto para barrar os de fora. Cada um que se vire para entrar.
Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 6 jan. 2024 (adaptado).
De acordo com esse texto, o jargão corporativo diz respeito a
Questão 9 7814217
ENEM PPL 1° Dia 2021As ruas de calçamento irregular feito com pedras pé de moleque e o casario colonial do centro histórico de Paraty, município ao sul do estado do Rio de Janeiro, foram palco de uma polêmica encerrada há pouco mais de dez anos: o nome da cidade deveria ser escrito com “y” ou com “i"?
Tudo começou após mudanças nas regras ortográficas da língua portuguesa no Brasil terem determinado a substituição do “y” por “i” em palavras como “Paraty”, que então passou a figurar nos mapas como “Parati”. Revoltados com a alteração, os paratienses se mobilizaram para que o “y” retornasse ao seu devido lugar na grafia do nome da cidade, o que só ocorreu depois da aprovação de uma lei pela Câmara de Vereadores, em 2007.
No caso de “Paraty”, uma das argumentações em favor do uso do “y” teve por base a origem indígena da palavra. “Foi percebido que existem várias tonalidades para a pronúncia do '' para os indígenas. E cada uma delas tem um significado diferente. O 'y' é mais próximo à pronúncia que eles usavam para significar algo no território. É como se fosse 'Paratii', que significa água que corre. Ai o linguista achou por bem utilizar o 'y' para representar essa pronúncia, o 'í longo, o '' dobrado”, esclarece uma técnica da coordenação de cartografia do IBGE.
BENEDICTO, M.; LOSCHI, M. Nomes geográficos. Retratos: a revista do IBGE, fev. 2019.
A resolução da polêmica, com a permanência da grafia da palavra “Paraty”, revela que a normatização da língua portuguesa foi desconsiderada por
Questão 37 4512885
UFGD 2020ASSIM NÃO DÁ, DEPUTADO!
Sírio Possenti
Um ditado popular diz que pelo dedo se conhece o gigante. Acho que não há, mas deveria haver, um ditado desse tipo com conotações negativas análogas, algo como "pela orelha se conhece o burro", assim como há o prêmio Ig-Nóbil, o avesso do Nobel, para "premiar" pesquisas esquisitas, e o Prêmio Santa Clara, que os colunistas de cultura atribuem aos piores programas e apresentadores da TV brasileira (as explicações dos jurados, às vezes, merecem o prêmio que concedem...). Mas não há um ditado com alcance negativo genérico, talvez porque seja mais difícil dar conta de todos os defeitos em que a humanidade se especializou do que de suas virtudes. Não há, mas devia haver. Se houvesse, e se eu pudesse opinar, ele iria para o deputado Aldo Rebelo. Ele tem tudo, aliás, para ser hors concours. É que ele não acerta uma quando se trata de língua. Explico.
No dia 02/02/2008, o colunista esportivo José Geraldo Couto escreveu na Folha de S.Paulo sobre a enorme quantidade de jogadores de futebol que tem nome estrangeiro, especialmente de origem anglo-americana - apesar de um ou outro Jean ou Pierre ou Juan. A certa altura, disse que podia parecer que estava engrossando o coro dos que, como o deputado Aldo Rebelo, querem defender a "pureza" da língua pátria. Mas que não era nada disso.
Alguns dias depois, o jornal publicou carta do deputado, que se queixava de ter entrado na coluna de Couto como Pilatos no Credo. É que seu projeto não diz nada sobre nomes estrangeiros, até porque, acrescenta, já são proibidos pelo Formulário Ortográfico (!).
José Geraldo dava especial destaque ao que chamou de processo de canibalização ao qual os nomes estrangeiros têm sido submetidos. Alain vira Allan, David vira Deivid, Michael vira Maicon, Holliwood vira Oliúde. Sem contar que a vida às vezes frustra o imaginário dos pais, já que, por exemplo, Ebert William Amâncio virou simplesmente Betão e Wanderson de Paula Sabino é conhecido como Somália.
Pois foi sobre isso que o deputado resolveu opinar. Escreveu que aquilo que o colunista chama de canibalização "nada mais é do que o aportuguesamento a que deveria ser submetida toda palavra estrangeira que entra em nosso idioma, com exceção dos sobrenomes. É por isso que chamamos o herói suíço de Guilherme, e não de Wilhelm Tell. Coisa nossa? Os espanhóis dizem Guillermo, os franceses, Guillaume, os italianos, Guglielmo".
A declaração tem dois problemas. Um é leve, poderia até ser esquecido, mas um pouco de precisão faz bem. Espanhóis, franceses e italianos não dizem Wilhelm das formas como o deputado acha que dizem: eles escrevem assim o nome equivalente na sua língua. As pronúncias são um pouco diferentes, e até variáveis. Guillermo, por exemplo, pode ser pronunciado pelo menos "guijermo" (pelos portenhos) e "guilhermo" (na pronúncia castelhana "padrão").
Mas o diabo é que Rebelo mencionou Maicon como exemplo.
Não dá, deputado. Pelo seu critério, o "aportuguesamento" de Michael deveria ser o velho e bom Miguel: se Wilhelm equivale a Guilherme, Michael equivale a Miguel. Elementar.
Para a grafia Maicon, o termo "canibalização" é bem mais adequado (lembremos que Patrícia Mello chamou Máiquel a seu herói em O matador). Se alguém decidisse aportuguesar Wilhelm seguindo os critérios adotados para "aportuguesar" Michael por Maicon, Giovanni por Geovane, Charles por Tiarles e Jefferson por Djiefferson etc., a solução não seria Guilherme, como o deputado afirmou, mas Wilirrelme ou Wilirreume ou Wilirrelmi ou Wilerreu(l)me(i) (etc., que a criatividade de pais e tabeliães é quase infinita).
POSSENTI. Sírio. Assim não dá, deputado. Disponível em: http://cronicasbrasil. blogspot.com/2012/07/assim-nao-da-deputado-sirio-possenti.html . Acesso em: 20 ago. 2019.
Com relação às ideias do texto, assinale a alternativa correta.
Questão 77 6316414
ENCCEJA 2017“Não troco meu oxente pelo OK de ninguém.” (Ariano Suassuna)
Disponível em: http://veja.abril.com.br. Acesso em: 13 set. 2013.
A declaração do escritor Ariano Suassuna revela um posicionamento sobre a incorporação de estrangeirismos na língua portuguesa falada no Brasil, que é de
Questão 110 101306
ENEM PPL 2° Dia 2012Agora eu era herói
E o meu cavalo só falava inglês.
A noiva do cowboy
Era você, além das outras três.
Eu enfrentava os batalhões,
Os alemães e seus canhões.
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês.
CHICO BUARQUE. João e Maria, 1977 (fragmento).
Nos terceiro e oitavo versos da letra da canção, constatase que o emprego das palavras cowboy e rock expressa a influência de outra realidade cultural na língua portuguesa. Essas palavras constituem evidências de
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